William
Andei em sua direção, a pombinha levantou na cadeira e recuou dois passos, assustada. _ A pombinha resolveu me mostrar as assas? Está recuando por quê? Está assustada?
Clara
Ele perguntou com o rosto próximo ao meu rosto. — Si-sim, falei a verdade gaguejando, William é um homem grande, praticamente um gigante perto de mim, tanto que teve que abaixa para ficar perto do meu rosto... Vendo um pequeno sorriso no canto do seu lábio. William avançou mais, me fazendo recuar e bater com a coluna na parede. A voz forte daquele homem me fez estremecer, eu não conseguia desviar os olhos da figura alta.
Seu perfume misturado com bebida estava forte e penetrava nas minhas narinas. O seu aroma parecia intensificar sua energia e pela primeira vez na vida, percebi a diferença entre um homem e uma mulher. No entanto, fiquei tão nervosa que ele percebeu e recuou para trás. Ele parou a uma distância de mais ou menos um metro de mim, eu queria correr e me refugiar no quarto, no entanto, não o fiz, não consegui mover meus pés. Minha respiração ficou suspensa, meus olhos arregalados e minha boca aberta e seca.
Clara _ William você está, está muito, muito bêbado, acho que você nem sabe oque está fazendo. William diminuiu novamente a distância entre a gente. Recuei até bater as costas na parede, me vi presa quando ele espalmou às duas mãos na lateral da minha cabeça, impossibilitando-me de qualquer fuga. Meus olhos ficaram maiores, arregalados devido à reação que aquela proximidade causou em mim. Eu estava como em choque por perceber a masculinidade dele. Aquilo me assustou imensamente. Não sabia que ele tinha desejo por mim. Era assustador, na mesma hora lembrei do dia que aqueles homens me sequestraram e fiquei apavorada.
Senti seu corpo pressionar o meu contra a parede. Suspirei profundo e fechei os olhos e pensei comigo mesmo _Isso não está acontecendo, não pode ser meu Deus!
Minhas pernas estavam bambas de pânico.
William _ Eu passei o dia tentando me concentrar e arrumar um jeito de te conquistar pombinha, mas sua presença não deixou, então vou fala da minha forma mesmo, eu te desejo como nunca desejei nenhuma mulher. Você intende isso, Clara?
Clara
O olhar de William era aterrorizante, nesse momento, passei por baixo de um dos seus braços e aproveitei que tinha conseguido sair e tente correr, mas não consegui me afastar nem meio metro, as mãos dele agarraram em minha cintura e de novo me encostou na parede, minhas costas bateram forte fazendo um barulho forte ecoar. Ele me suspendeu e prendeu meu corpo com o dele.
William— Você acha que pode comigo? Eu sou um homem, pombinha e você só é uma pombinha sem penas e está sob os meus domínios.
Clara— Eu não entendo, senhor — falei com a voz embargada._ Eu pensei que o senhor queria meu bem. Que fosse diferente daqueles homens.
William_, Sim, eu sou diferente, e sabe qual é a diferença entre nós Clara; É que eu te quero para ser minha mulher. Falei com uma voz rouca perto da sua nunca.
Clara
Percebi que ele aproximou o rosto do meu, virei a cabeça de lado com medo do seu próximo passo e fechei os olhos. Mas para meu desespero ele não me deixou em paz e virou meu rosto para ficar em sua frente, e encostou os lábios nos meus que se encontrava fechado, eu apertei eles com força para dentro para que William não tivesse acesso, meu primeiro beijo não seria a força com um homem de quase um metro gostoso mais embriagado. Liberei um gemido de protesto, me sentia uma mariposa presa, sem nenhuma defesa. Ele roçou os lábios nos meus, aquele contato me fez sentir uma quentura em minhas veias, meu coração pulava como um louco, era o medo, nada mais, não poderia ser outra coisa, eu desconhecia.
William— O que fará se eu te beijar pombinha? Já sentiu os seus lábios de alguém?
Clara
William sobrou essas palavras baixinho me perguntando._ Me deixe seu William, o senhor está muito embriagado, e irá se arrepender amanhã, por Deus me deixa em paz. Ele, aproveito meus lábios soltos, esboçou um sorriso e parou. Encostou os lábios nos meus e beijou de leve tipo selinho. Em seguida me soltou e se afastou.
William— Acho que devo ir.
Ele diz e então se afasta totalmente enquanto seus olhos são ainda tentadoramente hipnotizantes.
Desta vez aproveite e corro para longe dele subindo as escadas para o meu quarto. Chegando dentro do quarto tranco a porta e encostando-me.
É perigoso, seu William só é meu patrão que me salvou, não posso confundir as coisas hoje ele só estava bêbado. Estou à beira do precipício e não posso e não devo cruzar essa linha. Um selinho, só foi um selinho, falava para mim mesmo! Foi só o que aconteceu... E ninguém jamais deve saber. Reafirmo diversas vezes para ver se essa inverdade se torne uma verdade absoluta.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Ameles
com certeza ela é filha de algum mafioso importante
2024-07-14
2
Maria Ida Duarte Duarte
tô curiosa pra saber o que William descobriu conta pra gente autora
2024-01-29
5
Conceição Freire
tô saltando capítulos, começou a frescura da órfã
2024-01-06
0