O último pote de sanduíche feito pela tia Daisy, ela ainda não conseguia comer.
Sentada na sala de interrogatório da delegacia de polícia, a ofuscante luz branca apontada para seus olhos.
Shirley ficou desapontada ao pensar que nunca mais comeria um sanduíche delicioso na vida.
Tia Daisy estava morta e ela também estava morrendo. A vida era realmente um humor negro. A pequena chama de esperança que ela acendeu há pouco, Deus não pôde esperar para apagá-la.
— Senhorita Smith, as evidências estão aí. Você tem mais alguma coisa a dizer?
Shirley ergueu a cabeça e perguntou:
— Quem é a testemunha, Sylvia?
O policial acenou com a cabeça.
— A Srta. Sylvia testemunhou você empurrar a tia Daisy do telhado.
Shirley assentiu, sem surpresa.
— E quanto à evidência física?
— Pegadas no telhado. Nós apenas coletamos as suas pegadas, da Tia Daisy, e da Srta. Sylvia no telhado. A Srta. Sylvia e a Tia Daisy não se conheciam, e não havia contradição. Ela não tinha motivo para cometer o crime, e só sobrou você.
Shirley abaixou a cabeça:
— Sr. Policial, se eu assumir a culpa, como serei sentenciada?
— Homicídio doloso, pena de morte.
— Tiro?
— Injeção.
— Vai doer?
— Não, é muito humano agora. Vamos acabar com sua vida no seu sono, sem dor.
Shirley parecia muito satisfeita. Ela acenou.
— Não dói, então está bom.
— Então você se declara culpada? Então assine aqui.
Shirley disse:
— Você pode esperar mais três dias?
O policial ficou intrigado.
— Por que esperar três dias?
— Eu posso... é apenas possível, que eu esteja grávida. Espere mais três dias, e o resultado vai sair.
O policial estava certo. A lei atual era realmente humana para os suspeitos.
Ela passou mais três dias na delegacia. No terceiro dia, acompanhada por uma policial feminina, ela foi ao hospital para o último check-up.
O médico voltou a vê-la, com duas mulheres policiais a seu lado, os olhos do médico cheios de perplexidade:
— Senhorita Smith, o que... o que aconteceu com você?
Shirley sorriu.
— Estou bem, não existe nada maior do que a gravidez.
O médico estava cheio de suspeitas, mas ainda assim deu a ela um pedido de exame.
Enquanto esperava o resultado, suas mãos não paravam de tremer.
A policial pareceu simpatizar com ela e a entregou um copo de água quente.
— Beba um pouco, você basicamente não comeu nos últimos três dias.
Shirley sorriu e agradeceu:
— Não consigo beber.
— Por quê?
— … Porque dói — Ela apontou para o coração. — Dói aqui, dói muito. Cada vez que eu bebo água quente, acontece. Quando dói, eu quero me matar todas as vezes, mas não posso.
A policial franziu a testa.
— Você tem problemas de estômago?
— Ela está com câncer de pulmão em estágio terminal — o médico se aproximou e a entregou o papel do check-up. — Senhorita Smith, realmente não sei se devo parabenizá-la. Você está grávida.
Shirley ergueu a cabeça abruptamente, com alguma descrença na surpresa dele:
— Estou mesmo... grávida?
— Sim — disse o médico. — Você está mesmo grávida, mas isso também mostra que, se insistir em dar à luz essa criança, sua vida contará regressivamente a partir de nove meses. E você nunca terá a oportunidade de receber quimioterapia.
Um pouco de sangue finalmente subiu para o seu rosto. Ela pegou a lista de verificação do médico e a examinou com atenção.
Quando viu a palavra "gravidez" escrita no resultado do diagnóstico, toda ela se tornou gentil.
Ela sorriu muito feliz e disse à policial ao seu lado:
— Olha, vou morrer sozinha depois de dar à luz e posso economizar o medicamento para injeção.
As expressões das duas policiais eram um pouco complexas.
— Srta. Smith, de acordo com os regulamentos, mulheres grávidas podem ficar em liberdade condicional para tratamento médico. Se você tiver novas evidências para provar sua inocência, pode coletá-las durante esse período, e será benéfico para o seu julgamento no futuro...
— Não — ela guardou a lista de verificação, como um tesouro. — Nada importa mais.
Com essa criança, ela não queria nada.
— Tia, você veio ver o médico de novo?
Shirley viu o menino sensível de novo, e ele parecia muito feliz.
— Tia, a mamãe disse que por receber o seu dinheiro, eu tinha que agradecer. Esperei muitos dias na porta do hospital sem te ver.
Shirley se agachou e ficou no nível da visão da criança. Ela esfregou levemente a parte superior do cabelo da criança e disse suavemente:
— Essa é a última vez que a tia vem ao médico. Eu não devo voltar no futuro.
— Tia, sua doença está curada?
O mundo da criança sempre foi tão otimista. Ela não suportava quebrar esse otimismo. Ela fez uma pausa e disse:
— … Pode-se dizer que sim.
O garotinho ficou feliz e segurou a mão dela com força.
— Tia, deixa eu cantar outra música para você comemorar a sua recuperação.
— OK.
O menino estava muito feliz. Estufou o peito e cantou como um adulto. Ele cantou cada palavra com grande fervor:
— ... Brilha, brilha, estrelinha...
Depois de cantar uma música, o menino não ficou tão feliz quanto estava há pouco.
— Tia, é porque eu cantei mal? Por que você está chorando?
Shirley enxugou as lágrimas do rosto e deu um grande sorriso.
— Você canta muito bem. A tia só sente muito por não poder te ver de novo.
— Vou me lembrar da tia. Você é uma boa pessoa, uma pessoa muito boa.
Antes que a voz terminasse, seu celular tocou.
Era um número desconhecido, ela atendeu.
— Alô?
— Olá, Srta. Smith, meu sobrenome é Brook, e eu sou o advogado do Sr. Sebastian. O Sr. Jones recebeu o seu acordo de divórcio. Por favor, venha para passar pelos procedimentos de divórcio agora.
A polícia deveria estar lá depois de comer.
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Atualizado até capítulo 570
Comments
Kerollen🌺
Que evidências?
2024-10-30
0
Anonymous
Como pode a Silvia não dar um passo em falso?
2024-06-10
1
Borgia Oliveira
gravida e n fala nada pra Sebastian e as crianças fica com quem qdo ela morrer
2024-04-15
0