Nina
"Não quero que você se aproxime da minha família..." me sinto triste diante do seu pedido, eu gostei da sua Mãe e claro que gostei das gêmeas que me salvaram daquele vestido hororroso e rasgado, mas eu não posso me aproximar, talvez melhor assim já que eu vou embora depois do fim desse casamento.
Depois que conversamos ele arrancou o carro e chegamos em menos de dois minutos na casa de seus pais.
É uma casa grande e bonita, não tanto quanto a casa do meu pai, mas sinto que essa casa tem mais vida do que a que eu morava. Assim que entramos na sala as, gêmeas correrem para abraçar Henry que abraçou e beijou carinhosamente duas.
_ Deixa eu ver qual de vocês é a mais bonita. Diz sendo abraçado pelas duas ao mesmo tempo. _ Humm, eu não posso dizer quem é a mais bonita, porque as duas são lindas.
E na realidade elas são, e eu não sei distinguir quem é a Beatriz e quem é a Bianca.
_ Somos iguais. Fala uma beijando o rosto dele. Deve ser assim uma relação saudável entre irmãos, algo que nunca tive com a Anne.
_ Onde está a mamãe?
_Na cozinha. Responde a outra irmã me olhando parada perto da porta admirando a cena._ Nina, que bom que você veio! Fala vindo na minha direção e me abraçando apertado, e em seguida a outra faz o mesmo gesto, não vou negar que é bom sentir esse afeto e o clima agradáveldessa casa.
_ Tão linda que parece uma boneca. Fala uma delas.
_ Obrigada. Agradeço o elogio. _ Meninas obrigada mais uma vez pela ajuda com o vestido, e me perdoem, mas eu não sei quem é quem. Falo envergonhada.
_ Há não se preocupe, com o tempo conseguirá diferenciar nos duas. Eu sou a Bianca e tenho o rosto um pouquinho mais arredondado do que a Beatriz que é alguns centímetros mais alta. Fala Bianca e eu fico observando as duas tentando ver essas diferenças que são mais sutis do que eu imaginava. Somente com o tempo vou consegui diferenciá-las. Nesse momento, Lucia aparece na sala e passa pelo filho vindo em minha direção me abraçando com muito carinho, senti como se fosse o abraço da minha mãe... Fechei meus olhos por um instante lembrando de um passado que infelizmente não voltará mais, há muito tempo não recebia abraços como esses, sinto que eu poderia facilmente me acostumar com o carinho dessas pessoas. Tento não me emocionar mais do que devo, pois já está acordado entre Henry e eu que não devo mais aceitar os convites da mãe, talvez seja a primeira e última vez que venho aqui.
_ Que bom que vocês chegaram.
_ Mãe, a senhora não me cumprimentou. Reclama Henry enquanto Lucia continua ao meu lado.
_ Você é de casa filho, enquanto Nina está vindo hoje pela primeira vez. Seja muito bem vida. Diz segurando uma das minhas mãos entre a suas.
_ Obrigada, vocês são muito amáveis comigo.
_ Cadê o papai? Pergunta Henry se sentando no sofá claramente incomodado com a proximidade da sua mãe em relação à mim.
_ Seu pai acordou com enxaqueca e ressaca, bebeu mais do que devia ontem. Dei um remédio para ele que deve dormir o dia inteiro. Nina peço desculpas pelo meu marido que não almoçar conosco.
_ O que aconteceu com o papai é reflexo do meu casamento, um fracasso. Fala Henry fazendo com que eu tenha vontade de sair da caso dos seus pais na mesma hora. Sinto que ele me culpa por esse casamento, será que ele não percebe que eu também não queria me casar. Resolvo ignorá-lo.
_ Imagina, não precisa pedir desculpa, entendo o que aconteceu. Fala com sua mãe.
Nos sentamos na sala e Lucia e as filhas estão sendo atenciosas comigo, enquanto Henry apenas me ignorava conversando com as irmãs ou mexendo no telefone.
Algo que não é possível negar, é que a interação dos três irmãos bonita de ver, e Henry ao lado das gemeas s se mostra carinhoso e divertido sempre com um sorriso bonito no rosto. Olhar para eles juntos estava me cativando e eu sorria apenas escutando aquela conversa banal entre irmãos, nao havia inveja, nao havia competição e nenhum tentava intimidar o outro como acontecia entre Anne e eu, havia apenas harmonia. Sinto inveja da relação que eles tem pois nunca vou saber como é.
_ Vou para a cozinha finalizar o nosso almoço senão teremos jantar ao invés de almoço, e a Nina precisa se alimentar bem. Fala Lucia olhando para mim e eu não entendo o motivo dessa fala. Lucia deve estar falando dessa forma porque sou convidada, pelo menos é o que eu imagino.
_ Nina, o que você gosta de fazer? Pergunta Bianca.
_ Provavelmente de fazer compras... escuto Henry falar baixinho me olhando.
_ Eu gosto de viajar, mas não conheço muitos lugares, tinha o plano de viajar minha mãe mas não foi possível.
_ Mas ainda tem tempo, não é porque está casada com nosso irmão que não pode viajar com a sua mãe. Fala Bianca.
_ É impossível eu viajar com minha mãe, ela ... antes de dizer que minha mãe havia falecido quando eu ainda era uma crianca, Henry me interrompeu.
_ Pelo visto sua mãe não quer viajar com você, parece ela prefere a Anne.
Acho que todos pensam que eu sou filha da Joana, ela nunca desmentiu esse mal entendido porque não gosta que as pessoas saibam que meu pai teve uma amante, amante não, minha mãe foi engana por ele que nunca contou que era casado.
_ Com certeza Joana prefere a sua filha. Falo sem desfazer esse engano, não quero falar de assuntos complicados hoje.
_ Nina, me empresta o seu telefone? Pede Beatriz.
_ O meu telefone?
_Sim, preciso dele desbloqueado quero fazer uma ligação. Entrego meu aparelho celular para ela que disca um número e escuto o telefone que está seu bolso chamar. _Pronto, vou adicionar o meu número na sua agenda, pode me ligar quando quiser, e vou guardar o seu número na minha.
_ Coloca o meu número na agenda dela também e depois você me passa o número dela. Fala Bianca enquanto Henry continua me olhando como se desaprovasse essa aproximação, sei que não era isso que ele queria quando propôs limites para nós.
O almoço não demorou a ficar pronto e a lasanha feita por Lucia estava maravilhosa. Deu para notar que Henry gosta bastante de lasanha, já estava terminando o seu segundo pedaço. Lucia insistiu para que eu comesse mais um pouco e eu não recusei, fazia anos que não comia uma lasanha tão gostosa, na casa do meu pai raramente faziam algum tipo de massa, Joana e Anne sempre eatavam de dieta, o e que também limitava os tipos de sobremesa servidos naquela casa, eram sobremesas em porções individuais super pequenas. Mas sei elas tinham um estoque de chocolate importado que eu nunca provei.
De sobremesa, Lúcia serviu uma torta de chocolate maravilhosa, comi um pedaço generoso sobre os olhares atentos da minha sogra.
_ Você gostou?
_ Sim, eu amo chocolate. Respondo.
_ Daqui a pouco vai estar com uma barriguinha linda. Fala quase me fazendo engasgar. Será que Lucia pensa que Henry e eu teremos um casamento de verdade e filhos? Não digo a verdade porque eu não quero decepciona-la.
Depois do almoço voltamos para a sala, e Fred, o meu sogro, realmente não apareceu.
_ Vamos embora? Chamou Henry.
_ Está cedo, podem ficar até o café da tarde. Diz Lúcia. _ Nina precisa se alimentar direito.
Escutando Lucia falando assim, fico pensando se não estou magra demais.
_ Eu tenho compromisso a tarde, vou ver o Lucas, e tenho que deixar a Nina no meu apartamento ou na casa dos pais se ela quiser ir vê-los.
_ Esta bem, mas quero ver vocês sempre aqui. Diz me abraçando. Me despedi das gêmeas e Henry carinhosamente se despediu das irmãs e da mãe.
_ Você que ir para a casa dos seus pais ou te levo para meu apartamento? Sei que tem que pega o restante das suas coisas, pode trazer.o seu carro, tenho duas vagas na garagem.
_ Eu nao tenho carro, e que nao me faz falta porque não sei dirigir. Pode me levar para seu apartamento, estou cansada. Digo colocando o cinto. A volta pata casa também foi silêncio. Henry parou próximo ao portão social para que eu descesse, assim que eu desci do carro, ele arrancou o carro indo encontrar-se com o tal amigo e foi então que eu lembrei que ele não me deu a chave da porta, não teria como entrar no apartamento e para piorar a situação, eu não tem o seu número de telefone para lembrá-lo desse detalhe.
_ O que eu faço agora? Será que ele vai demorar? Me pergunto pensando no que devo fazer.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Julia Santos
kkkkkkk
è só desmantelo abaixo realmente
2024-12-09
0
gata
Ela que é idiota, não abre a boca pra nada , misericórdia 😳
2025-02-16
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Solaní Rosa
o problema é que a Nina não abre a boca não fala da uma agonia
2025-01-21
1