Agora Alice e sua família estavam morando na nova casa.
Wilson se sentia tão feliz, agora com Miguel em seu colo, conversava com o neto como se ele entendesse alguma coisa.
— Miguel meu neto querido, você teve sorte, já nasceu em berço de ouro meu amor, eu estava tão preocupado de não poder dar uma boa vida para você.
— Não era só você não pai, eu também sofria muito quando estava grávida, pensando em como seria nossa vida, Miguel como fazer para sustentar ele.
— Sim filha você vê como as coisas acontecem, bastou um acidente e sua vida virou de ponta cabeça, lógico que para melhor.
— Filha, estou achando o Miguel um pouco quentinho, será que ele está com febre?
Maria que estava sentada ao lado de Wilson, pegou na testa do neto e disse:
— Sim Alice, ele está com febre e parece febre alta filha.
Alice já começou a ficar preocupada, chamou um táxi e levou Miguel ao hospital.
Ao chegar à emergência, Alice foi recebida por uma equipe médica atenciosa. O médico, com olhos gentis e um sorriso acolhedor, examinou cuidadosamente o pequeno Miguel. Ele compreendia a importância de tratar com atenção especial as necessidades de uma criança com síndrome de Down.
— Olá, sou o Dr. Garcia. Como você está, Alice? Como está se sentindo, Miguel?
—Estou preocupada, Dr. Garcia. Miguel está com uma febre muito alta e não sabemos o que está causando isso. Ele é um bebê com síndrome de Down, e sei que ele pode ser mais suscetível a certas condições.
— Compreendo sua preocupação, Alice. Vamos fazer uma avaliação minuciosa para descobrir o que está acontecendo. Saber que Miguel tem síndrome de Down nos ajuda a estar atentos a possíveis complicações adicionais.
O médico examinou cuidadosamente Miguel, observando seus sinais vitais e realizando os testes necessários.
— Parece que o sistema imunológico de Miguel está lutando contra alguma infecção. Precisamos fazer alguns exames adicionais para determinar a origem da febre e iniciar o tratamento adequado.
— Dr. Garcia, estou preocupada com as possíveis complicações devido à síndrome de Down. Como podemos garantir o melhor cuidado para Miguel?
— É compreensível que haja preocupação, Alice. Cada paciente, especialmente os com síndrome de Down, requer um atendimento personalizado. Estamos familiarizados com as necessidades específicas dessas crianças e trabalharemos para garantir que Miguel receba o tratamento necessário em um ambiente acolhedor e empático.
Enquanto aguardavam os resultados dos exames, Alice prometeu a si mesma que estaria sempre ao lado de Miguel, cuidando e lhe dando muito amor.
Finalmente, depois de algum tempo, o médico voltou com os resultados dos exames. Examinando o pequeno Miguel, ele explicou que ele estava com uma infecção respiratória que precisava ser tratada com antibióticos.
— Alice eu acho melhor o Miguel ficar aqui internado pelo menos até conseguirmos tratar esta infecção.
— Se você acha que é necessário doutor, eu concordo.
— Necessário até que não é, mais estando aqui podemos monitorar melhor ele.
Alice ligou para sua mãe, e também para Camila explicando que Miguel estava internado, mais que não era grave.
Ela iria posar no hospital com seu bebê.
— Henry Miguel está internado, acho melhor nós irmos lá ver o que realmente está acontecendo com ele?
— Claro querida, vamos sim só vou pegar um agasalho e já vamos.
Renato que estava perto perguntou?
— Mais quem é esse Miguel? Porque vocês estão tão preocupados assim?
— Explique para ele Camila, quem é o Miguel, pois se não sou capaz de perder a paciência com nosso filho.
Henry subiu a escada para ir buscar o agasalho, e Camila também indignada com aquela pergunta de Renato respondeu.
— Miguel não é ninguém que te diz respeito, ele simplesmente é nosso neto.
— Pronto agora já vi tudo, vocês dois vão viver em função dessa criança.
— Renato as vezes fico pensando se você nasceu de mim mesma, como pode ser assim tão insensível, enquanto Alice está naquele hospital ao lado do filho, você nem ao menos sabe o nome da criança.
— Mamãe ela que quis ter esse filho, eu avisei que eu não queria, ela podia ter encerrado aquela gravidez se quisesse, se não o fez o problema é dela.
— Pare Renato, você chega a me dar náuseas, como ousa pensar assim, ainda bem que Alice é uma mulher de valor.
Henry e Camila chegaram ao hospital, e constataram que realmente Miguel estava bem, era só uma infecção e já estava sendo medicado, logo retornaria para casa.
— Alice, eu e Henry já estamos indo, qualquer coisa por favor nos avise.
— Eu aviso sim, pode ficar tranquilos e obrigado por virem.
Alice sentia muita gratidão por Henry e Camila, eles eram avós muito carinhoso com Miguel.
Ela já tinha até esquecido que Renato era o pai de Miguel, pois ele nem ao menos quis conhecer o filho.
Alice sentada em uma poltrona ao lado do bercinho de Miguel, pegou em sua pequena mãozinha, como ela amava seu bebê.
Renato não iria fazer falta, pois o amor que ela tinha por Miguel bastava.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Esterzinha
o pior que sente falta de um pai sim, o pai da minha mãe faleceu quando ela tinha 2 anos. até hoje é difícil essa parte da vida dela já que ela sente bastante falta dele. a única lembrança que ela tem dele é ele atrás de uma porta em um hospital internado
2025-03-26
0
Maria Lúcia Freitas
ela não deve mais ficar com ele. Que monstro, queria matar o filho e os avós querendo um neto.
2025-03-23
2
Elis Alves
É bom mesmo esquecer esse traste.
2025-03-25
1