CAPÍTULO 12

🪐🪐🪐

Yuki.

Não consegui fechar os olhos por um segundo sequer, assim como não consegui fazer meu coração voltar ao ritmo normal. Tudo que ocupa minha mente agora é Wallis, Wallis, Wallis e Wallis. Meu pequeno e maravilhoso parceiro.

Nós enfim selamos o nosso laço. Agora ele é meu assim como eu sou dele. As lembranças do que fizemos pouco tempo atrás não param de surgir na minha mente. Minha primeira vez foi simplesmente a coisa mais maravilhosa que eu poderia viver em toda a minha vida. Ele é tão quentinho... Tão macio... Tão delicado e gostoso. Minha vontade agora é de fazer tudo o que fizemos mais uma vez, e depois mais outra, e depois mais outra, mas meu Wallis está cansado e seu pequeno corpo provavelmente não está preparado para grandes períodos de acasalamento.

Meu pequeno agora está em um cochilo tranquilo, respirando contra o meu ombro e enviando uma série de arrepios pelo meu braço. Ele é tão fofo que eu poderia ficar encarando-o por horas a fio. Suas pernas estão levemente abertas (uma delas jogada entre as minhas) e há um pouco da minha semente escorrendo entre suas nádegas branquinhas. Olhar para aquela bunda linda me faz lembrar de quando aquele anelzinho rosado estava em volta do meu pau, enquanto eu o invadia e entrava naquele interior absurdamente quentinho e viciante.

Não vejo a hora de termos nossos filhotes. Como será que eles serão?? Aposto que herdarão a minha força, meus chifres e minha cor, mas também terão a beleza do meu pequeno Wallis. Lanço um olhar para a minha semente que transborda do seu buraquinho, sem evitar o sorriso que surge em meus lábios. Talvez demore um pouco, mas tenho certeza absoluta que a gente vai conseguir algum dia.

Abraço o meu pequeno com força e fecho os olhos, mesmo que não esteja com sono. Quero apenas ficar o mais próximo possível do meu parceiro.

🪐🪐🪐

Wallis.

Dormir se tornou a coisa que eu mais tenho feito atualmente. Quando acordo do cochilo rápido, encontro dois olhos azuis luminosos a centímetros dos meus, me encarando com uma intensidade absurda. Yuki parece mais feliz do que nunca, com as bochechas quentes e um leve sorriso nos lábios carnudos.

— dormiu bem? — dedos gentis tiram uma mecha do meu cabelo que estava caindo sobre o rosto.

— Sim. — também desenrolo uma mecha do seu cabelo longo que ficou presa entre os chifres, ele abaixa levemente a cabeça sob meu toque, indicando que gosta disso. Faço um carinho onde seus chifres começam, se fundido a sua cabeça.

Sinto o meu corpo todo pegajoso, mas uma sensação de satisfação reverbera por mim. Movo um pouco das pernas para ver se há alguma coisa de errada ou estranha (ignorando o fato de que fui arrombado por um alienígena musculoso de bem mais de dois metros pouco tempo atrás).

Levanto da cama em passos cambaleantes, vendo pela primeira vez a série de chupões que começam no meu ombro e provavelmente se espalham até onde não consigo ver. Sinto um estranho vazio lá atrás, como se meu corpo estivesse tentando se acostumar ao fato de que já não há mais um pau de mais de trinta centímetros enfiado em mim.

Yuki levanta rapidamente, sem se preocupar em esconder a nudez, e coloca as mãos na minha cintura para me estabilizar. Mesmo que consiga fazer isso sozinho, não o impeço de me ajudar a chegar até os cantis e começar a lavar meu corpo.

— você está bem? Eu te machuquei?— preocupação passa pelo rosto de Yuki, que agora está um pouco sério. Jogo um pouco de água nele e começo a lavar seu corpo também, já que iremos embora em pouco tempo e não há necessidade de economizar água.

— Estou bem. Você foi... Perfeito. — digo rapidamente, dando um beijo estalado no seu maxilar quadrado enquanto limpo o seu abdômen melado com a minha própria porra seca.

— V-você que foi... Você é... Tudo para mim. — ele gagueja, com as bochechas corando ainda mais. Isso faz o meu coração palpitar instantaneamente. Yuki é tão fofo que não quero passar um segundo longe dele sequer. Abraço a sua cintura e deixo que meus gestos transmitam que eu também gosto dele do mesmo jeito que ele gosta de mim, mesmo que nenhuma palavra saia da minha boca.

Uma coisa grande ganha vida entre nossos corpos, mas ignoro-o e continuo lavando nossos corpos. Ainda não estou pronto para uma segunda rodada, então é melhor ele se acalmar.

Quando terminamos nosso banho, visto a minha nova (e única) roupa, também colocando a capa de pele fofinha e as minhas botas. Yuki também veste aquele pequeno pedaço de pele, amarrando na sua cintura, ainda deixando a mostra o seu peitoral largo e as pernas grossas.

Pegamos nossas armas e começamos a andar em direção a entrada da caverna. Lanço um último olhar para a caverna em que moramos os últimos dias, abrindo um pequeno sorriso, antes de virar-me e seguir meu alienígena grandão.

🪐🪐🪐

No segundo em que coloco os pés fora da caverna, uma onda de frio me atinge em cheio. A nevasca está mais forte do que em qualquer outro dia em que estive aqui, impossibilitando que eu veja alguma coisa depois de uns 5 metros de distância, mesmo que esteja de dia. Tudo ao meu redor é um mar de neve, a não ser a silhueta azul que eu conheço bastante bem na minha frente.

— é muito longe daqui?— pergunto enquanto me enrolo o máximo possível com a capa. Minhas pernas estão afundadas até os joelhos na neve.

Como pode ter esfriado tanto em tão pouco tempo??

— é um pouco longe. — ele diz, mas lançando um sorriso tranquilizador, o que não adianta muito. Faço que sim com a cabeça e começo a caminhar, esperando que Yuki diga a direção.

Em silêncio, ele começa a andar para a direita, contornando onde provavelmente é aquela enorme floresta e indo na direção contrária em que a nave caiu. Vou atrás dele, sempre mantendo um passo atrás, pois sempre que tento andar lado a lado com ele, Yuki toma minha frente, como se quisesse me proteger da nevasca que bate de frente com a gente.

O frio está tão intenso que não consigo sentir os dedos dos pés e a neve tão densa que estou afundando até pouco acima do joelho nos minutos seguintes em que descemos a colina.

Tropeço pela quinta vez em um intervalo curto de tempo, soltando um gemido de desgosto enquanto levanto com dificuldade e aperto a capa ao redor do corpo. Yuki para e me encara por alguns segundos, antes de se ajoelhar de costas e sinalizar para que eu suba nas suas costas.

— eu consigo ir caminhando. Além disso, sou pesado. — digo, encarando o seu belo rosto. Há flocos de neve presos em todo o seu cabelo.

— você não pesa nada para mim. É tão pequenino. Aliás, foi eu quem te carregou para dentro da caverna naquele primeiro dia, lembra?

— Ei! Eu tenho 1:73 metros de altura! Não sou pequeno coisa nenhuma. — mesmo a contragosto, vou até lá e subo nas suas costas enormes e largas, passando as pernas ao redor da sua cintura e os braços pelo seu pescoço. O calor que emana da sua pele é tão bom que me arrependo de não ter aceitado instantaneamente, Além de que a proximidade me deixa feliz.

— metros? O que é isso?— ele pergunta, já começando a caminhar sem qualquer dificuldade devido ao peso extra. O seu cabelo longo faz cócegas no meu nariz, mas ele é tão cheiroso que não faço nenhum movimento para afasta-lo.

— a gente usa isso para medir no meu mundo. — explico, enterrando o rosto no seu pescoço e desenrolando a capa com dificuldade do meu corpo, para que ela penda livre e proteja suas costas também (apesar do meu corpo também ajudar).

— então quantos metros eu tenho?

— é impossível saber sem algo parar medir, mas acho que provavelmente algo entre 2:15 e 2:30.

— E-então... É um tamanho bom para seu macho alfa?- ele pergunta, me fazendo soltar uma risada baixinha contra sua orelha devido a seriedade da pergunta.

— Sim, grandão. É um tamanho absurdamente ótimo. — com a ponta do pé, roço propositalmente sua virilha para provocá-lo, arrancando um gemido dele. Abraço meu alienígena gostoso com mais força, sem evitar o pequeno sorriso que surge em meus lábios.

Yuki caminha pelo que parece ser uma eternidade. Nós (ele) caminhamos através de uma dúzia de florestas, quilômetros com apenas neve para todos os lados, riachos congelados, entradas de outras cavernas, mais neve, colinas congeladas e depressões rochosas.

Não sei quando peguei no sono, mas acordo com um leve beliscão na minha perna e ele me chamando:

— Wallis. Chegamos. — abro os olhos rapidamente e olho por cima dos seus ombros, sem evitar um bocejo rápido. Yuki parou de frente a uma encosta alta, onde há uma imensa entrada de uma caverna. Tão grande que um caminhão inteirinho poderia passar sem problema algum.

Tento avistar alguma coisa lá dentro, mas está tudo tão escuro que não vejo absolutamente nada.

Yuki começa a andar em direção a entrada, fazendo um certo nervosismo tomar conta de mim, mas mesmo assim fico calado e me agarro com mais força ao meu Alienígena.

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Comments

yui

yui

não era 40cm ?

2023-08-16

0

♪𝓢𝓾𝓵𝓵𝓮🩰

♪𝓢𝓾𝓵𝓵𝓮🩰

jenteee estou adorandoooo essa historicidade,ela é simplesmente maravilhosa!!!!

2023-08-16

0

♪𝓢𝓾𝓵𝓵𝓮🩰

♪𝓢𝓾𝓵𝓵𝓮🩰

q ansiedades!, eu ficaria do mesmo jeito que o prota....medaa

2023-08-16

0

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