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Wallis.
Depois de um bom banho, nós voltamos pelo menos túnel estreito por onde entramos, sem evitar os sorrisos e olhares um para o outro. Depois de mais alguns passos, finalmente chegamos na gruta principal, onde é possível ouvir vozes e conversas alegres.
Quando estamos atravessando o pequeno trecho de estalaguimites, olho para o lago e percebo que há um grupo de alienígenas, todos pelados, tomando banho enquanto conversam. Desvio o olhar rapidamente e foco em Yuki, que segura em minha mão, cumprimenta seus amigos com um aceno de cabeça e segue em direção a saída.
- vocês são sempre assim?- entrelaço meu braço com o dele e roço a bochecha na pele quente dele.
- assim como?
- andando por aí pelados, tomando banho juntos...- explico, dando de ombros. Não foi uma pergunta feita de forma ignorante nem nada, só estou um pouco curioso mesmo.
- não nos importamos em ser vistos um pelo outro. Somos família. E mesmo assim, é só pele. - diz ele, com um pequeno sorriso cruzando os lábios.
- Mas agora você é meu, então é bom guardar essa pele toda só para mim. - devolvo, arrancando uma risada baixinha dele.
- Wallis, eu sempre fui seu. E sempre serei. - ele deposita um beijo na minha testa e assentir, devolvendo o beijo, só que no seu peitoral musculoso.
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Depois de chegarmos ao quarto, deito na cama macia de Yuki e me aconchego entre as cobertas. Eu poderia tirar um cochilo agora, mas estou com um pouco de fome, além de certa curiosidade sobre esse lugar todo.
- vou buscar algo para você comer. - Yuki diz, como se tivesse lido minha mente. Antes que eu possa dizer que vou com ele, o azulão sai do quarto e me deixa sozinho.
Reviro os olhos e rolo na cama, que tem o cheiro gostoso do meu alienígena. Espero por alguns minutos, e quando ele não volta, pulo da cama, pego minha capa e saio do quarto.
Ainda não aprendi os caminhos certos em meio a esse labirinto de corredores, então sigo pelo maior deles, atento às vozes e a algum sinal de Yuki.
- O-olá.- uma voz baixinha diz, me fazendo olhar por cima dos ombros rapidamente e dá de cada com um garotinho sentado no chão a poucos metros, com um olhar curioso. Ele não aparenta ter mais do que uns três anos terrestres, tem a pele de um tom lindo de azul, assim como os olhos, além de um rabinho agitado e um par de chifres minúsculos entre os cabelos escuros.
- Oi, rapazinho.- vou até lá e me ajoelho ao seu lado. Ele é tão fofinho e rechonchudo que quero aperta-lo sem parar.
- Azd.- ele diz, estendendo os bracinhos gordinhos para mim. Ele fala de uma maneira tão fofa que o "Azd" soa mais ou menos como "Axdi".
- Azd. Esse é seu nome?- pergunto, pegando-o no colo. Ele confirma levemente com a cabeça, abrindo um sorriso grande e deixando a mostra seus dentes pequeninos e branquinhos, além das presas sobressalentes.
- o meu é Wallis. - digo para ele, que toca minha bochecha e encara meus olhos com espanto e admiração.
- Wallis. - o pequenino repete bem lentamente, como se apreciasse cada sílaba num grande e entoado "Wallllliiiiiisssss".
- Sim...- começo, mas minha voz e cortada por outra, vindo de um dos túneis:
- Azd. Onde você está??- uma voz diz. O garoto e eu nos entreolhamos e ele abre um pequeno sorriso levado, indicando que provavelmente estava aprontando alguma.
- AQUI PAPAAAI.- Azd diz, enquanto nós olhamos para a entrada do túnel.
Na verdade eu esperava que surgisse um alienígena musculoso e absurdamente alto como os outros, mas o cara que surge na entrada do túnel é um pouco diferente.
Ele ainda é uns bons 12 centímetros mais alto do que eu e tem músculos visíveis por todo canto, mas de uma maneira inteiramente delicada, exatamente como os das mulheres que vi antes. Ele é magro, tem um rosto anguloso e pequenos chifres curvos. Os cumes no seu peito, braços e nariz são minúsculos, mas estão lá.
- papa.- Azd exclama quando o cara se aproxima, estendendo os braços para o seu pai e um sorriso travesso no rosto.
- seu pestinha.- o Alienígena diz, mas recebe o filho com um sorriso carinhoso no rosto, antes de afagar seus cabelos pretos e lhe dá um forte abraço.
- Wallis... Papai.- o garotinho aponta pra mim e alterna o olhar entre mim e seu pai. O cara olha para mim e abre um sorriso gentil, mostrando as presas e dentes brancos.
- olá. Espero que ele não te artasanado ou feito dezenas de perguntas.- o garotinho solta uma risada baixinha e esconde o rosto no ombro do pai, que revira os olhos e dá pequenas batidinhas em suas costas. Pela agitação de Azd, ele é mais levado do que se possa imaginar.
- Claro que não. Ele só estava um pouquinho curioso.- explico, dando de ombros.
- eu sou o Tyew.- ele se apresenta, estendendo a mão para mim. O nome soa mais ou menos como "Taeu".
- me chamo Wallis.- aperto sua mão e devolvo o sorriso.
- bom, Wallis... Preciso levar esse pestinha para comer alguma coisa, ele vive se esgueirando para fora do quarto. - enquanto ele explica, Azd esperneia e sobe no corpo do pai igual um macaquinho, sentando sobre seu pescoço e agarrando os cabelos da sua cabeça. - não quer comer com a gente?
- na verdade, Yuki saiu para buscar comida para a gente. - dispenso gentilmente.
- titio Yuki...- Azd murmura mais para si mesmo do que para alguém em específico, babando um pouco enquanto sorri sem parar. Esse garotinho é muito danado!!
- certo, então. Nos vemos por aí Wallis, foi um prazer te conhecer, não é, Azd?- Tyew diz, então o garotinho confirma freneticamente com a cabeça e solta uma risada gostosa. Tão fofo...
Observo-os ir em direção ao corredor e sumir de vista logo em seguida. Tyew tem sorte de ter uma família. Esposa e aquele pestinha levado...
- hey. - Yuki surge do nada com um recipiente de pedra nas mãos. - demorei um pouco porque estava queimando a carne e deixando como você gosta.
- tudo bem, grandão.- entrelaço nossos braços e seguimos até o nosso quarto para comer e descansar um pouco.
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Atualizado até capítulo 26
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