_Padre: Como já vimos o diabo sabia dos seus dons e só tem estado a usá-la até que pudesse possuí-la, coisa que conseguiu.
Agora porque está vulnerável, é fácil porque ele vai enviar demónios para que a possam tomar e assim atingir o seu objetivo.
_Eu: Qual seria esse, padre?
_Giovanni: Não há melhor coisa na face da terra para o diabo do que ter em seu poder uma médium.
Isso facilita-lhe capturar almas que estão escondidas dele.
Visto que muitas delas correm assim que sentem a sua presença, mas se ele a enviar a si...
Que alma poderia fugir de uma médium?
Nenhuma, pelo contrário, ao saberem que as pode ver e ouvir virão a si pedir ajuda.
E isso facilita-lhe o trabalho.
_Eu: O que posso fazer para que isso não aconteça? (Olho preocupada)
_Padre: Podes deixar que o padre Giovanni a treine, isso sim, isso vai torná-la numa médium que realiza exorcismos.
Atreve-se a aceitar esse destino?
(Pergunta olhando-me fixamente)
_Eu: Mas padre, isso não seria pior para mim?
Estar tão rodeada de demónios sempre.
_Giovanni: Sim e não, sim, seria algo perigoso, visto que a podem possuir.
E não, porque com o treino adequado poderá tornar-se forte espiritualmente e fisicamente para assim evitar que isso volte a acontecer.
Além disso, a senhora e a sua família vão levar um rosário benzido para os proteger.
E o facto de saber lidar com tudo também a ajudaria muito.
_Padre: O que pensa, filha? Quer juntar-se à ordem dos exorcistas?
(Sorriso calmante)
_Eu: Posso pensar? (Com muito para processar)
_Giovanni: Sim, estarei aqui uma semana.
E viremos amanhã trazer-lhe os rosários e ver como estão as coisas por aqui.
_Eu: Muito obrigada, padres. (Dando-lhes um abraço de gratidão e cheio de alegria)
Ambos os padres retiram-se, eu começo a limpar a desarrumação que ficou, à medida que vou arrumando apercebo-me de que o meu braço já não dói, olho para o meu ombro e já não tenho a marca.
_Eu: (Pensando) Pelo visto conseguiram tirar a marca, não sei se me devo juntar a eles.
Mas se vir de outro ponto de vista talvez essa seja a minha única saída.
Ou ir ter com o xamã e que ele faça um bloqueio dos meus dons.
Mas se esse bloqueio não impedir que me possuam, poderia ser muito mau.
(Continuo a arrumar, levanto as cadeiras, os pratos partidos e demais)
O que devo fazer?
_A Voz: Segue o conselho do padre.
_Eu: Ah, quem disse isso? (Assustada olho para todos os lados)
É verdade, é a voz que me tem estado a ajudar (mais tranquila).
Então devo fazer-lhe caso.
Termino de arrumar um pouco, levo o lixo com as coisas partidas, vou entrando novamente e dou conta de que há uns ramos caídos, folhas por todos os lados como se tivesse passado um vento muito forte.
_Eu: Isto aconteceu ontem à noite durante o exorcismo? (Sobrancelha franzida)
Pus-me a limpar lá fora, quando chega o senhor Tomás.
_Tomás: Bom dia.
O que aconteceu aqui? (Olhar sério)
_Eu: Olá, bom dia.
Não sei o que aconteceu, talvez fossem uns ramos que já estavam partidos e acabaram de se partir ontem à noite. (Digo com firmeza para que ele acredite)
_Tomás: Ah sim, talvez.
_Eu: O que o traz aqui? (Curiosa)
_Tomás: Vim fazer correr a égua do meu irmão.
_Eu: Ah, ok.
Continuo a limpar enquanto ele se retira para fazer o seu trabalho.
Depois de um bocado termino de limpar e vou para dentro, ponho a chaleira para tomar uns mates.
Nisto vem o senhor Tomás avisar-me de que já vêm buscar os cavalos e vai-se embora.
Sento-me para tomar uns mates tranquila antes de tomar um banho.
Deixo as coisas do mate, fecho a porta à chave e vou tomar banho.
Abro o chuveiro e deixo que a água caia sobre mim um bocado enquanto penso no que fazer.
Lavo o cabelo com champô.
Refresquei-me bem e enxaguei-me.
Coloco amaciador e deixo-o atuar enquanto lavo o corpo, no final enxaguo a cabeça.
Aperto o cabelo, faço um coque e ponho a toalha, saio do duche e enrolo-me na toalha grande.
Como estou sozinha, decido ficar assim um bocado para me sentir mais fresca.
Saio da casa de banho, vou tomar mais uns mates enquanto me seco.
Assim que estou seca, vou vestir-me, enquanto estou a acabar ouço um veículo a chegar, vou ver quem é e afinal era o rapaz que vinha por causa dos cavalos.
Saio para lhe abrir o portão.
Vou continuar com o meu mate, visto que tenho de esperar que ele termine o seu trabalho e se vá embora.
Depois de um bocado, o rapaz termina e retira-se, por sorte isso quem paga é o dono porque se tivesse de ser eu a pagar estava feita porque não tenho um tostão, hahaha.
Assim que ele foi embora, fecho tudo e vou procurar os meus pequeninos.
Quando chego à casa da minha mãe, os meus filhos vêm a correr e abraçam-me, o estranho é que a minha mãe também vem e me abraça.
Entro e sento-me junto às crianças, a minha mãe pergunta-me o que aconteceu, então mandamos as crianças brincar e eu conto-lhe tudo o que se passou.
E o que os padres me propuseram, então ela diz-me:
_Avó: Aceita, assim podes ficar descansada que qualquer fantasma que vejas não te vai possuir, ou pior, que nenhum demónio o possa fazer.
(Enquanto serve uns mates)
_Eu: Sim, tens razão, eu também estava a pensar nisso e não quero que aconteça nada de mal.
Mas não vou praticar exorcismos a não ser que seja necessária a minha ajuda, como no caso das crianças.
(A beber mate)
Mando o meu filho mais velho à loja que fica ao lado buscar uns croissants.
_Eu: Bem, amanhã falarei com eles porque disseram que iam a casa para me levarem uns rosários e ver como está o ambiente.
_Avó: Muito bem, pelo menos isso deixa-me mais tranquila.
Mas por segurança deixa que os miúdos fiquem aqui esta noite, não te posso dizer para ficares também porque sei que não podes deixar aquilo sozinho.
(Preocupada)
_Eu: Se acontecer alguma coisa não digo nada ao senhor Tomás, e se ele perguntar, digo-lhe que me deitei cedo porque me sentia muito mal, e como os miúdos iam ficar contigo não havia problema.
_Avó: Sim, diz-lhe isso, como se ele estivesse preocupado se lhes acontece alguma coisa ou não.
Continuamos a tomar uns mates com uns croissants, que parti para que as crianças também pudessem comer.
Mais tarde chegou a minha irmã, que veio passar a noite com a minha mãe.
Aproveitámos que estávamos as três e pusemo-nos a jogar às cartas enquanto as crianças viam televisão.
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Atualizado até capítulo 65
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