Yan Lee vai para o seu quarto ainda pensando em Chi, em um conflito de pensamentos, reprimindo-os quando são mais intensos, o que piorou com a autorização de seu pai para que ela construa uma amizade com ele.
"Como vou me aproximar de Chi? A aproximação de hoje foi por conta de Flopy o gato fujão que fugiu de seu colo para ir diretamente para o meu."
A garota não consegue esquecer do aperto de mãos que deram e principalmente o toque de sua mão no rosto do homem que ela vê como um menino protegido e desprotegido simultaneamente (protegido pelos seus pais e desprotegido dele mesmo de seus próprios sentimentos em relação a si próprio e em relação às pessoas).
"Planos de Deus ou do destino? Eu não sei, o que eu sei é que sinto que na vida de Chi sou necessária, mas também não sei porque estou sentindo isso. "
"Preciso organizar as minhas ideias."
Ela se deita em sua cama e em meio há tantos pensamentos confusos acaba adormecendo.
No dia seguinte ela se arruma como sempre faz para o trabalho e para começar o seu dia bem, quer ver Chi na janela de sua casa como o olhar perdido para rua, olhar que ela acredita ser cheios de sonhos, embora perdidos e muito tristes, a garota não tomar café da manhã, está sem fome pela ansiedade de ver Chi.
Ela prende os cabelos em um rabo de cavalo e segue para o seu trabalho, nesse dia ela não ligou suas músicas favoritas, quer ouvir a sua voz interior, a voz de seu coração, para saber exatamente como agir em relação a Chi.
Caminha rapidamente na rua, pois anseia em vê-lo, ela não sabe ao certo o que está acontecendo com ela, nunca havia se sentido assim em relação a nenhuma pessoa. Porém, Chi chamou atenção dela é á ele que ela quer direcionar todos os seus sentimentos, andando apressadamente pelas calçadas ela chega próximo à casa de Chi, e quem ela vê belo e folgado em frente ao portão é Flopy. Por algum motivo ela se sente feliz ao vê-lo e se aproxima dele para afagar seus pelos macios, a o chegar bem próximo dele ela abaixa e afaga seus pelos se perguntando onde está Chi no momento.
- Ei amiguinho onde está seu dono?
Ela se levanta ao ouvir uma voz lhe dizer:
- Estou aqui! Yan Lee é você? Eu reconheci o timbre doce de sua voz.
A jovem se levanta e ao tocar o rosto de Chi com sua mão pelo vão do portão, ela responde:
- Sim Chi sou eu.
Aquele momento é apenas dele e ela vê um lindo sorriso nascer em seus lábios, e seu coração se aquece e ela escuta sua voz interior lhe dizer que ela deve estar ao lado dele e ampará-lo.
"Agora eu sei o que fazer"
- Chi o que faz aqui perto do portão tão cedo?
Ele pelo vão do portão tenta alcançar o rosto dela para tocá-lo e ao perceber ela se aproxima mais do portão para sentir o toque das mãos dele em seu rosto.
- Eu senti vontade de sentir o frescor da manhã em meu rosto\, e sentir o cheiro da rua\, mais e você Yan Lee o que faz na rua tão cedo? Ele pergunta ainda com a mão em seu rosto.
- Eu estou indo para o trabalho Chi.
- Então não se atrase por minha causa.
- Não se preocupe Chi ainda tenho dez minutos pela frente.
Chi se arrisca a pedir, afinal o não ele já tem e tenta batalhar pelo sim:
- Yan Lee posso conhecer seu rosto pelo tato?
Yan Lee não esperava que esse momento ia chegar tão rápido assim, muito feliz ela lhe dá, a permissão;
- Claro que pode Chi.
Ele passa sua outra mão pelo portão e com as duas passa a tocar o rosto de Yan Lee com uma delicadeza que a deixa arrepiada.
- Obrigada Yan Lee\, você tem traços delicados e é muito bela!
Ela, hipnotizada pelo momento de mais intimidade, toca com sua outra mão o rosto dele e retribui o elogio:
- você também chi é um rapaz muito belo.
Yan Lee olha para o seu relógio de pulso e olha a hora, por mais que ela não queira ela tem que se despedir:
- Chi eu te vejo depois\, na hora em que estiver no jardim.
Chi pega as duas mãos dela junta uma na outra e pelo vão do portão as beija.
- Te espero mais tarde então.
- Eu venho pode ter certeza.
Assim ela se despede dele e segue para o seu trabalho, e Chi ainda fica um pouco no portão, pois sente no ar o cheiro do perfume de Yan Lee e fica ali até que o próprio ar dissipe o cheiro adocicado do perfume dela.
"Agora que conheci seu rosto com a mão, eu sinto que quero estar cada vez mais próximo de Yan Lee se é obra de Deus ou do destino, eu não sei, só sei que eu sinto que devo estar perto dela."
Pensando em Yan Lee, o anjo que ele julga que veio para iluminar a sua vida, Chi não percebe a aproximação de seu pai Roo. Só se da conta quando seu pai o toca no ombro.
- Pai?
Roo admira essa percepção de seu filho de reconhecê-lo pelo toque e segura sua mão.
- Pai\, o que tem a me dizer?
- Nada\, meu filho só estava aqui me perguntando o que você está fazendo aqui no portão\, não que eu não ache bom\, eu até concordo que você precisa tomar um ar filho\, e sentir o cheiro da rua\, até mesmo aprimorar sua audição.
- Eu estou sentindo o cheiro do perfume de um anjo pai.
Roo fica sem entender nada, até que se lembra das palavras de Glória que martelam em sua mente:
"Um anjo em forma de mulher"
Entendendo que talvez seu filho tenha se aproximado desse anjo, ele conduz seu filho de volta para casa e Flopy os acompanha de longe.
"Espero que essa jovem, seja lá quem for, seja a luz que falta para a vida de meu filho, mesmo sendo um homem especial, ele tem o direito de amar e ser amado".
- Pai sabe qual a vantagem em não enxergar nada?
- Filho\, para ser sincero\, nunca pensei na cegueira por um lado bom.
Chi explica com palavras que tocam seu pai e ele percebe que seu filho é sábio:
- Eu consigo com os olhos de meu coração enxergar a essência de uma pessoa\, se ela é boa ou má\, os meus sentidos apurados me fazem ler a essência da pessoa\, e esses sentidos mais apurados nunca me enganam\, só quem é cego como eu entendo esse lado.
Roo se emociona com as palavras de seu filho e compreende que nunca ele ira ser enganado por quem quer que seja.
"Como eu quero que minha mulher Ha-yun perceba isso, mais ela é teimosa feito uma mula velha, quando ela entenderá o meu filho?"
Roo entra com seu filho para a sala e pergunta se ele quer ficar na janela ou ir para o seu quarto.
- Pai\, eu vou para o meu quarto\, quero ficar um pouco sozinho\, mas não se preocupe\, não vou ficar depressivo ou coisa parecida\, só preciso de um tempo para colocar os meus sentimentos no devido lugar de cada um.
- Te entendo meu filho\, e pelo seu rosto vejo que está feliz e menos tenso\, quer que eu te acompanhe?
- Não\, meu pai não é necessário\, pode cuidar de seus afazeres\, eu vou ficar bem\, eu prometo\, aliás\, eu já estou bem.
Roo vê seu filho ir para o seu quarto e vai cuidar de seus afazeres em seu escritório, quando percebe que Ha-yun vai em direção ao quarto do filho ele a impede:
- Não deixe ele mulher\, nosso filho está feliz por um motivo que eu desconheço\, deixe ele em paz pelo menos hoje.
Chi senta em sua cama com um sorriso:
- Yan Lee não me engana\, ela gosta de mim\, eu pude sentir com todos os meus sentidos\, finalmente eu tenho a oportunidade de ser feliz.
Contrariada pelo marido, Ha-yun se senta no sofá e pega uma toalha para bordar Roo não irá permitir de maneira alguma que sua esposa perturbe a felicidade de seu filho.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Saalem Pontes Braga
que capítulo forte, lindo demais
2024-03-04
0
Fabiana Dantas
mds!🥺
2023-04-12
1
Ana Priscila
muito lindo, amei
2022-11-17
1