Vamos até o carro, eu entro atrás com a minha mãe, Alisson vai dirigindo e Sara no banco do carona. Vamos todos perdidos em pensamentos, só quero que isso acabe logo, e que o meu pai tenha logo alta, meu celular toca e mostra o número da senhora Charlote.
Ligação Online!
—Antonella, me desculpa ligar agora, mais gostaria de saber como o seu pai está? E sua mãe? ela não os conhece pessoalmente mais se preocupa com eles, sou grata por essa atenção...
—Não tem problema senhora Charlote, meu pai passou por uma cirurgia, mais graças a deus agora estar se recuperando, minha mãe vai ficar bem. confesso para ela, que respira aliviada.
—E Anthony? Ele foi com você? Você estar precisando de algo? ela sempre atenciosa comigo e meu pequeno.
—Não, Anthony ficou na casa da Ceci, no momento não, e muito obrigada pelo carinho.
—Não precisa agradecer, e não se preocupe com nada, o que precisar é só ligar que estarei ai com você! sempre solicita.
—Obrigada, está bem! Qualquer coisa eu ligo para senhora. desligo agradecendo o carinho que ela tem comigo.
—Antonella, você tem um menino? Me desculpe não consegui me conter. quem pergunta agora é Sara.
—Não tem problema, e sim tenho um menino ele se chama Anthony, ele vai completar oito anos amanhã... digo com pesar de não está ao lado do meu pequeno. Pego meu celular e vou na galaria para mostrar a última foto que tirei com Anthony, estamos nos dois fazendo careta com a língua para fora, e mostro a ela que abre um sorriso.
—Ele é lindo, parece muito com você! Parabéns pelo hominho. ela diz feliz. —Temos uma menina de seis anos, Sophia ela é um amor, puxou ao seu irmão. ela diz e logo se arrepende. Ela pega o celular e mostra uma foto
da pequena.
Ela realmente é linda, minha mãe fica até um pouco mais animada por ver a foto de sua neta, vamos o caminho olhando as fotos que a Sara vai mostrando de sua filha e eu mostrando do Anthony assim distraímos mais a minha mãe, até chegar na fazenda. Ela diz que a pequena ficou com sua mãe, pois não queria trazer para hospital.
Chegamos na fazenda, minha mãe vai abrindo as portas, e a sala ainda estar bagunçada, onde ela tinha dito que meu pai caiu.
Deixo a minha bolsa no sofá e começo a organizar, Sara entra e vai ajudar a minha mãe na cozinha término tudo na sala e vou o meu antigo quarto que ainda tem roupa minha, tomo um banho para tirar o cheiro de
hospital.
Decido ir para sala preciso comer alguma coisa.
Chego na sala e estar na mesa minha mãe e Sara conversando. Vou até elas.
—Mãe, por que não aproveita e toma um banho para poder a senhora descansar um pouco? a pergunto.
—Só estou terminando esse café filha, eu vou fazer isso por mais que eu não vá conseguir dormir. ela diz com pesar.
—Eu sei, até eu acho que não vou conseguir dormir. falo pensando no meu pacotinho como eu queria que ele estivesse aqui comigo, ele é a minha força sem nem mesmo saber.
—Antonella, eu queria que você conhecesse a minha pequena Sophia, eu quero muito conhecer o Anthony também. ela diz, tentando puxar conversar comigo.
—É só marcar Sara, e não terá problema. falo mostrando que não tenho nada contra ela e nem com a minha sobrinha.
—Eu posso te pedir um favor? ela pergunta.
—Sim. respondo baixo.
—Eu sei que não tenho direto de me intrometer na sua vida, e só hoje fiquei sabendo sobre você e seus pais, e para mim foi um choque já que ele dizia não ter contato com a família por morar muito longe, eu gostaria muito que você pudesse conversar com Alisson, e antes de mais nada eu sei, o quanto é difícil para você, que foi a mais afetada de todos, pois chegou a ver ele no mesmo ambiente que ele, e ele a tratar com frieza, mais tente dá
uma segunda chance a ele, no fundo o seu irmão tem um bom coração, ainda não compreendi muito bem o por que dele ter feito, já que sempre mostrei interesse em conhecer a sua família.
—Sendo sincera com você, Sara! No momento não me sinto bem para falar com ele, eu até entendo o seu lado mais que para mim é difícil, eu não via Alisson desde os meus quatorze anos e quando eu precisei dele, sempre me negando, ele sabia o quanto para mim era importante ir para a cidade grande, e queria mudar vida e poder a ajudar os nossos pais. E quando aconteceu a situação toda que não vem o caso agora, eu fui me rastejando até
ele, pedindo para me ajudar, pois ele era a minha única esperança, e ele simplesmente disse que não tinha irmã! Sabe o que é estar sozinha, sem rumo, e com muita coisa na cabeça? Sabe o desespero de estar em lugar que ninguém nem mesmo olhar para você? Eu me sentia um lixo quando cheguei lá. Aquilo me doeu por eu estar sozinha na cidade grande, sem ter ninguém por mim, nem mesmo um irmão. Mais Deus foi tão bom que colocou pessoas boas em minha vida, me mostrando que tudo iria dar certo mesmo eu sem ter nenhum pingo de esperança, quando o vi pela primeira vez parecia que ele sentia vergonha de mim, e nem cogite em dizer que ele estava com vergonha porque eu estava gravida, até porque não parecia minha barriga e isso eu nunca vou perdoar. Como dizem por aí, as vezes as pessoas de fora fazem mais do que o seu próprio sangue, e eu tive que sentir na pele isso. Quando você esteve na loja onde eu trabalho, fiquei com esperança de que ele pudesse, falar direito comigo, ele simplesmente se manteve calado e frio. E isso eu senti muito. Eu sentia muita falta dos meus pais, até com o passar do tempo mostrei a mulher que me tornei, sem precisar de um homem ao meu lado, já que nessa época nenhuma adolescente poderia ser mãe solteira. Hoje sou independente, tenho minha casa e cuido do meu filho sem precisar de ninguém, e eu tenho orgulho da pessoa que me tornei, agora ele, é um ser humano estranho como coração vazio, desde que saiu daqui de casa, nunca tinha voltado para ver nossos pais, no começo era compreensivo pois tinha que trabalhar mais a viagem era curta, mais nenhum maldito dia ele fez esse
sacrifício para estar ao lado dos nosso pais, que fizeram tanto por ele, e sentia muita falar de ter ele aqui, só ligava de vez enquanto, a vida que ele tinha na época, mas por que não dar o valor ao trabalho duro que nosso pais
tinha para ajudar ele? Eu sei que isso parece estranho mais a verdade é que ele tem vergonha de onde vem, e de quem somos. Isso eu nunca vou perdoar ló.... falo derramando as lágrimas que estavam contida a minutos atrás e minha mãe não estar diferente, pois sabe que tudo que estou falando é pura verdade.
—Eu sei que errei, e isso é o que mais me dói agora, saber que nosso pai estar naquele hospital por minha culpa! ele diz agora entrando na sala nos fazendo olhar para ele.
—O que você fez meu filho? minha mãe pergunta agora olhando para ele.
—Ele tinha me ligado para saber como eu estava, e eu simplesmente acabei confessando a ele que tinha vergonha dele e da vida que vocês levavam, o por isso que nunca trouxe a Sara até vocês e muito menos quis dizer que Antonella era minha irmã, eu não achava que ela merecia conhecer esse meu lado simples, vida de roça, eu sei que fui um idiota por agir assim, e acabamos discutindo e a ligação ficou muda. Me sentir mal o dia todo por ter
dito isso a ele, e estou muito arrependido por ter vergonha de onde eu vim... eu não aguento ouvir essa merda que ele acabou de falar, e acabo indo até ele enchendo de murros e tapas descontando toda raiva, e por saber que ele foi a causa do nosso pai estar no hospital, ele tenta segurar minhas mãos mais não consegue desconto tudo que venho sentindo por anos, começo a bater ouço minha mãe me pedindo para parar ou vou acabar me machucando, e por um instante de descuido acabo caindo no chão sendo abraçada por ele que tento bater ainda mais, e fico fraca e começo a chorar ainda mais por que a dor que eu estou sentindo ainda não passou, eu queria
apenas arrancar tudo isso de dentro de mim...
Sei o quanto isso me faz mal, ter essa mágoa dentro de mim por anos....
—Me perdoa Antonella, eu sei que nada vai tirar a dor que você passou mais me dá mais uma chance, eu prometo ser o melhor irmão para você, e um tio presente na vida do Anthony! ele diz ainda me abraçando....
—Alisson eu precisei tantos dos seus abraços, de seu cuidado de irmão mais velho, e isso é o que me dói, por que na hora que mais precisei, você me virou as costas... confesso ainda chorando.
—Eu prometo Antonella, que sempre estarei ao seu lado, e nada e nem ninguém vai te fazer sofrer... ele diz me olhando nos olhos.
—Eu te perdoei, só espero que você aprenda e nunca mais faça o que você fez, não só comigo e sim com nossos pais também. Eles não merecem viver com esse sentimento de vergonha, eles são o motivo de você ter se
tornado assim.... falo no fio de voz....
Ele me ajuda a levantar e minha mãe vem abraçar nos dois, e Sara se junta a nós nos abraços, ficamos ali perdido na emoção e sou a primeira a sair...
Eu vou até a cozinha tomar um pouco de água para calmar os meus nervos... me sinto exausta depois dessa briga, eu precisava colocar para fora tudo que eu estava sentindo por anos...
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Aureca's
/Sob//Sob//Sob//Sob/ foi merecido os tapas que ela deu nele, sem noção sem vergonha.
2025-02-17
1
Joce Camargo
nossa muita emoção nesse capítulo
2025-01-10
1
Fatima Vieira
maravilhoso é bom colocar tudo pra fora
2024-09-17
1