Antonella
Ainda chorando pegou o copo e começou a tomar e respirar fundo, tentando me acalmar eu vou me quebrar ainda mais na frente dela.
—Obrigada, eu preciso ir, me desculpar mais uma vez. falo no fio de voz, eu tenho que ver o que vou fazer agora que não tenho ninguém por mim aqui.
—Antonella me desculpe, mas acabei ouvindo a sua conversa com seu irmão, já tinha notado de que você não é daqui, por que não ficar aqui em casa para se acalmar? Assim você pensar melhor no que vai fazer de hoje em diante.
—Eu não quero incomodar a senhora, já me ajudou muito. Confesso.
—Já disse que não irá me incomodar, venha comer um pouco e depois você decidiu o que vai fazer.
—Está bem. _falo e vou para mesa e começo a comer o sanduiche que ela tinha feito.
—Eu moro aqui com a minha filha, ela ainda estar no curso dela daqui a pouco ela chega, quem sabe ela possa te ajudar. Fico pensando de com ela fala de sua filha com tanto carinho que os olhos dela chegar a brilhar.
— Eu morava no interior com meus pais, mas eu sempre quis vir para cidade grande, esse era o meu sonho que aos poucos estar se transformando em pesadelo a cada minuto que fico por aqui.
—Não fale assim, isso é só passageiro, mais o que houver para você sair de casa assim? ela me pergunta com um olhar preocupada.
—Eu acabei engravidando e meu pai me expulso de casa, tinha esperança de que eu pudesse contar com meu irmão mais até ele virou as costas para mim.
—E o pai do bebê? Você já contou a ele?
—Sim, e acabei descobrindo que ele estava de casamento marcado e ainda me aconselhou a tirar o bebê. falo com raiva lembrado das palavras do Daniel.
—Meu deus. Mais a criança não tem culpa por ele ser assim, criança é um presente de deus, só ele dar a vida e tira e ninguém mais! ela diz.
—E acabou que agora fiquei sozinha sem apoio de ninguém. Uma coisa que era para ser bom e tentar mudar de vida, e agora estou sentindo na pele de como tudo estar dando errado, só estar mostrando que nada para mim dá certo.
—Antonella nunca desista dos seus sonhos, as vezes temos que enfrentar muito obstáculos pela frente para poder realizamos os nossos sonhos, lembre se de que nada fácil vale apena, quem sabe lá na frente isso tudo venha fazer sentido! Tenha fé que tudo dará certo no final.
—E o que eu mais quero... falo pensativa, término de comer e fico olhando para o nada, pensando no que realmente eu vou fazer.
—Porque você não toma um banho e tentar descansar um pouco, essa viagem até aqui deve ter sido muito cansativa para você. Quando eu terminar o jantar vou te chamar, assim você vai se sentir melhor e veremos em
que podemos te ajudar.
Aceito a sua ajuda e vou para banheiro tomo um banho e derramando toda minha angústia nas lagrimas, me permito ser uma fraca e ficar pensando no que eu vou fazer agora, estou na cidade grande, sozinha, sem apoio
de ninguém e ainda grávida.
Saio do banho ela me pede que eu fique em seu quarto, aceito e acabo pegando no sono, eu não sabia o quanto eu estava cansada só me dei conta de que meu corpo estava pesado pelo cansaço foram muitas emoções desde ontem...
Quando acordei já estava de noite ouvi duas vozes diferente, me levantei ainda sonolenta, arrumei os meus cabelos que estava bagunçado e fui em direção a sala e encontro uma mulher junto com a dona Carmem.
—Antonella, essa é a minha filha Cecilia! senhora Carmem me apresenta a sua filha.
—Prazer, me desculpa estar assim na sua casa. falo me desculpando, em vez dela ficar brava apenas abre um sorrio e me dá um abraço, fico emocionada pelo seu gesto, pela primeira vez desde que cheguei me sinto acolhida.
—Não têm problema, a minha mãe já tinha me dito que você estava descansando. Como você estar se sentindo agora? ela pergunta agora me olhando.
—Estou mais sonolenta que o normal, mais vou ficar bem! falo e ela começa a rir.
—É normal pelo seu estado! Mas venha que minha mãe fez uma sopa que é de comer rezando!
Vamos para mesa nenhuma delas me deixam fazer nada fico até sem graça. Elas se sentam e começa a comer. E realmente a sopa estava uma delícia.
—Estava conversando com a minha mãe, sobre você! É uma pena estar acontecendo tudo isso com você, mas quero que saiba que pode contar com a nossa ajudar, sabemos que aqui é pequeno, mas como minha mãe
disse, é que nem um coração de mãe sempre vai caber mais um. Cecilia diz animada.
—Você poderá ficar aqui com agente, sem problemas até porque eu não ficaria tranquila com você por aí pela essa cidade sozinha e ainda gravida. dona Carmem diz me fazendo engolir o nó que se formou em minha garganta, a pessoa que nunca vi, me ajudando enquanto as pessoas que têm o meu sangue me viram as costas. Como pode isso?
—Muito obrigada, pelo carinho e atenção que estão tendo comigo, mas eu pretendo trabalhar, e assim posso ajudar vocês nas despesas do apartamento. Dona Carmem abre um sorriso.
—No momento você só precisa se cuidar, e não se preocupe com as contas, um passo de cada vez. Está bem! ela diz para me deixar tranquila.
—Está bem!
— O que você fazia quando você morava com seus pais? Cecilia me pergunta.
—Eu estou no último ano do ensino e trabalhava na venda do amigo do meu pai.
—Quantos anos você tem Antonella? dona Carmem me pergunta.
—Eu tenho fiz 17 anos.
—Você é muito jovem, mas já tem um jeito de uma adulta! ela diz nos fazendo rir.
—Infelizmente só tenho o jeito, queria ter essa sabedoria também de como ser uma adulta.
—Logo você terá, quando nos tornamos mãe acabamos que amadurecemos um pouco mais rápido! ela diz.
—Você precisa ter acompanhamento médico, por conta da gravides, mais amanhã eu vou ver com uma amiga na loja dela se tem alguma vaga lá, você não fará nada pesado só atender os clientes, acredito que será o melhor para você no momento. Cecilia diz.
—Sério? Muito obrigada Cecilia por me ajudar! Eu serei eternamente grata por tudo que vocês duas estão fazendo para por mim. _ falo já indo abraçar ela.
—Estaremos aqui para te ajudar, não se preocupe!
E assim foi a minha primeira noite na cidade grande, conheci pessoas novas com o coração cheio de bondade que me ajudaram muito no começo só tenho de agradecer o carinho que tiveram por mim na época.
Graças a deus encontrei com algumas pessoas que tinha um coração bom, mais que infelizmente encontrei com várias que não vale apena nem dar um bom dia!
Esse dia me lembro de como me sentir bem-estar ao lado de pessoas que eu nunca tinha visto e que
conheci, era como se elas me protegessem e aquecessem o meu coração na época!
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Sueli Silva
Começando a ler 13/11/24, estou gostando muito da história
2024-12-14
1
Joce Camargo
agora ela tem que erguer a cabeça, e seguir em enfrente e mostrar a todos que lhe deram as costa que ela pode tudo
2025-01-10
3
Fatima Vieira
tomara q ela vença
2024-09-14
1