" A mão dela é quente" Pensa Chi.
" Como quero poder tocar o seu rosto e conhecê-la pelos toques dos meus dedos"
Chi é um prazer conhecê-lo tome.
Yan Lee pega Flopy e entrega para o seu dono que o segura.
_ Já vai Yan Lee?
Sim, tenho que ir, eu não moro muito longe daqui, mais posso sempre que quiser passar aqui depois do trabalho sempre por esse horário à tarde.
Eu adoraria, é muito ruim se sentir sozinho Yan Lee, meus pais sempre me privam de tudo e às vezes isso me revolta.
Eu compreendo Chi, mas não fique bravo com eles, só querem te proteger, às vezes os pais erram pelo amor.
Yan Lee toca pelo portão o rosto de Chi, que sente um calor subir a seu corpo.
" O toque de sua mão é quente".
Mesmo sem enxergar, ele fecha os olhos para sentir mais esse toque que tanto faz bem há ele, um toque diferente do toque de sua mãe mais igualmente amoroso.
Yan Lee você vem me ver mesmo amanhã?
Claro Chi que venho, se depender de mim, nunca mais você se sentirá só.
A conversa é interrompida por alguém chamando Chi a distância e Yan Lee se despede um pouco pelo medo de ser ofendida.
Chi amanhã eu passo aqui para te ver. Se cuida.
Ela segue seu caminho e a mãe de Chi se aproxima dele:
Filho o que está fazendo aí no portão você sabe que não enxerga, venha vamos sentar em sua cadeira de rodas, está na hora de entrar.
Chi acompanha sua mãe até sua cadeira e senta-se para que ela o conduza até o interior de sua casa.
Ha-yun entra com o filho para dentro de casa.
" Pronto, aqui estou eu aqui dentro de novo, nesse meu mundinho isolado".
Ha-yun percebe o descontentamento do filho.
_ Chi, eu sei que você sente falta de amigos, oi por isso que arrumamos para você o Flopy. Entendo que os animais são mais sinceros que os seres humanos e pode ter certeza de que Flopy nunca vai te magoar.
Eu sei mãe como ele vai me magoar se é um gato e não sabe falar?
Eu preciso ter contato com alguém de minha idade, é pedir demais?
Ha-yun sempre muito protetora, explica ao filho:
Filho, você é deficiente e especial e o mundo é cruel com quem é deficiente.
Eu quero te proteger dessa crueldade do mundo.
Chi fica com raiva, está cansado de sua mãe sempre o protegendo e dizendo o que ele pode ou não fazer, ele já e maior de idade, porém se sente como se fosse um menino de oito anos.
Mãe me leva para o meu quarto, quero ficar sozinho.
Filho não é para tanto.
Eu quero ficar sozinho e se você não me levar eu vou sozinho, conheço cada canto dessa casa e sei que o meu quarto fica na primeira porta a direita
Ha-yun se chateia com a atitude do filho, porém não o leva para o quarto:
Se quer ir para o quarto se isolar, vá sozinho. Diz ela se retirando da sala.
Chi se levanta da cadeira e com sua bengala contando os passos vai para o seu quarto e se fecha lá dentro.
" Eu acredito que neste mundo a pessoas boas Yan Lee é uma dessas pessoas, eu me sinto tão-só espero que ela venha me ver amanhã."
Yan Lee está em casa cuidando de suas coisas, realmente ela não esperava que a conversa com Chi pudesse ser tão boa e sua mão tão quente como a de um anjo.
Agora estou disposta a me aproximar todo dia um pouco e quem sabe nos tornemos amigos e os pais dele tenham uma visão diferente do ser humano.
Yan Lee está em seu quarto e se lembra que o pivô dessa aproximação foi Flopy o gato fujão.
" Flopy conspirou para que eu me aproximasse de seu tutor, acho que até o gato sente que Chi precisa do calor humano e de amigos humanos."
Ela tira seu uniforme e vai para a cozinha conversar com sua mãe, mais para a sua surpresa ela não estava lá.
" Minha mãe não chegou, ainda deve estar tento movimento na lanchonete de meu pai".
Bem só me resta esperá-los, mas vou deixar a janta pronta para eles.
Yan Lee assume a cozinha e prepara tudo pensando na aproximação que teve com o coreano, a quem ela quer ajudar a sair da solidão.
Chi está em seu quarto isolado pensando na bondade que Yan Lee teve para com ele.
" Ela difere eu sinto".
" Se não fosse assim, Flopy jamais se aproximaria dela, os gatos são muito sensitivos."
Perdido em seus pensamentos e ainda sentindo o calor da mão dela em seu rosto, Chi escuta alguém bater em sua porta:
Pode entrar.
É Glória a cozinheira que veio trazer seu jantar no quarto.
Licença – menino Chi, não queria incomodá-lo mais sua mãe insistiu muito.
Não se preocupe Glória sei como ela é que quando quer uma coisa não desiste, mais que bom que trouxe o meu jantar eu estou faminto, só não fui para a mesa antes, pois não quero pelo menos por hoje ouvir a voz de minha mãe.
Nunca fale assim menino Chi, sua mãe só quer te proteger dos perigos do mundo.
Eu sei Glória mais será que ela não percebe que assim ela está me sufocando?
Eu te entendo menino Chi, vamos comer seu jantar.
Chi sente um frio na barriga, não quer que Glória o deixe jantando sozinho.
Vai me deixar não fala isso Glória eu detesto ficar sozinho.
Ele sente a mulher tocar seu rosto com as duas mãos:
Chi não vou te deixar, só vou buscar o meu prato de comida, pois a bandeja que eu trouxe só coube a sua refeição. Por favor, não chore.
Ele abraça a senhora pela cintura e a agradece:
Obrigada Gloria, eu espero não vou começar a comer sem você aqui.
Está tudo bem Chi.
Gloria sai para buscar sua refeição e Chi fica no quarto a sua espera.
No caminho encontra Ha-yun que pergunta sobre o filho:
Como ele está Glória?
Magoado com você senhora me desculpa a sinceridade, eu só saio porque vou buscar a minha refeição para jantar com ele.
Acho que vou lá conversar com ele. Gloria, ele tem que me entender.
Não vá senhora ele não quer mais ouvir a sua voz mais hoje.
Eu entendo vá Glória busque sua refeição e cuide de meu Chi.
Glória busca sua refeição e volta rapidamente para o quarto de Chi.
Estou aqui menino Chi.
Perfeito, agora podemos comer.
Eles jantam juntos e Glória percebe por experiência de vida que Chi está diferente, mais feliz ela só não sabe o porquê.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Maria Serra Aragao
Estou adorando....que mensagem linda
2024-04-15
0
Saalem Pontes Braga
cada capítulo melhor que o outro
2024-03-04
0
Fabiana Dantas
adorando kkk
2023-04-12
2