Alice entrou em desespero, Tamara estava tentando tranquilizar ela.
— Não adianta ficar assim agora, se acalme, vou pedir para mamãe arrumar alguém para ficar no seu lugar vou com você ao hospital e aí você terá a certeza se está ou não grávida.
— Faça isso por mim amiga, não tinha caído minha ficha que possa ser realmente uma gravidez, esses sintomas que estou sentindo.
Tamara e Alice chegaram ao hospital, onde ela foi examinada e fez o teste de gravidez.
Enquanto esperavam o resultado do exame, elas foram a lanchonete do hospital tomar um suco e conversar.
— Amiga se você estiver realmente grávida Renato terá que assumir este filho.
— Depois que eu vi ele com aquela garota linda no restaurante, tive a certeza ele nunca vai querer saber de mim e muito menos do meu filho se eu estiver realmente grávida.
— Não poderei obrigar ele a ficar com você, mais vou obrigar ele a assumir as responsabilidades por este filho, pois eu me sinto tão culpada por isso.
— Você não é culpada de nada Tamara , a culpa e minha por ter feito a besteira de ficar embriagada e ir com um desconhecido para cama, na primeira vez que vi ele.
Enquanto aguarda ansiosamente o resultado do exame, Alice se vê imersa em pensamentos e reflexões. Ela pensa em como chegou até ali, em como um momento de fraqueza pode mudar completamente o curso da sua vida.
Ela se culpa pelo erro cometido, mas também se ressente pelo fato de que, enquanto o homem com quem ela se envolveu pode fugir das consequências, ela é a única que terá que lidar com as implicações pelo resto da vida.
Ela se lembra de seus pais, que sempre lhe ensinaram a ser responsável e a se cuidar. Seu coração se parte ao pensar em como irão reagir quando souberem de tudo. O que eles pensariam dela agora? O que seus amigos e vizinhos pensariam?
O resultado do exame finalmente chega e é positivo: Alice está grávida. Ela se sente uma mistura de emoções: alegria, medo, incerteza e esperança. Ela sabe que a jornada que tem pela frente não será fácil, mas está determinada a enfrentar com coragem e determinação.
— Tamara, nem sei o que pensar amiga, e agora o que será de mim, o salário que eu ganho não dá nem para minhas despesas, como você vê não consigo nem cuidar de mim.
— Calma você vai ter que conversar com Renato, vai ter que por ele a par dessa situação, afinal você não fez o filho sozinha.
— Você acha que devo mesmo, falar com ele?
— Com certeza que deve, ele tem que se responsabilizar também.
Alice pegou dois dias de afastamento do trabalho, por não estar se sentindo bem.
Ela primeiro iria conversar com Renato, só então depois iria falar com seus pais.
Ela tentou passar uma mensagem no celular de Renato, mais ele se quer visualizou.
Depois de muito tentar e não conseguir falar com Renato, ela decidiu ir procurar ele na empresa de seus pais, onde Renato também trabalhava.
Alice estava na porta da grande empresa dos pais de Renato, tentando arrumar coragem para entrar e falar com ele.
Mais por sorte ela viu Renato saindo da empresa e se dirigindo para o estacionamento.
Alice então resolveu esperar ele sair com seu carro para poder conversar com ele.
Assim que o carro de Renato passou pelo portão Alice acenou para ele que parou o carro.
— Renato, eu sei que já faz um tempo que não nos falamos direito, mas precisamos conversar.
— Conversar sobre oque?
— Renato você teria só alguns minutos, preciso mesmo falar com você.
— Tá bom, entra aí no carro.
Alice entrou no carro de Renato, ele estacionou o carro um pouco pra frente do portão da empresa e disse:
— O que é, Alice? Eu estou ocupado.
— É sobre aquela noite, você se lembra?
— Aquela noite? Que noite?
— A noite em que bebemos demais e acabamos dormindo juntos.
— Ah, isso. E daí?
— Eu fui ao médico e descobri que estou grávida, Renato. Estou esperando um filho seu.
— O quê? Você está grávida? De mim? Isso não é possível, Alice. Eu não posso assumir essa criança. Eu tenho uma carreira a cuidar.
— Renato, eu não estou pedindo que você abandone tudo por causa dessa situação. Eu só quero que você saiba que um pequeno ser humano está a caminho e que ele merece ter um pai em sua vida.
— Desculpa, Alice. Eu não posso assumir a responsabilidade de uma criança agora. Eu tenho muito a perder.
— Eu entendo, Renato. Mas, por favor, pense nisso. Esta é uma vida que estamos falando. Um bebê que precisa de cuidados, amor e carinho. Eu não espero que você assuma a criança, mas espero que possamos encontrar uma maneira de lidar com essa situação juntos.
— Eu sinto muito, Alice. Eu não posso assumir. Eu preciso ir agora. Boa sorte com tudo isso.
— Tudo bem. Eu compreendo. Se você mudar de ideia, por favor, esteja aberto para me contactar. Não apenas por mim, mas para o bem da criança.
Renato virou as costas e saiu, deixando Alice sozinha com suas preocupações e com a expectativa de ser mãe solteira. Era uma situação difícil e ela sentia a dor da rejeição. Mas sabia que tinha que ser forte pelo seu bebê e encontrar uma maneira de superar essa situação.
Alice sentia o coração apertado enquanto observava o pôr do sol do alto do penhasco. As lágrimas escorriam silenciosamente por seu rosto, misturando-se com a brisa fria da tarde. Renato, havia tomado uma decisão que a deixou dilacerada: ele se recusava a assumir a paternidade do filho que ela carregava em seu ventre.
A notícia da gravidez fora recebida por Renato com incredulidade e negação. Ele se afastara de Alice, alegando que aquele filho não era responsabilidade dele, que fora um erro de ambos. A dor da rejeição e a sensação de abandono foram esmagadoras para Alice, mas ela sabia que não poderia permitir que sua tristeza a consumisse. Havia uma vida dentro dela, uma vida inocente que merecia amor e cuidado.
Uma luta silenciosa tomou conta do coração de Alice. Ela sabia que enfrentaria inúmeras dificuldades ao criar um filho sozinha, mas o amor que sentia por aquele pequeno ser era maior do que qualquer obstáculo que pudesse surgir. Ela não permitiria que a falta de compromisso de Renato afetasse a vida de seu filho.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Elis Alves
Vc poderia ter ficado com ela ao menos um pouco, pra dar uma dica de quem ela podia ou não confiar, era o mínimo, já que vc conhecia quase todos por lá
2025-03-25
3
Elis Alves
É só mais um macho escroto no mundo. Sinceramente espero que no final ela não dê uma segunda chance e fique com esse estrume. Ele foi um 💩 desde o primeiro instante
2025-03-25
2
Selma Bezerra da Silva
eu também passei por isso há 21anos atrás desepregada mais dei a volta por cima hoje minha filha e meu orgulho já tá no segundo ano da faculdade
2025-04-04
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