Eu já tinha completado 18 anos a festa se desenrolava no salão desta casa que consumavam-se minha alegria quando criança. Eu não sentia que ali era meu lar, desde a morte da minha mãe eu me sentia uma intrusa naquele lugar. Tudo que passava na minha cabeça era que eu lutaria pelos meus amados, eu tinha medo do Dom, todas as histórias que Cat me contava me faziam temê-lo, primeiro porque ele só ama seu porte e sua família. O poder seria essa Máfia e sua família se resume aos irmãos e seu pai que se encontra acamado. Ele era um homem lindo e eu sabia de sua vida cheia de mulheres, sabia que ele também nos usava para ganhar dinheiro, mais sempre foi justo, nunca permitiu que qualquer filha da marfia fosse machucada ou violada, ao que isso não acontecesse, mais o Dom era o juíz e o executor, então as mulheres na soprano sofriam com frequência outros tipos de violência, mais seu corpos eram sagrados.
Eu não entendia porque comigo as coisas seriam diferentes, afinal eu sou aquilo que todos os capos escondem um problema, alguns acham que tenho problemas mentais, outros que sou amaldiçoada e outros acreditam que eu morri com minha mãe, isso para uma filha da máfia se resume a uma mancha, por que eu não seria capaz de orgulhar meu marido em festas, eventos e nem com filhos. Normalmente mulheres como eu são deixadas no internato ou se tornam freiras, isso era o meu destino é eu estava feliz.
Aquele homem resolveu mudar o destino certo de uma pessoa quebrada. O impacto que sofre ao saber que teria que me casar e me tornar uma dama da Marfia me abalou, afinal eu não conseguiria se quer se tocada. Eu não duvidei das palavras do dom afinal como Catarina disse ele é um homem de palavra portanto não hesitaria em machucar minha melhor amiga e meu primo. Minha mente cultuava entre tantos assuntos que eu não conseguia me concentrar e não conseguia sair desse espiral de sofrimento. Percebi a porta do quarto abrindo e Tomazo entrou cautelosamente e sentou ao meu lado.
-Você disse que me daria uma chance de ser seu amigo, eu estou aqui para você Lua. Mas eu preciso que você me entenda, preciso que você desça e vá de encontrar o seu destino eu estarei ao seu lado não tenha medo.
-Tomazo o meu destino é a morte, nenhum homem vai tocar em mim sem que eu reaja. Entende! Me deixe aqui, me deixe.
-Lua Eu não posso preciso que desça, seu noivo já chegou e você precisa ser apresentada a todos, nao é vista a mais de 10 anos, você é preciosa menina. Estão especulando como você está, quem você é, se está lúcida! Pequena mostre a eles que você está bem e eles não te importunaram, eu estaria o seu lado, sei que não posso tocá-la, portanto apenas se aproxima de mim encontrará segurança, combinado?
-Obrigada Tomazo. obrigada!
Sai do quarto em direção ao salão, quando escutei as vozes comecei a sentir a escuridão se apossar de mim. Tomazo me deu seu braço mais eu exitei ele era alguém novo demais para eu tocar, foi quando encontrei o olhar do meu Primo. Geovane me apresentou e a sua maneira me protegeu de toques e aproximações. Foi quando eu vi o olhar conhecido em mim, meu pai, ele me olhava como se eu tivesse rançado dele o bem mais precisoso, e eu fiz isso. Neste momento tudo havia se apagado, eu só o via.
Foi quando o dom tomou a palavra:
-Senhores porque tanto falatório, espero não ter que matar ninguém hoje para presentear minha noiva!- Eu no pude crer no que ouvia, fui ficando fraca, e quando a escuridão iria me tomar senti um toque quente afastando tudo e escutei uma voz que me fazia sentir coisas diferentes:
-Doçura se desmaiar vou torturar seu primo por 2 dias.
Eu fiquei rígida e só apertava meu primo como se ele fosse sagrado. As pessoas tentavam se aproximar de mim, mas meu primo garantia que eu fosse preservada. Neste momento, eu só precisava sorrir e mostrar que eu não era um problema e que eu traria orgulho a Márfia. As palavras do Dom não me fugiam da cabeça ,eu não me concentrava nas pessoas ou na ocasião meu coração, apenas se apertava se perguntando o motivo pelo qual aquele homem resolveu fazer da minha vida uma penitência, mal ele sabia que eu já conheci o inferno e que sair de lá tão ferida e tão suja que hoje dentro de mim só restava sombras. Eu fugi de seu olhar e de sua presença. Senti que Tomazo era meu melhor escudo contra o irmão e por isso me posicionei ao seu lado, ele sorriu:
-Não vai conseguir fugir dele por muito tempo, mas eu darei o meu melhor sendo seu vassalo minha nova princesa.
-Tomazo Obrigada! você realmente se tornou em tão pouco tempo alguém de grande estima.
-Ora só de você não desmaiar na minha presença já me sinto lisonjeado.
-Me perdoe eu não estava num bom momento!
-Tudo bem princesa o importante é que estamos nos acertando.Mesmo que o meu irmão vá me arrancar o couro. Calma é só uma forma de falar meu irmão é uma homem sensato e você eu conhecer a melhor.
As pessoas pareciam me olhar como algo incomum, inédito, isso me incomodou então lembrei-me do escritório que ficava próximo e segui para lá. Estava vazio, foi quando me deparei com uma foto de minha mãe. Escutei a porta se aberta e me virei dei de cara com duas mulheres lindas, uma sempre estava ao lado do Dom e a outra sempre me olhava estranhamente:
-Ora, Ora, Ora… não é que você existe. A filhinha escondida do grande Afonso Fontenele. Ouvi dizer que é amaldiçoada e que aqueles que se aproximam de você morrem. É verdade? Não foi assim que sua mãe morreu?.- Neste momento eu comecei a relembrar momentos que vi, estava tudo fugindo do meu controle- Sabe Fontenele, dizem que sua mãe era linda e inspirava as pessoas, uma mulher invejável, mais como pode alguém como você ser filha de uma mulher tão importante? Ahhh… eu entendo perfeitamente, se eu causasse a morte da minha mãe também seria um pedaço de merda como você.- Eu já não conseguia falar, nem ouvir e nem ver nada ali. Estava tudo escuro.
Escute pela primeira vez uma voz, a voz dele me chamando e me dando ordens. Mais estava escuro demais… Foi quando escutei minha canção favorita a que minha mãe me coloca para dormir.
-E encontre seu caminho com o vento soprando por trás
Que o sol ilumine o seu rosto
Que a chuva umedeça os seus campos até nos encontrarmos ….
Senti uma moleza no corpo quando uma toque gostoso me levou a descansar…. Abri os olhos e me sentei vendo o homem a minha frente:
-Vejo que minha noiva resolveu tirar um cochilo no nosso noivado. - Senti sua voz tocar cada nota em minha mente- Eu conheci sua mãe,ela era linda e inteligente. Eu me lembro do orgulho que ela tinha de você. Não a envergonhe baixando a cabeça para alguém como Micaela, você será muito mais que sua mãe foi.- Quem ele pensava que era!
-Você não me conhece. Não fale da minha mãe e não relacione ela a mim.- Ela era pura e sofreu por minha culpa.
- E não preciso, eu só preciso que você seja minha. E que aprenda a ser forte. Eu vou te forjar menina, então levante essa cabeça e me de seu braço, vamos mostrar ao mundo nesta pequena sala ali, que nada nos abala, e que você é um prêmio que só eu posso ganhar porque eu tenho poder e você também terá.
Eu entendia o que aquele homem me propunha, ele me fez sua noiva e agora exigia de mim uma postura. Mais eu tinha medo e parecia que aquele mundo ia me devorar, porém a voz do Dom me transportava para um caminho diferente e suas ameaças e meu ódio ficaram enterrados em meio à onda de paz que eu sentia em sua presença. Então eu fiz o que tudo em mim pedia eu o segui e o toquei e me senti pela primeira vez calma e em paz. Ele seguiu para o salão e chamou atenção de todos para nós se mostrando forte.
-Caros convidados, estou me despedindo com minha noiva dessa recepção calorosa que tivemos. E não esqueçam hoje a família se tornou ainda mais poderosa, portanto aproveitem o restante da noite, ha muito o que comemorar.
Ele me guiava e eu o seguia, eu só quero sair dali e ele parecia entender foi quando o homem que eu mais fiz sofre o questionou, mais meu noivo não deixou de me guiar até seu carro e me acomodar.
-Dom, minha filha não está casada. Deixe minha menina….
-Afonso, você lembrou que tem filha agora? Ela já é minha, não tem o que discutir. Esteja em nosso casamento é lá que a vera apenas.
Suas palavras demonstravam que o meu noivo culpava meu pai por eu ser assim, mais ele não sabia que eu era a culpada, isso me devolveu solidão. Vincenzo me observava como se pudesse me ler, mais eu me blindava com sobras porque se ele me deixasse naquela casa eu não seja capaz de cumprir a promessa a minha mãe “viva minha Luna, viva e seja delicada o suficiente para fazê-los sangrar”.
Eu não seria capaz de viver… me sentia estranha eu o odiava, mas precisava dele para sentir paz, isso me assustava. É porque eu estava partindo com ele? O que estava acontecendo em mim?!
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Michele Cristina
uma coisa que me inrrita nas histórias é a repetição de fala aff
dois capítulos e a mesma história
2025-03-14
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Alexsandra Sousa
Eu acho que tem o dedo,a mão o corpo todo do pai na morte da mãe dela (posso até está enganada)
2025-03-05
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Lourdes Morais
eu também tô no escuro, ainda não entendi direito
2025-02-12
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