Antonella
Hoje é sábado e Poliana me deu o dia de folga. Acordei e vi que estava em minha cama, com a mesma roupa de ontem. Senti meu rosto queimar, só de imaginar, como vim parar aqui.
Acordei, fiz as minhas higienes pessoais, tomei um banho, me troquei e desci para preparar o café.
Estava terminando de arrumar a mesa, quando a campainha tocou. Fui atender e era um senhor e uma senhora muito elegantes, mas pelo modo que se vestiam, só podiam ser da máfia. Olharam-me de cima a baixo, com um semblante indecifrável.
Antonella: Bom dia! Em que posso ajudá-los? -perguntei educadamente.
Liz: Bom dia! Somos os pais de Marco!
Antonella: Entrem por favor! Eu não sabia! Desculpa! -disse sem graça.
Eles entraram e nos apresentamos.
Antonella: É um prazer conhecê-los! Fiquem à vontade vou chamar o Marco! Com licença!
Então rapidamente subi até o seu quarto de Marco, bati na porta duas vezes.
Marco: Pode entrar!
Entrei e ele estava enrolado na toalha, com seu peitoral e cabelos molhados, olhei para o chão sem jeito.
Antonella: Desculpe, vir te atrapalhar... é que os seus pais acabaram de chegar, estão lá em baixo!
Marco: Merda! Vou me arrumar e já desço!
Estava saindo do quarto, quando ele disparou:
Marco: De nada! -disse irônico.
Meu rosto queimou de vergonha, pois sabia muito bem ao que ele se referia.
💭...Tuchê! -pensei. 💭
Voltei para a sala e convidei os seus pais para tomar café conosco. Mário desceu e os cumprimentou, em seguida, desceu Marco, que também os cumprimentou. Ele foi carinhoso e respeitoso com os dois. Na verdade, ambos. O que me impressionou, pois na minha cabeça, todos são como Giuseppe.
Fomos para a sala de jantar, eles ficaram conversando assuntos sobre a máfia.
Ao terminarem, quando ia retirar a mesa, a mulher que fazia os trabalhos da casa chegou.
Mulher: Pode deixar que eu faço isso, senhorita!
Olhei para Marco e assentiu com a cabeça.
Marco: Me acompanhe até o escritório, Antonella! -disse asperamente.
Fomos até o escritório e os pais dele ficaram na sala conversando com Mário.
Marco: Pedi para a cozinheira e a arrumadeira voltarem a trabalhar, sua comida é horrível!
💭💭💭... Horrível?! Mas bem que percebi, que estava gostando... -pensei semicerrando os olhos.💭💭
Antonella: Não pareceu, estar achando tão ruim assim! -disse, cruzando os braços.
Marco: Não vim falar disso! Vamos falar sobre o que interessa..., não quero que trabalhe mais naquele restaurante!
Antonella: O quê?! Por quê? -perguntei desacreditada.
Marco: Amanhã, será apresentada como a esposa do don e não quero que todos falem que minha esposa, é uma simples recepcionista!
Antonella: Você disse que eu poderia continuar a minha rotina normal!
Marco: Uma hora ou outra, teria que sair desse emprego, afinal em breve vamos embora para Berlim!
Antonella: Eu não vou sair do meu emprego agora... só porque é de recepcionista e o don não acha apropriado! Afinal é um emprego digno e honesto! -disse irritada.
Marco: Não me desafiei Antonella, se não vai me conhecer de verdade! -disse entre os dentes.
Antonella: Não estou te desafiando, apenas não acho justo, isso que está me pedindo... eu preciso do emprego!
Marco: Já disse que não vai trabalhar e ponto final! -gritou.
Antonella: Quem vai me impedir?! Porque eu vou sim! -gritou.
Marco: Vou te ensinar a nunca mais gritar comigo, me desafiar ou me desobedecer!
Ele pegou-me pelo braço com força e foi me puxando pelo braço.
Antonella: Me solta, Marco! Me solta!
Mário: Solta ela, cara!
Marco: Fica fora disso! -gritei.
Os pais dele ficaram nos olhando, mas não falaram nada. Comecei a chorar com medo do que ele faria. Me levou até o meu quarto.
Marco: Vai ficar trancada aqui, até aprender a me obedecer! -gritou.
Antonella: Não faz isso, Marco! Por favor! Eu preciso do emprego!
Ele trancou a porta e eu fiquei lá, desferindo vários socos na porta e chorando.
💭... Cada dia as coisas ficam pior... -pensei.💭
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
Marco
Fiquei muito irritado, por Antonella me desobedecer e me enfrentar do jeito que fez. Eu sou o don, e não posso permitir que ninguém, me falte com o respeito, ainda mais essa mulher.
Após tranca-la no quarto, desci muito irritado.
Mário: Por que isso agora?
Marco: Já disse para ficar fora disso! -disse áspero.
Patrick: O que está acontecendo com você?! Colocou uma missão em risco, agora está agindo feito um louco transtornado!
Liz: Desse jeito vai acabar colocando todas as missões em risco... estou começando a repensar, se foi uma boa ideia te colocar como don!
Fiquei ainda mais irritado ao ouvir isso.
Liz: Estou começando a achar que está gostando dessa moça!
Marco: Ficou maluca?! Eu sou o don! -gritou.
Meus pais paralisaram, meu pai vinha vindo para cima de mim, mas minha mãe fez sinal para ele parar. Com os olhos negros como a noite, conheço muito bem esse olhar.
Ela pegou a sua arma que estava em cima da mesa, só ouvi o disparo e o meu braço queimar.
Liz: A próxima vez que gritar comigo, ou tratar mal essa menina..., não vou ter pena de atirar no meio das suas pernas... Está me ouvindo?! -disse com sangue nos olhos. -Estamos entendidos?! -disse entre os dentes.
Marco: Sim senhora!
Liz: Não vou ligar se é o don, o chefe ou o demônio... O que me importa é o respeito!
Os dois foram embora muito irritados. A minha mãe sabe colocar a nossa cabeça no lugar.
Por sorte, o tiro pegou de raspão no meu outro braço. Antes de ir para o meu quarto, destranquei a porta do quarto de Antonella.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Ilnete
vai gritar com uma dama da noite burro sabendo quem ela é, antes de ser sua mãe ela é justa 👏👏👏👏👏👏
2025-03-28
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Luciana Santos
isso mesmo Liz ele tem q levar uns tapas
2025-01-31
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Vera Lucia Ribeiro De Carvalho
caraca😳😳😳 não dá pra ser macho com essa né? idiota
2025-01-16
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