...Derek on....
Derek – Leva ela daqui agora Lucian, ela vai ficar bem, sai e encontra o Michel.
Lucian não diz nada, apenas levanta e sai com ela em seus braços.
Erebus já não ri mais, até porque não dou tempo.
O queimo, queimo tudo e todos sucumbus ali.
Deixo o palácio em cinzas, Erebus saiu correndo, fritando em meio a seus homens.
Não sei se ele sobreviveu, vi alguns sucumbus carregarem Marcus, mas não liguei, eu só precisava pôr para fora.
Eu precisava queimar, queimar por ela.
Quando as minhas chamas cessam e apenas as chamas que deixei no palácio ficam, vou embora.
Lian assume o controle, dei tudo o que tinha, o domínio ainda é uma zona desconhecida para mim.
Logo chego no meio da floresta no ponto de encontro, Michel e Lucian me esperam e Mabel está respirando.
Pelos Deuses, não tenho palavras para agradecer.
Michel me atira uma muda de roupas, ele tem uma enorme mochila que deixou preparada aqui, para casos como esse.
Michel – Irmão, que bom que esta bem, ele não acertou no coração, não ter tirado a adaga ajudou também.
Michel – Ela teve duas paradas, fiz a ressuscitação, dei adrenalina e fiz uma transfusão direta, ela perdeu muito sangue, mas vai viver se conseguirmos ajuda rápido.
Lucian – Minha menininha é forte.
Lucian sorri dando leves tapinhas na cabeça dela.
Mabel está acordada e muito fraca.
Mabel sussurra sem forças – Tem a casa velha.
Lucian – O que você disse, querida?
Mabel - A casa velha, a leste daqui tem um riacho se vocês conseguirem atravessar, vão achar a casa velha.
Mabel- As bruxas que matei hoje, é a casa delas, tem muitos encantamentos permanentes, sucumbus não entram lá.
Mabel – Tem poções, remédios e ervas.
Nós três nos olhamos, pegamos tudo que tínhamos e fomos o mais rápido possível em direção a tal casa.
Lucian vai revezando a Mabel com Michel e eu carrego as coisas.
Ela apagou novamente, está muito fraca, estamos contando os batimentos dela, estão cada vez mais fracos.
Atravessamos o riacho e logo encontramos a casa abandonada.
Entramos com ela, limpo a mesa da cozinha e Michel deita ela em cima.
Ele já deu muitos litros do seu sangue para ela, Lucian não é compatível e eu sou alfa, o meu sangue é forte demais e acaba sendo tóxico para qualquer um que não seja outro alfa.
Lucian – O que vamos fazer? Nós temos tudo aqui, mas não entendemos nada, sobre poções ou plantas.
Michel - Vou tentar acordar ela.
Ele umedece a boca dela e coloca uma frasqueira de rum aberta em baixo do seu nariz para que ela respire.
E ela vai acordando aos poucos.
Sento na cadeira ao lado da sua cabeça.
Derek – Ei, consegue me escutar?
Ela acena com a cabeça, e começa a tossir bastante.
Lucian levanta um pouco sua cabeça e eu pego um copo com água para ela tomar.
Mabel – Escutem, a lâmina não perfurou meu coração, mas está muito próxima.
Derek – a gente sabe, mas não temos como remover ela aqui, sem te matar.
Mabel – Tem sim, é o mata-lobo, tem mata-lobo na faca por isso estou sangrando tanto.
Derek – Merdä.
Michel - Não é querer assustar vocês, mas isso piora tudo.
Mabel – Em algum lugar por aí deve ter um vidro com pó amarelo tragam aqui.
E eu saio que nem louco atrás de qualquer coisa que seja parecido com o que ela fala, tem muitos frascos com liquidos e várias ervas, mas nada de pó.
Mabel – Tem um porão em baixo da sala, ouvi elas falarem sobre, só não sei onde exatamente.
E eu entro na sala, coloco as garras de Lian para fora e arranco toda a madeira do chão até achar a parte oca.
Encontro a entrada e desço, acendo as velas que tem no lugar e logo acho o tal pó.
Volto correndo.
Derek – Acho que é isso.
Mabel – Sim, isso mesmo.
Mabel – agora enche um balde com água e traz aqui.
Lucian foi mais rápido que eu, não sei qual de nós três está mais desesperado.
Mabel enche a mão com o pó e pede para Michel tirar a faca quando ela mandar.
Pego um pedaço de tecido e dou para ela morder, ela coloca na boca e sinaliza para que Michel puxe assim que a faca sai ela coloca todo o pó na ferida.
Ela está com muita dor, é notório, mas não grita nem chora, só morde o pano.
A ferida começa a expelir um liquido verde efervescente, é o veneno do mata-lobo saindo.
Mabel – Tem um frasco com liquido azul escuro, e lá fora deve ter em algum lugar, uma plantação de florezinhas amarelas com folhas grandes e arredondadas, preciso das folhas, muitas delas.
Michel sai mais rápido que eu para pegar as flores e Lucian já esta a procura do frasco com liquido azul.
Derek – Precisa de mais alguma coisa?
Mabel – coloca o resto do pó no balde e mistura com a água e se conseguir achar ataduras ou fazer com os tecidos daqui.
Derek – Claro, tem muitas ataduras na mochila e também algumas coisas para fazer o curativo do corte da mão e do peito, vou pegar.
Michel volta com uma arvore de folhas, Mabel ri.
Mabel – Obrigada Michel, preciso que macere um pouco delas para o corte da mão e o corte do peito.
E deixe pronto um pouco mais para outros cortes.
Alcanço tudo que achei na mochila para Lucian e Michel dá a pasta que fez com a erva e ele trabalha rapidamente na mão e no corte do peito.
Mabel pede ajuda para sentar.
Mabel – Preciso que façam exatamente como eu disser, está bem?
Nós três concordamos com a cabeça.
Mabel – Eu vou tomar esse liquido azul e vou dormir por pelo menos duas horas, ele vai me anestesiar e também tem efeito anticoagulante, eu estou bem machucada e isso vai me fazer sangrar mais, mas é o único jeito do veneno sair por completo do meu sangue entendem?
Nós três concordamos com a cabeça de novo.
Mabel – Assim que eu tomar esse liquido vocês vão me virar de bruços em cima da mesa, cortar toda a minha blusa e atirar toda essa água do balde nas minhas costas, assim que o veneno parar de ferver e sair com o sangue, limpem bem os machucados, passem toda a pasta que o Michel fez e depois tapem com as folhas que sobraram, fechem tudo com as ataduras e esperem eu acordar, tudo bem por vocês?
Novamente só concordamos com a cabeça, não sei quanto aos outros, mas não entendi o porquê de tantas instruções.
Mas vamos fazer como ela quer, sem perguntas.
Mabel – Mais uma coisa, não vomitem em mim.
Ela dá uma risadinha forçada e sem graça.
Não entendi, mas fico quieto, ela está bem incomodada dá para ver em seus olhos, logo ela toma o liquido e os meninos a deitam de bruços, assim que ela dorme eles começam a cortar toda a roupa dela.
Lucian cai de joelhos aos prantos.
De novo?
Lucian – A minha ratinha, sinto muito, sinto muito por não estar lá com você.
Ele está mais desesperado que no momento em que ela caiu com a facada.
Michel congela e eu que estou mais afastado fico sem entender.
Quando chego do seu lado vejo o motivo do desespero, ela esta em carne viva, não existe pele em suas costas, são cortes por cima de outros, que vão de suas poupas até o pescoço.
Eu nunca tive uma crise de pânico ou ansiedade na vida, mas acredito que a sensação seja a que estou sentindo agora.
Simplesmente não consigo respirar, congelei, minhas pernas não param de tremer, todo o ar do mundo não é suficiente, perece que estou sendo estrangulado, meu coração acelera, vou desidratando de tanto suor, o chão parece abrir sob meus pés e a sensação é que estou caindo em um abismo sem fim.
Michel pega o balde e joga a água em todo os cortes dela, então percebo como estou e tento me recompor fracassando miseravelmente.
Michel faz todos os processos exatamente como ela pediu, Lucian está sentado com a cabeça escorada na mesa de frente para a dela fazendo carinho nos seus cabelos, ele ainda não parou de chorar.
E eu estou imóvel como uma pedra no meio do caminho, sem reação nenhuma.
Ela esta mais fraca que antes, exatamente como ela disse, seu sangramento aumentou muito.
Michel não tem mais como fornecer seu sangue, ele está muito fraco e mesmo sendo lycan demoramos um pouco até nosso sangue voltar como antes, precisamos sair daqui e levá-la o quanto antes para alcateia.
São quatro dias de viagem no jato particular, tem algumas paradas no caminho, vou dar um jeito de conseguir sangue na primeira.
Esperamos ela acordar para seguir viagem, chamo Lian para superfície pois ao contrário de mim, ele não corre riscos de queimar ninguém, então pedimos para que Lucian e Michel a coloquem montada em nossas costas, assim ela poderá ir deitada descansando e de bruços sem mexer muito em seus ferimentos.
Vou te levar para casa pequena, nem que seja a última coisa que eu faça na vida.
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Atualizado até capítulo 161
Comments
Ana Regina Fernandes Raposo
NOSSA ACHO QUE ELE VAI SOBREVIVER DO 🚒 ESPERO QUE NÃO.
2025-01-29
0
Ana Regina Fernandes Raposo
NOSSA ACHO QUE ELE VAI SOBREVIVER DO 🚒 ESPERO QUE NÃO.
2025-01-29
0
Daiane Santos
nossa q raiva desse URUBU
2023-12-12
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