A DECISÃO

A DECISÃO

Eles se olharam surpresos. Ficaram sem palavras.

-Vai mamãe.

-E vocês, não podem ficar sozinhos.

-A gente fica quietinho esperando vocês, eu cuido do Miguel.

-Vai mãe.

Assim fizeram ao entrar no bichinho ele disse.

-Contou pra eles?

-O que?

-Sobre a gente.

-Claro que não.

-Então de onde ele tirou que somos um casal?

-Estou tão surpresa quanto você.

-Sinal que eles não vão se importar com nossa relação.

-Acho que não.

Ele a beijou, ela o empurrou.

-Ficou doido! Os meninos.

-Desculpa não resisti.

Ao descerem ela estranhou não vê-los.

-Cadê meus filhos? Disse ela.

-Eles

-Eu não acredito que fui te ouvir.

-Calma eles

-Calma porque não são teus filhos.

-Mamãe. Disse o menino puxando a roupa dela.

-Filho! Disse os abraçando.

-Era isso que eu estava tentando dizer que eles estavam atrás de você.

-Não devia brigar com Giovane. Disse o menor o abraçando.

-Não foi nada mamãe, só estava preocupada com você.

-Desculpa

-Algodão doce. Disse o menino correndo pro carrinho.

Nisso, ela aproveitou e deu um Celinho nele.

-Desculpa de verdade, nem sei onde enfiar minha cara.

-Aqui. Disse a abraçando e encostando a cabeça dela no seu peito.

Foram comprar os algodões doce.

No fim do dia foram pra uma lanchonete depois ele os levou em casa.

-Tchau gente. Disse ele ao saírem do carro.

-Não quer subir.

-Melhor não. Pensou não quero abusar.

-Mãe chama ele pra jantar de novo.

-Boa ideia Maicon e não aceito um não, vem. disse pegando na mão dele.

-Estou sujo, suado, vou em casa, troco de roupa e volto rapidinho.

-Está bem até já.

Quando ele voltou, ela estava terminando o jantar.

-Pode entrar, estou na cozinha.

Assim ele fez e foi logo a abraçando por trás e a beijando no pescoço.

-Para os meninos podem ver. Disse ela.

-Quer ajuda?

-Quero.

-Diz o que?

-Que vá olhar o que aqueles perigos estão fazendo.

-É pra já.

Quando terminou de fazer o jantar eles brincavam na sala de cartinhas.

-Parece uma criança. Disse ela baixinho.

-Disse algo?

-Venham jantar.

-Oba. Disse levantando.

Depois do jantar o menino quis mostrar um filme de desenho que ele gostava.

Antes do filme terminar eles dormiram.

-Melhor chama-los pra cama.

-Não, deixa que os levo.

Ele levou o maior ela o menor.

Ele beijou cada um antes de sair do quarto, isso a emocionou tanto que uma lagrima caiu, por lembrar que seu marido nunca fora tão carinhos com eles.

Ela o abraçou forte.

-Que abraço gostoso. Disse ele a beijando.

Ficaram se beijando ali no corredor.

-Melhor eu ir. Disse ele quando as coisas esquentaram.

-Ainda não.

-Tenho medo de estragar as coisas, por não me segurar.

Ela o beijou e foi o levando pro seu quarto.

-Acho que se enganou em vez da sala me trouxe pro quarto.

-Não me enganei. Disse o beijando e tentando tirar a blusa dele.

-O que isso quer dizer? Disse ele a afastando um pouco.

-Acho que esta na cara, não quer?

-Imagina. Disse ele a erguendo nos braços.

-Tem certeza? Disse a colocando no chão.

-Tenho medo que se arrependa depois e fique com raiva de me. Disse acariciando seu rosto.

-Não vou me arrepender, também te quero.

-Como é bom ouvir isso. Disse ele a beijando.

Ela tirou sua blusa enquanto ele tirou seu vestido a deixando de sutiã e calcinha.

-Como eu te quero. Disse a beijando e pegando nos braços a levando pra cama.

A deitou cobrindo a de beijos.

-Não acredito que aconteceu. Disse ela deitada no peito dele.

-Esta arrependida?

-Não! Por isso mesmo estou surpresa passei tanto tempo sendo do Milton.

-Esquece, não fala o nome dele. Disse a deitando.

-Foi tão bom ser tua.

-Como é bom ouvir isso. Disse a beijando.

-Nunca amei alguém assim. Disse acariciando seu rosto.

-Eu precisava de alguém como você na minha vida. Disse ele.

-Ainda te quero tanto. Disse a beijando.

-Eu também. Disse o abraçando forte.

Se amaram novamente.

-Agora tem que ir, o que vou dizer se os meninos acordarem e nos ver aqui.

-Sei que tenho que ir. Disse levantando e se vestindo.

Ela foi com ele até a porta o beijando antes dele sair.

Ao voltar pra cama tudo que tinha acontecido não saia da sua cabeça.

Ao chegar no escritório ele estava na porta a esperando foi logo a abraçando.

-Para Giovane aqui não. Disse o empurrando.

-Por que não?

-Os funcionários podem ver.

-E dai não tenho nada a esconder.

-Fica chato pra mim.

-Por que?

-Há Giovane vão falar.

-Falar o que?

-De me que te seduzi de proposito.

-Sem essa antes de você notar meu interesse todos já sabiam.

Ela lembrou do fim de semana na praia, onde disseram isso.

-Eu sei mais pega mal a gente ficar se agarrando aqui.

-Tudo bem. Disse a puxando pra dentro da sala.

-Giovane. Disse o afastando.

-O que foi dessa vez? Aqui ninguém vai ver.

-O telefone esta tocando.

-Deixa tocar isso la é hora de ligar pra alguém.

-Bobo é o da empresa. Disse saindo rápido pra atender.

Logo interfonou pra ele passando a ligação.

Toda vez que ia repassar algo pra ele dentro da sala, ele a cobria de beijos.

No fim do expediente ele disse.

-E ai vamos nos ver hoje?

-Estamos nos vendo.

-Há mais aqui é trabalho.

-Que trabalho, mais namoramos que trabalhamos. Disse ela baixinho.

-Não é a mesma coisa.

-É que prefiro não exagerar, os meninos vão estranhar te ver direto la em casa.

-Estranhar o que? viu ontem Maicon nos chamando de casal, ele já sabe.

-Por isso, por te ver direto comigo.

Ele entristeceu.

-Não fica assim, pensa no meu lado, tenho medo da confusão que isso possa fazer na cabeça deles, afinal até outro dia eu estava com o pai deles.

-Tudo bem, eu sei que tem razão, é que pra mim é difícil ficar longe de você.

-Nem vai sentir tanto afinal amanha estarei aqui de novo. Disse o beijando e saindo.

Suas amigas foram jantar com elas.

-Mamãe, Giovane não vem?

-Não filho por que?

-Chama ele mamãe. Disse Miguel.

-Não dar meu amor.

-Dar sim se ligar aposto que ele vem. disse Maicon.

-Por que diz isso filho, ele tem o que fazer.

-Não, ele disse que é sozinho, mora sozinho, então enquanto estamos juntos aqui ele esta só.

Ouvir aquilo a comoveu, devia tê-lo chamado.

Depois que eles dormiram e suas amigas saíram ela ligou pra ele.

-Desculpa não te chamar pra cá.

-Relaxa você não tem obrigação comigo.

-Senti tua falta, e os meninos também.

-Sabe que também senti a falta de vocês.

-Tive que inventar uma historia mirabolante pra eles dormirem.

-Que inveja de você com eles.

-O que esta fazendo?

-Estou deitado conversando com minha amada.

-Queria que estivesse aqui.

-O que eu mais queria nesse momento era esta com você em meus braços.

-Amanhã a gente resolve isso, boa noite.

-Boa noite, te amo.

-Ainda vou te ouvir dizer te amo também.

-Espero que sim.

No dia seguinte quando ele foi brincar com as crianças Maicon disse.

-Vai jantar la em casa hoje.

-Será que tua mãe concorda.

-Concorda. Disse o pequeno.

-Se ela concordar eu vou ok. Disse os cutucando.

Ao contar pra ela disse.

-Não estou fazendo pressão só repassei o pedido, afinal não podia aceitar sem falar com você.

-Não quero que vá hoje.

Ele ficou triste.

-Quero que vá todos os dias.

-Serio!

-Foi horrível ficar sem você ontem, chega de pensar no que vão pensar farei o que quero.

-Que bom ouvir isso. Disse a abraçando e beijando.

-Estava pensando em sairmos pra jantar.

-Mais e os meninos? Não posso deixa-los.

-Nem quero que faça isso, vem cá. Disse abrindo uma pasta no computador.

-Aqui são restaurantes mais abertos, alguns tem um local pras crianças brincarem, como disse outro dia eu quero o pacote completo a mãe e os filhos.

Ela o abraçou e beijou.

-Achei que quisesse ir lá pra casa.

-Quero ficar com você o local é o de menos, e notei que tanto você como as crianças não saem muito, assim podemos ficar juntos cada dia num local diferente o que acha?

-Boa ideia.

-Então passo de noite pra pega-los.

Assim fez e durante o jantar ela se preocupava com medo deles mexerem e quebrarem algo.

-Viu como eles se comportaram? Disse ao terminar o jantar.

-Claro, fizeram isso por que prometeu que os levariam de novo.

-Tem que saber negociar.

No caminho eles passaram por um parque e os meninos pediram pra ir.

-Só 20 minutos. Disse ela.

-Há não é pouco. Disse Maicon.

-Que nada em 20 minutos podemos ir em tudo. Disse Gil.

-Duvido.

-Vou te mostrar. Disse Giovane correndo e descendo no escorregador, passando pelo balanço, ficando na gangorra e em outro.

-Viu como deu. Disse ele sem folego.

-Assim não vale. Disse o meninos rindo.

-Vão logo vou começar a contar. Disse ela.

-Vão uma ova você vem junto. Disse Giovane a puxando.

Ela ria e se divertia tanto que passaram da hora.

-Espertinhos me envolveram pra passar da hora.

-Não temos culpa se te queremos por perto. Disse Giovane.

-Agora vamos pra casa.

-Há não mamãe.

-Não reclama senão ela não deixa mais. Disse Giovane e o menino calou.

-Isso mesmo escuta teu... Giovane.

Ela ficou surpresa e sem graça, por que ia dizer pai? Pensou e

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Comments

Luisa Nascimento

Luisa Nascimento

É um ótimo livro. parabéns autora!

2025-03-15

0

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

adorando cada capítulo obrigada autora ❤️ parabéns!

2024-11-13

1

@zairon

@zairon

Que história empolgada

2024-08-15

1

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