Capítulo 12

Antonella

Hoje é sábado e Poliana me deu o dia de folga. Acordei e vi que estava em minha cama, com a mesma roupa de ontem. Senti meu rosto queimar, só de imaginar, como vim parar aqui.

Acordei, fiz as minhas higienes pessoais, tomei um banho, me troquei e desci para preparar o café.

Estava terminando de arrumar a mesa, quando a campainha tocou. Fui atender e era um senhor e uma senhora muito elegantes, mas pelo modo que se vestiam, só podiam ser da máfia. Olharam-me de cima a baixo, com um semblante indecifrável.

Antonella: Bom dia! Em que posso ajudá-los? -perguntei educadamente.

Liz: Bom dia! Somos os pais de Marco!

Antonella: Entrem por favor! Eu não sabia! Desculpa! -disse sem graça.

Eles entraram e nos apresentamos.

Antonella: É um prazer conhecê-los! Fiquem à vontade vou chamar o Marco! Com licença!

Então rapidamente subi até o seu quarto de Marco, bati na porta duas vezes.

Marco: Pode entrar!

Entrei e ele estava enrolado na toalha, com seu peitoral e cabelos molhados, olhei para o chão sem jeito.

Antonella: Desculpe, vir te atrapalhar... é que os seus pais acabaram de chegar, estão lá em baixo!

Marco: Merda! Vou me arrumar e já desço!

Estava saindo do quarto, quando ele disparou:

Marco: De nada! -disse irônico.

Meu rosto queimou de vergonha, pois sabia muito bem ao que ele se referia.

💭...Tuchê! -pensei. 💭

Voltei para a sala e convidei os seus pais para tomar café conosco. Mário desceu e os cumprimentou, em seguida, desceu Marco, que também os cumprimentou. Ele foi carinhoso e respeitoso com os dois. Na verdade, ambos. O que me impressionou, pois na minha cabeça, todos são como Giuseppe.

Fomos para a sala de jantar, eles ficaram conversando assuntos sobre a máfia.

Ao terminarem, quando ia retirar a mesa, a mulher que fazia os trabalhos da casa chegou.

Mulher: Pode deixar que eu faço isso, senhorita!

Olhei para Marco e assentiu com a cabeça.

Marco: Me acompanhe até o escritório, Antonella! -disse asperamente.

Fomos até o escritório e os pais dele ficaram na sala conversando com Mário.

Marco: Pedi para a cozinheira e a arrumadeira voltarem a trabalhar, sua comida é horrível!

💭💭💭... Horrível?! Mas bem que percebi, que estava gostando... -pensei semicerrando os olhos.💭💭

Antonella: Não pareceu, estar achando tão ruim assim! -disse, cruzando os braços.

Marco: Não vim falar disso! Vamos falar sobre o que interessa..., não quero que trabalhe mais naquele restaurante!

Antonella: O quê?! Por quê? -perguntei desacreditada.

Marco: Amanhã, será apresentada como a esposa do don e não quero que todos falem que minha esposa, é uma simples recepcionista!

Antonella: Você disse que eu poderia continuar a minha rotina normal!

Marco: Uma hora ou outra, teria que sair desse emprego, afinal em breve vamos embora para Berlim!

Antonella: Eu não vou sair do meu emprego agora... só porque é de recepcionista e o don não acha apropriado! Afinal é um emprego digno e honesto! -disse irritada.

Marco: Não me desafiei Antonella, se não vai me conhecer de verdade! -disse entre os dentes.

Antonella: Não estou te desafiando, apenas não acho justo, isso que está me pedindo... eu preciso do emprego!

Marco: Já disse que não vai trabalhar e ponto final! -gritou.

Antonella: Quem vai me impedir?! Porque eu vou sim! -gritou.

Marco: Vou te ensinar a nunca mais gritar comigo, me desafiar ou me desobedecer!

Ele pegou-me pelo braço com força e foi me puxando pelo braço.

Antonella: Me solta, Marco! Me solta!

Mário: Solta ela, cara!

Marco: Fica fora disso! -gritei.

Os pais dele ficaram nos olhando, mas não falaram nada. Comecei a chorar com medo do que ele faria. Me levou até o meu quarto.

Marco: Vai ficar trancada aqui, até aprender a me obedecer! -gritou.

Antonella: Não faz isso, Marco! Por favor! Eu preciso do emprego!

Ele trancou a porta e eu fiquei lá, desferindo vários socos na porta e chorando.

💭... Cada dia as coisas ficam pior... -pensei.💭

...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...

Marco

Fiquei muito irritado, por Antonella me desobedecer e me enfrentar do jeito que fez. Eu sou o don, e não posso permitir que ninguém, me falte com o respeito, ainda mais essa mulher.

Após tranca-la no quarto, desci muito irritado.

Mário: Por que isso agora?

Marco: Já disse para ficar fora disso! -disse áspero.

Patrick: O que está acontecendo com você?! Colocou uma missão em risco, agora está agindo feito um louco transtornado!

Liz: Desse jeito vai acabar colocando todas as missões em risco... estou começando a repensar, se foi uma boa ideia te colocar como don!

Fiquei ainda mais irritado ao ouvir isso.

Liz: Estou começando a achar que está gostando dessa moça!

Marco: Ficou maluca?! Eu sou o don! -gritou.

Meus pais paralisaram, meu pai vinha vindo para cima de mim, mas minha mãe fez sinal para ele parar. Com os olhos negros como a noite, conheço muito bem esse olhar.

Ela pegou a sua arma que estava em cima da mesa, só ouvi o disparo e o meu braço queimar.

Liz: A próxima vez que gritar comigo, ou tratar mal essa menina..., não vou ter pena de atirar no meio das suas pernas... Está me ouvindo?! -disse com sangue nos olhos. -Estamos entendidos?! -disse entre os dentes.

Marco: Sim senhora!

Liz: Não vou ligar se é o don, o chefe ou o demônio... O que me importa é o respeito!

Os dois foram embora muito irritados. A minha mãe sabe colocar a nossa cabeça no lugar.

Por sorte, o tiro pegou de raspão no meu outro braço. Antes de ir para o meu quarto, destranquei a porta do quarto de Antonella.

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Comments

Ilnete

Ilnete

vai gritar com uma dama da noite burro sabendo quem ela é, antes de ser sua mãe ela é justa 👏👏👏👏👏👏

2025-03-28

0

Luciana Santos

Luciana Santos

isso mesmo Liz ele tem q levar uns tapas

2025-01-31

0

Vera Lucia Ribeiro De Carvalho

Vera Lucia Ribeiro De Carvalho

caraca😳😳😳 não dá pra ser macho com essa né? idiota

2025-01-16

0

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