— Brilha, brilha, estrelinha…
Uma voz seca e infantil veio da lateral.
Um menino de cinco ou seis anos sentou obedientemente no canto da entrada do hospital, cantarolando a música intermitente com seu pequeno rosto nas mãos.
Shirley se aproximou e se agachou na frente dele:
— Criança, por que você está aqui sozinho? Cadê a sua mãe?
O pequeno garoto também não tinha medo de estranhos, e disse suavemente:
— Minha mãe trabalha como faxineira no hospital, e eu estou esperando ela sair do trabalho.
— Então por que você não entra para esperar?
O garotinho curvou seus lábios tristemente:
— Ser uma faxineira é muito cansativo, e minha mãe não quer que eu veja ela trabalhando duro. Tia, você também trabalha no hospital?
O coração de Shirley derreteu, e ela disse suavemente:
— Não, a tia está doente. Eu vim ver o médico.
— Custa muito dinheiro ficar doente! — Havia uma pequena lamentação na voz do menino, e seus olhos estavam vermelhos. — Se eu não tivesse doente, minha mãe não teria que trabalhar tanto como uma faxineira.
Shirley não sabia como confortá-lo.
Ela tirou todo o dinheiro de sua bolsa e colocou nos braços do garotinho:
— Criança, estou dando esse dinheiro pra você. Dê para a sua mãe.
Aquelas cédulas somavam cerca de dezenas de milhares de dólares, e o garotinho levou muito a sério.
— Sério, tia? Dando pra mim?
Shirley sorriu e acenou:
— Sim.
— Mas a mamãe disse que eu não posso aceitar coisas de outras pessoas sem motivo.
Shirley pensou um pouco e disse:
— Então você pode cantar uma música pra tia, a que você acabou de cantar agora há pouco, "Brilha, brilha, estrelinha".
O garotinho acenou com a cabeça intensamente.
— Brilha, brilha, estrelinha. Quero ver você brilhar. Lá no alto, lá no céu. Num desenho de cordel.
O garotinho cantou muito sério, esticou as costas, e carregou o dinheiro em seus braços com dificuldade, como se estivesse segurando toda esperança.
No seu caminho de volta, ela parecia ter aquela voz adorável flutuando em seus ouvidos.
O dinheiro era realmente incrível.
Ele podia salvar ou matar as pessoas.
Por isso, sua mãe e seu tio puderam planejar um acidente de carro para matar os pais do marido dela; mas ela também pôde usar o dinheiro para salvar a pobre mãe e filho.
Quando ela voltou para a mansão, viu uma pessoa parada à porta à distância.
Uma mulher.
Ela usava uma maquiagem delicada, uma saia rosa, tinha cabelo preto, e sua voz era muito doce:
— Olá, Srta. Smith, eu sou a Sylvia.
Ela acenou:
— Tem algo para fazer?
Sylvia pegou um convite vermelho da sua bolsa de mão e entregou a ela:
— Sebastian e eu vamos ter um casamento em sete dias. Eu queria te convidar.
Shirley não pegou, e riu:
— A Srta. Baker não tem medo de que eu cause problemas na sua festa de casamento?
— Você não vai — Sylvia sorriu confiante. — A menos que não queira a vida do seu filho.
O sorriso no rosto de Shirley desapareceu instantaneamente:
— Como você sabe…
Nem Sebastian sabia do filho dele. Como Sylvia poderia saber?
— É claro que eu sei. Quando ele nasceu, minha mãe fez o parto — O sorriso no rosto de Sylvia cresceu. — Coitado dele. Nasceu com sepse, foi para a unidade intensiva e nunca saiu.
— … É você? Meu filho está doente por causa de você…
Quando seu filho nasceu com sepse, ela pensou que fosse um acidente médico!
Mas Sylvia realmente disse que a médica que tinha feito o parto tinha sido sua mãe, então… A sepse não era um acidente, mas um fator humano?!
Sylvia forçou o convite nas mãos dela e sorriu com desprezo:
— Srta. Smith, se você quer salvar seu filho, por favor, se divorcie logo. Aliás, esqueci de te dizer que fui eu que causei o acidente cinco anos atrás. Causei alguns erros nos freios, e foi um bom negócio para lidar com três pessoas.
Shirley congelou no lugar:
— O acidente de carro do meu pai e do tio Jones foi causado por você… Por quê? São três vidas!
— Os pais do Sebastian gostavam muito de você, eles só queriam que você fosse nora deles. Se ainda fossem vivos, quando eu poderia entrar para a família Jones? — Sylvia deu um tapinha em seu rosto e se aproximou dela. — Mas isso não importa mais. Você está morrendo, e seu filho está morrendo. Não importa se eu te contar. Estou aqui hoje para te mostrar gentileza e deixar que você saiba disso.
— Ahhhhhhh!
Houve um grito.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 570
Comments
Borgia Oliveira
eu descobfiei dessa Silvia
2024-04-15
1
Katia Aparecida
tomara que sebastian case com ela e sofra bastante
2023-10-25
6
Maria Lourdes
misericórdia como ela é tão mal
2023-10-19
1