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NICOLE SALAZAR

Henrico me levou a um restaurante a beira mar, comemos e depois fiquei admirando a vista.

Até que Henrico fala.

- Por que não usa aliança?

O olho e depois olhei para a minha mão. Não uso aliança de casada por muitos motivos, o primeiro deles é que não me sinto casada a um ano.

- Não tenho porque usar.

Falo dando os ombros.

Henrico me olha se inclina sobre a mesa apoiando nos cotovelos.

- Não acha que sem ela os homens vão dar encima de você senhora.

- Não estamos nos dando bem? Por que voltar a ser o chato de antes Henrico? Você mais do que ninguém sabe que seu irmão me ignora a um ano e não tenho porquê considerar uma pessoa que não tem o mesmo respeito por mim.

- Como sabe que ele não usa?

- E usa? Você que o vê deve saber mais do que eu.

Ele desvia o olhar. Eu sabia!

Nunca fiquei enganando a mim mesma achando que Henrique tenha se mantido fiel a mim nestes meses. Ele deixou claro a sua intenção de não levar esse casamento a sério já do início.

- Não vou-me enganar... Henrique odeia-me! Devo representar uma fase ruim da vida dele. O nosso casamento começou errado, e creio que vai terminar do mesmo jeito.

- Se terminar... (diz ele)

- Como?

- Nada não. Quer pedir mais alguma coisa para comer Nicole?

- Não, estou bem.

- Vamos.

No trajeto de volta ao hotel fico imaginando no comentário de Henrico. Será que o irmão dele não pretende pedir o divórcio? Não posso ficar presa a ele para sempre.

Olhei para lado e fiquei admirando Henrico. Se ele fosse meu marido seria tudo mais fácil.

O telefone dele toca.

- Alô.

Não escuto o que dizem do outro lado da linha, mas Henrico pisa no freio. Fico assustada, felizmente não tinha nenhum carro atrás de nós.

- Henrico?

Ele permaneceu sério, escutando o que a pessoa falava no telefone.

- Onde ele está? (fala ele)

Fico ali tentando entender a situação. Henrico diz:

- Vou voltar hoje mesmo.

Ele desliga.

- O que aconteceu? (perguntei)

- O meu pai sofreu um enfarto. Tenho que voltar para a capital.

- Posso ajudar em algo? (digo)

Ele está branco igual papel, a notícia o abalou muito. Queria abraçá-lo, mas não seria prudente.

- Pode ir comigo para lá? Não sei se consigo sozinho.

Eu pisquei algumas vezes. Ir até à capital encontrar a família Salazar e consequentemente o Henrique. Engoli a seco.

Olho novamente para Henrico, ele está de cabeça baixa.

- Eu vou.

Henrico tira uma das mãos do volante do carro e segura a minha. Com os olhos marejados diz:

- Obrigado.

Minutos depois.

Voltamos para o hotel e arrumo minhas coisas. Henrico foi ligar para Daniel e avisá-lo de nossa partida.

Iremos voltar para a minha casa e pegar o restante das minhas coisas que falta, de lá, iremos para o aeroporto.

Não posso deixar de ficar trêmula, não sei o que esperar da minha chegada na casa dos Salazar. Antes de sair liguei para Amanda e pedi conselhos a ela, tive que contar a ela sobre meu problemas familiares. Ela me aconselhou a erguer a cabeça e mostrar que sou forte.

Assim que entrei no avião, senti a pressão da situação. Henrico segura a minha mão no momento que o avião decola. Olhei para ele, senti segura. Será que estou gostando do irmão errado?

É Nicole você está muito ferrada.

****

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Comments

Ivelise Rodrigues

Ivelise Rodrigues

Péssima ideia de Henrique ter adiado a verdade.
Nicole vai descobrir da pior forma e isso vai acabar por afastar los

2025-02-09

0

Rosangela Firmino

Rosangela Firmino

tadinha dela

2024-11-05

0

Ana Lúcia De Oliveira

Ana Lúcia De Oliveira

tadinha, ele pode usar isso contra ela

2024-10-24

0

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