Fernanda sorria para cada pessoa que Henrique apresentava. Ele a elogiava ao dizer: "Essa é minha bela noiva." No entanto, a alegria dela se dissipou quando Lucas chamou Henrique, e ele a deixou sozinha à mesa. Em seguida, uma mulher desceu até ela. Era uma visão deslumbrante, como aquelas modelos de revistas. Com um vestido magnífico, a mulher se aproximou de Fernanda e se sentou.
— Então, você vai se casar com meu Henrique? — perguntou a mulher.
Fernanda pensou como era ousada a tal mulher: "Ah, essa história de 'meu Henrique'... Mas não posso demonstrar que não estou à altura de Henrique Lopes. Vou mostrar a todos como posso ser inteligente e até melhor que eles."
— Sim, estou muito feliz. Henrique sempre teve mulheres belas ao lado dele, e você é linda. Prazer, sou Fernanda, a noiva. E você?
— Sou Juliane, a anfitriã da festa. Que bom que você não é ciumenta e não se importará quando Henrique estiver na minha cama, aproveitando meu corpinho.
— Fique tranquila, querida, não me importo nem um pouquinho.
Apesar das palavras, por dentro, Fernanda mal conseguia conter a raiva e desejava confrontar aquela mulher tão provocadora. Quando Juliane começou a falar novamente, um homem se sentou ao lado dela. Ele a olhou, e ela se levantou, saindo bufando. O homem, Francisco, tio de Henrique, encarou Fernanda.
— Então, meu sobrinho resolveu se arranjar com uma certa... pureza pra se casar? — disse ele, com sarcasmo.
— Desculpe, não sabia que você era tio do Henrique. Prazer, sou Fernanda.
— Prazer, Fernanda. Sim, sou tio daquele ingrato. Mas, voltando ao que disse, ele vai mesmo se casar ou será que está te pagando para isso?
Fernanda entendeu, então, a razão pela qual Henrique a havia proibido de comentar sobre como se conheceram. Poderia até se vingar dele revelando tudo, mas pensou no velho nojento diante dela. Preferia ficar com Henrique a lidar com aquele tipo.
— Ele não está me pagando nada, senhor. Eu amo Henrique, e tenho certeza de que ele sente o mesmo.
— Meu sobrinho amando alguém? Isso é engraçado. Espero apenas que ele não repita o que o pai fazia com a mãe. Coitadinha, eu tinha pena dela.
Francisco saiu, e Fernanda ficou pensando no que ele disse. O que havia acontecido entre o pai e a mãe de Henrique? Sua mente vagueou até que decidiu caminhar, sentindo-se sozinha e perdida. Olhando para o céu estrelado, refletiu sobre a podridão do mundo dos ricos, que acreditavam que somente por terem dinheiro podiam fazer qualquer coisa. Viu dois garçons e desejava uma bebida, mas ao se aproximar, ouviu um deles dizer:
— Hoje estou nas nuvens! Ganhei uma grana e nunca mais vou precisar trabalhar para essa gente. É só dar essa bebida ao senhor Henrique Lopes. Quem não conhece Henrique Lopes? Ele nunca saberá que fui eu quem fiz isso; o manda-chuva me prometeu que ele não ia se atrever, mas precisarei sumir.
Fernanda ficou pálida. Era Henrique, o senhor Henrique Lopes. Apressou-se para encontrá-lo e o encontrou com o tio, que estava pegando uma taça de um garçom — o mesmo que ela tinha visto antes. Sem pensar, pegou a taça da mão de Henrique.
Henrique a olhou, confuso.
— É, meu sobrinho... Tenho pena de você, pois se casou mal e sua noiva está proibida de beber.
Francisco saiu, sorrindo. Henrique segurou o braço de Fernanda e a levou para fora, longe de todos.
— Que porra é essa? Você viu que agora virei piada para o meu tio!
— Desculpe, senhor Henrique, mas...
— Mas o que? Eu te disse para se comportar! E quanto ao violão que meu avô te deu, você pode ficar sem ele por agir assim.
— Eu peguei essa taça de você porque vi o garçom colocando algo dentro e comentando que alguém mandou.
Henrique soltou o braço de Fernanda, que estava vermelho de tão apertado, e tocou a mão na cabeça, pensando se o que ela dizia era verdade. Quem desejaria envenená-lo? Olhou fixamente para Fernanda, pegou a taça de sua mão e a levou à cozinha da mansão. Chamou um dos garçons e mandou que bebesse. O garçom, ao fazê-lo, não apresentou nenhum problema.
— Está vendo? Nada aconteceu com ele.
Mas, assim que Henrique terminou de falar, o garçom começou a cambalear e caiu. Fernanda, preocupada, observou aflita.
Henrique puxou-a para fora e a conduziu à sala principal.
— Mostre-me qual garçom você viu.
Fernanda, nervosa, o apontou. Henrique saiu furioso em direção ao garçom, deixando Fernanda sozinha, temerosa sobre o que ele faria.
Henrique foi até o garçom e exigiu que falasse quem o tinha drogado.
— Senhor, eu não sei do que está falando.
Henrique, então, retirou sua pistola do paletó, que sempre carregava, e a colocou na cara do garçom.
— Vou contar até três para você falar: um... dois...
— Foi a senhora Juliane. Por favor, não me mate!
Assim que o garçom ia dizer mais alguma coisa, Henrique atirou. Ele guardou a pistola e mandou que seus homens cuidassem do corpo.
Lucas, que não entendia nada, seguiu Henrique.
— Por que Juliane queria te drogar?
— Se não fosse Fernanda, eu estaria na cama dela. Acho que era isso que ela queria.
Henrique e Lucas retornaram à festa, onde Juliane, ao ver que ele não estava drogado, ficou intrigada.
— Obrigada pelo presente, eu adorei.
— De nada, querida. Você sabe que é muito especial para mim, não sabe?
Henrique decidiu não confrontar Juliane naquele momento e se retirou para procurar Fernanda. Ao longe, viu o velho nojento, Meireles, segurando a cintura dela. O olhar de Fernanda, apavorada, fez Henrique perder a cabeça. Ele correu até eles e deu um soco em Meireles, que caiu.
Fernanda correu e abraçou Henrique, respirando descontroladamente.
— Por favor, senhor Henrique, me tire daqui.
Henrique estava tão tomado pela raiva que quase disparou sua pistola novamente, mas ao ver Fernanda trêmula e chorando, decidiu guardá-la de volta. Ele a abraçou e a levou para o carro, mandando o motorista ir embora.
Durante o trajeto, Fernanda chorava convulsivamente, aterrorizada pelo que havia vivido.
— Aquele velho nojento... só de pensar que ele pudesse ter me tocado, me dá raiva!
Henrique ouviu suas palavras e, cheio de fúria, deu um soco no banco.
— Eu deveria tê-lo matado. Ele não sabe com quem está mexendo. Vai ver do que sou capaz!
Fernanda, sentindo a ira dele, se aproximou e deitou em seu ombro, buscando conforto. Henrique a olhou e, acariciando seu rosto, a beijou suavemente. O beijo a pegou de surpresa, mas naquele momento, ela se sentiu segura e amparada.
— Eu quero ficar assim com você. Seu beijo é tão bom e carinhoso. Este Henrique é diferente.
Eles trocaram mais carinhos enquanto Fernanda, com os olhos inchados de chorar, se abrigava nos braços dele.
— O que aquele velho fez com você? — indagou Henrique.
— Nada! Ele só disse que faria o que quisesse e que você pagaria por me ter enganado.
A lembrança fez Fernanda chorar de novo, e ela se recordou do quanto havia desejado estar longe de Meireles.
Enquanto isso, Henrique se encontrava pensativo, com a mão na cabeça, refletindo sobre as palavras de Fernanda. Ela estava segura, e isso o acalmou. Quando chegaram em casa, Henrique segurou a mão dela e a levou para dentro, subindo as escadas até o quarto.
Ao abrir a porta, ele a observou silenciosamente. Fernanda, com a coragem renovada, colocou sua bolsa na penteadeira e começou a tirar o vestido. Ele ficou paralisado, admirando a beleza dela enquanto ela entrava no banheiro.
Fernanda se despediu da roupa, pronto para um banho quentinho, enquanto Henrique permanecia no quarto, lutando contra a vontade de entrar no banheiro, admirando a mulher que o deixava sem palavras. Quando ela saiu envolta em uma toalha, ele ficou atordoado, percebendo quão maravilhosamente perfeita ela era.
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Atualizado até capítulo 161
Comments
Silvana Schuwanz bernardo
já era de se prever que o Meirelles iria tentar alguma coisa com a Fernanda nessa festa
2024-12-28
1
Silvana Schuwanz bernardo
ele já tá caidinho por ela 😍
2024-12-28
1
Amanda
Com tudo que aconteceu Fernanda enlouqueceu de vez
2024-07-19
2