Nina
Eu devo ser muito azarada mesmo, pois quase tirei a roupa na frente do Henry no banheiro, e depois toquei novamente no seu corpo e dessa vez ele não esta se aproximando de mim, foi involuntário... foi diferente sentir o seu corpo se contrair com o meu toque. Quando eu poderia imaginar que ele estava tomando banho aquela hora? Acordei, vi que Henry não estava no quarto, na sala ou na cozinha, e como a porta do banheiro estava aberta, deduzi que ele havia saído por isso entrei no banheiro e tranquei a porta.
Quando ele saiu do box do chuveiro apenas enrolado na toalha eu me assustei, mas não conseguia parar de olhar para o seu corpo, as gotas d'água do seu cabelo escorrendo pelo seu corpo era realmente hipnotizador. Deu para perceber que o seu abdômen é definido, assim como os seus braços, pelo visto ele deve se exercitar bastante para ter o corpo desse jeito.
Parece que ele não gostou quando eu o toquei outra vez e novamente afirmou que não tocará em mim… porque isso me incomoda? Deveria estar feliz por isso. Escuto Henry bater na porta do banheiro me assuntado outra vez.
_ O café da manhã já está servido, que horas vai sair desse banheiro? Por acaso está passando mal? Pergunta pois tem mais de meia hora que estou trancada no banheiro, criando coragem para sair daqui e me encontrar com ele outra vez._ Nina… você está bem? Perguntou Henry novamente.
_ Eu estou bem, já estou saindo.
_Estou indo para a mesa, estou te esperando para tomar café.
_ Não precisa...
_ Estou te esperando. Falou ele outra vez parecendo que já estava longe do quarto. Não vejo outra opção a não ser sair do banheiro. Ainda bem que ele não estava no quarto, fui até a minha mala e peguei o roupão para cobrir a roupa de dormir que ainda estou vestida. Saio do quarto e vejo que Henry já esta sentando me esperando. A mesa de café está posta, o cheirinho gostoso de café coado a pouco tempo se espalhou por todo apartamento. Me aproximo sem olhar para ele, envergonhada pelo que aconteceu mais cedo.
_ Preparei algumas opções para o café da manhã, pois não é o que você gosta de comer. Fiz ovos mexidos, torrada, tem frios, geleia, leite e café. Caso esteja acostumada a comer frutas, pode pegar na cozinha.
_ Obrigada, não precisava se preocupar comigo e fazer tantas coisas para o café da manhã, eu não costumo comer essa hora da manhã. Digo pois não tomar café da manhã na casa do meu pai, pois a mesa só era posta depois das oito horas da manhã, e a essa hora e eu tinha que estar na faculdade assistindo aula. Quanto ao meu café da manhã, estou acostumada a comer por volta das dez horas, quando acontece o intervalo das aulas, não que eu não sinta fome antes, mas me acostumei comer esse horário.
_ Está na mesa, você decide se quer comer agora ou não. Fala como se estivesse outra vez chateado comigo. Resolvo provar as torradas com geleia e o café para não fazer desfeita, já que ele teve o trabalho de preparar o café manhã pensando em mim. Dou a primeira mordida e sinto que meu rosto ficou todo sujo de geleia, e pelo visto Henry viu, ele está rindo de mim, devo estar parecendo uma palhaça agora. Pego um guardanapo e tento me deixar meu rosto apresentável outra vez.
_ Malvado. Digo baixinho mordendo a torrada, mas mesmo assim ele escutou o que eu disse.
_ O que você disse? Pergunta me encarando.
_ Eu não disse nada. Nego voltando a prestar atenção ao café da manhã que está muito gostoso por sinal, e acabo pegando outra torrada para comer com queijo enquanto Henry me observava.
Antes de propor lavar as vasilhas do café, Henry retirou a mesa do café e fez esse trabalho indo para o quarto depois.
Pego meu celular e me sento na sala, não vou ficar no quarto com ele, vai que ele muda de ideia e resolve me agarrar. Penso sentindo um friozinho na barriga, devo esquece-lo e pensar nos problemas que tenho agora me mudei para cá.
Algo que está me preocupando, é a distância da faculdade. Costumava pegar carona com meu pai quase todos os dias pela manhã e voltar a pé , pois a faculdade fica perto da casa do meu pai. Mas agora, pela distância traçada no mapa, estou mais distante do que eu imaginava, e pelos cálculos do aplicativo, tenho que caminhar cerca de 45 minutos até a faculdade, será quase impossível ir e voltar a pé todos os dias, principalmente nos dias quentes e chuvosos. Vou ter que me virar outra vez…
Quando morava com meu pai, ele sempre deixou as minhas despesas nas mãos da Joana e sempre que eu precisava de algo, mesmo que fosse um remédio quando estava doente, Joana fazia questão de me humilhar e falar mal da minha mãe antes de me dar algum dinheiro. Minha mãe estava certa, esse dinheiro só me trouxe infelicidade... eu não quero nenhum centavo dele ...por isso com o tempo, e sem me esquecer as palavras da minha mãe, eu comecei a ganhar o meu próprio dinheiro trabalhando com atendente, vendedora, e recentemente fazendo estágio na área que estou estudando, conseguindo assim me vira sem ter que pedir dinheiro para ela. Agora não estou trabalhando ou fazendo estágio e tenho pouco dinheiro, e isso me preocupa... o que eu vou fazer… não vou pedir dinheiro a Joana, prefiro gastar a sola dos meus sapatos até que acabem e eu fique descalça, também não vou pedir ao Henry. Imagino que se eu pedir dinheiro a ele, Henry vai rir da minha cara já que meu pai é rico acabou de emprestar dinheiro para o pai dele. Preciso urgentemente conseguir um emprego ou estagio que paguem bem, e preciso economizar dinheiro para daqui a um ano eu ir embora para sempre deixando todos para trás e começar uma nova vida.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Andreia Carla
né kkkkk
2024-12-17
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Ana Isa
Henry vc vai acabar ficando de quatro por ela kkkkk
2024-11-19
1
Valeria Grossi de Almeida
Autora faz ele se interessar por ela logo.
2024-11-03
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