Capítulo 11

Antonella

Eu até havia pensando por um instante, que eu e Marco, pelo menos estávamos nos dando bem, sem brigas, até ele surtar literalmente por eu chegar tarde. Nem deixou eu me explicar.

Já é muita humilhação, ter me casado por dinheiro, agora ser julgada e tratada como uma prostituta, tem sido demais para mim.

Chorei a noite toda, me perguntando quando as coisas iriam mudar, quando iria ser feliz nessa vida. Se não fosse por Mário, não sei o que teria acontecido. Dormi apenas algumas horas.

Ao amanhecer, acordei, preparei o café da manhã, fiz as minhas obrigações de casa, me arrumei e fui dar uma volta. Precisava pensar um pouco, respirar um ar diferente que não seja o ar pesado daquela casa.

Passei no trabalho de Daniela, conversamos um pouco, ela disse que ligaram da clínica, meu pai ainda não pagou o que devíamos lá.

Peguei o celular e liguei para Mário.

📱Mário: Alô!

📱Antonella: Bom dia, Mário! Queria te fazer uma pergunta!

📱Mário: Pode falar, Antonella!

📱Antonella: Sabe se o Marco já pagou todo o dinheiro ao meu pai?

📱Mário: Uma parte! Ainda falta um pouco, porque?

📱Antonella: Giuseppe não pagou o hospital que a minha irmã ficou..., será que se eu usar o cartão do Marco para pagar, depois ele desconta do que vai depositar para ele?

📱Mário: Faça isso, eu falo para o Marco!

📱Antonella: Tem certeza..., não quero ter problemas com ele, e nem que também tenha problemas com ele, por minha causa!

📱Mário: Não se preocupe!

Agradeci, nos despedimos e fui até a clínica. Paguei tudo o que devíamos e pedi desculpas pela demora, pois eles confiaram na minha palavra de que pagariamos.

Voltei para casa, deixei a minha bolsa no sofá, amarrei o meu cabelo e fui preparar o almoço. Marco estava na piscina, acompanhado da oferecida da Cartney e de Mário, pela porta de vidro, notei que em certos momentos, ele me olhava... parecia sentir ódio, o que me deixa com medo. Não vai demorar, para que ele me obrigue a dormir com ele, e comece com as agressões, assim como o meu pai. Conheço esse tipo de homens.

Deixei o almoço pronto, arrumei a mesa e subi para me arrumar, hoje vai ser um dia daqueles no restaurante. Nas sextas-feiras sempre dá muito movimento. Coloquei um vestido até o joelho, mas que modela muito bem o meu corpo, nada vulgar e sim comportado. Amarrei o meu cabelo, num rabo de cavalo e fiz uma make básica.

Assim que estava pronto, fui até a piscina. Ao me ver, Marco puxou a mulher para o seu colo e a beijou. Como se isso fosse afetar-me. Ele que faça bom proveito.

Antonella: Mário, o almoço está servido! -disse séria.

Ele agradeceu, saí rapidamente de lá e segui para o restaurante. O dia estava tenso e muito movimentado. Durante a tarde, Mário pediu para eu reservar uma mesa para quatro pessoas. Só espero que ele não esteja pensando em trazer aquele demônio para cá.

Ao anoitecer, os clientes foram chegando e eu fui fazendo o meu trabalho. Ao olhar para a porta principal, não estava acreditando, Mário, Cartney e o demônio do Marco entravam, assim que o olhar de Marco, recaiu sobre mim, pude sentir o seu ódio.

Mário: Boa noite, Antonella! Nossa mesa está pronta?

Antonella: Sim! Por favor, me acompanhem!

Os levei até uma mesa mais afastada das outras, pois gostam de manter a privacidade.

Cartney: Nossa..., você é muito ridícula! -provocou.

Fingi não ouvir. Eles se sentaram, mas antes de sair, me abaixei perto do ouvido dela e disse:

Antonella: A única ridícula aqui é você..., correndo atrás de um homem casado... Você só serve para estepe! -provoquei.

Ela cerrou os punhos, sorri vitoriosa e voltei para o meu trabalho. Logo Poliana chegou e a levei a até a mesa deles, Mário depositou um selinho em seus lábios. Sabia que estava rolando algo entre esses dois.

A noite foi longa, com a presença deles aqui e também porque estava exausta, por fazer várias noites que não durmo direito.

...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...

Marco

Acordei, fiz as minhas higienes pessoais, tomei um banho, me arrumei e desci para tomar café. Mário já estava na mesa, engoli meu orgulho e pedi desculpas, afinal passei dos limites mais uma vez ontem a noite. Ele tentou falar sobre ela, mas não quis ouvir.

Tomávamos o café, quando o celular dele tocou, me remexi na cadeira ao ouvir que era ela, que falava com ele. Essa amizade dos dois está me incomodando, muito.

Marco: O que ela queria?! -perguntei asperamente.

Mário: Perguntou se pode utilizar o seu cartão para uso pessoal, e depois você desconta do restante do dinheiro que tem que dar ao pai dela!

Marco: Demorou! Pra mim tanto faz, o dinheiro é do pai dela mesmo!

Acreditei que ela chegaria com várias sacolas de compra, mas me enganei. Fiquei olhando para ela, enquanto preparava o almoço. Essa mulher me intriga muito, não sei mais o que pensar dela.

Cartney, veio logo cedo para tratarmos de alguns detalhes do evento realizado pela máfia aqui em Nova York no domingo a noite, vou apresentar Antonella como minha esposa, nesse evento. Ela acabou nos convencendo a relaxar um pouco na piscina.

Quando vi Antonella, toda arrumada, fiz questão de provocá-la, beijei Cartney ferozmente que correspondeu. Meu intuito, era atingir ela, o problema é que beijar Cartney, me fez sentir muito ódio e eu quem acabei atingido, pois foi ela que veio em meus pensamentos durante aquele beijo. Ela fingiu que nem tinha ouvido. Assim que foi embora, empurrei Cartney e limpei a boca.

O dia transcorreu normalmente, a noite Mário quis ir a um restaurante.

Ao chegarmos, não pude acreditar. Ela estava ali trabalhando como recepcionista, acabei ficando envergonhado por te-la ofendido. Por isso a insistência dele em vir aqui..., queria me mostrar. Mas isso logo passou, pois ver o olhar dos homens sobre o corpo escultural dela, me deixou com muito ódio.

Mário está saindo com a amiga de Antonella, ao chegar no restaurante, abraçou Antonella e veio até a nossa mesa e foi recebida com um selinho que o meu amigo, fez questão de lhe dar. Cartney não gostou nada da moça.

Fez as apresentações e ela sentou-se conosco.

Cartney: Não sabia que estava namorando, Mau! — provocou a pousar a sua mão sobre a dele, que puxou rapidamente a sua mão.

Mário: Pois é, eu disse que havia conhecido uma mulher fenomenal aqui em Nova York, não se lembra?!

Ela apenas assentiu com a cabeça.

Cartney: Trabalha com o quê, Poliana? -perguntou com um certo desprezo.

Poliana: Trabalho na empresa Connor!

Cartney: Faxineira? — perguntou com sarcasmo.

Mário: Cartney! -a repreendeu.

Poliana: Advogada! Não tire conclusões precipitadas por eu ser uma mulher negra!

Mário: Desculpe, por isso... -disse sem jeito.

Poliana: Não se preocupe, estou acostumada a lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes! Não será a primeira e nem a última vez! -disse com superioridade.

Nesse momento, um dos garçons falou algo no ouvido dela.

Poliana: Peça para Antonella resolver, ela tem carta branca para resolver qualquer problema na falta do gerente!

Ele saiu e foi falar com Antonella, que rapidamente deu as instruções a ele. Observei tudo de longe.

Marco: Esse restaurante é seu, Poliana?

Poliana: Dos meus pais!

Marco: Tem algum parentesco com Grace Dominic?! -perguntei curioso, pois os restaurantes Dominic, são dos parentes da minha tia Grace.

Poliana: Sim! Meu avô era irmão dela!

O jantar foi agradável, após Poliana dar uma má resposta para Cartney.

Após o jantar, Mário e Poliana foram embora.

Cartney: Que tal irmos para o hotel?! -perguntou passando a mão na minha perna e subindo para a minha intimidade.

Marco: Pode ir você, vou esperar a Antonella!

Cartney: Como assim?!

Marco: Já disse que pode ir, caralho! Me deixa em paz!

Ela foi embora visivelmente irritada.

Já era meia noite, todos já haviam ido embora, paguei a conta e esperei Antonella, do lado de fora.

Ao me ver, olhou espantada.

Marco: Vamos? -perguntei asperamente, abrindo a porta do carro.

Ela apenas assentiu com a cabeça e entrou.

Marco: Quando vai embora, do que vai?

Antonella: De táxi!

Marco: Não tem carro?

Antonella: Não!

Fomos para casa em silêncio, no meio do caminho, olhava para o lado de fora, quando senti ela pousar a cabeça no meu ombro, olhei espantado e ela dormia profundamente, pelo visto está bem cansada. Fiquei admirando a sua beleza... o seu rosto angelical, sua boca desenhada, parecia até um anjo, pena que é só um disfarce.

Ao chegarmos, tentei acordá-la, mas sem sucesso. Então a peguei no colo e levei para dentro do prédio. No elevador, me senti muito tentado em beija-lá. Sentir o seu corpo ao meu, estava me deixando louco. O meu membro estava muito ereto, coisa que só essa demônia tem conseguido ultimamente.

Confesso que estou a beira da loucura...

Levei ela para o seu quarto, a deitei em sua cama e a cobri.

Antes de sair do quarto, não pude deixar de contemplar mais uma vez a sua beleza.

Fui para o meu quarto e tomei um banho bem gelado, desferi inúmeros socos na parede. Esse ódio que sinto dentro de mim, está me consumindo, toda vez que tento odia-la, é a mim que eu odeio, por estar tão atraído por essa mulher.

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Comments

Vó Ném

Vó Ném

Não demora muito vai estar de quatro por ela

2024-12-26

0

verediana muller

verediana muller

adorei,esse arrogante vai virar um cachorrinho.

2024-12-21

0

Luciana Santos

Luciana Santos

bc vau ficar lou wuinho por ela marco

2025-01-30

0

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