Shirley curvou seus lábios e riu em autodepreciação.
Sob a luz da lua, sua sombra caiu no chão e se esticou longamente.
Esses dias, por conta do tormento da doença e da dor, ela perdeu muito peso, e até a cor da sua sombra parecia mais clara que antes.
Sebastian a perguntou:
— Onde você foi durante o dia hoje?
Ela levantou os olhos:
— Você se importa comigo?
— Não, eu pedi ao advogado Brook para vir até mim para falar sobre as condições do nosso divórcio. Ele disse que você não estava em casa.
— Ah, eu fui ao hospital.
— Para que você foi ao hospital?
— Para reparar meu hímen, você já não sabe disso? Por que ainda me pergunta?
Sebastian disse:
— Shirley, eu realmente nunca entendi você… Se você queria bens, já não seria tudo seu quando nos casássemos? Por que você matou os meus pais? Eles te amavam tanto e te tratavam como sua própria filha. Se você pedisse, eu te daria tudo. Meus pais só tiveram um filho, e eles podiam te dar o mesmo. Mas por que… Por que você se esforçou tanto para atuar comigo por tanto tempo? Eu até caí na sua, você só queria ter a família Jones?
— Sebastian, você acreditaria em mim se eu dissesse que não fiz nada?
Ele sacudiu a cabeça:
— Você acha que eu acreditaria? Meus pais foram mortos e eu fiquei sem nada. Fiquei completamente quebrado. Eu ficava bêbado todos os dias e quase morri de intoxicação alcoólica. E a sua família Smith? Sua família aproveitou a oportunidade de tomar todos os bens da família Jones. Você desapareceu do mundo completamente. Desde então, não se tem notícias suas… Como quer me fazer acreditar em você?
— Sebastian…
Sebastian continuou:
— Se a Sylvia não tivesse aparecido na minha frente, me acompanhado, me encorajado, e passado pelos tempos sombrios comigo, receio que eu estaria como você realmente deseja, e nunca teria o capital para competir com você.
— …
— Felizmente, eu sobrevivi, e nunca vou me permitir cair duas vezes no mesmo lugar.
Shirley sorriu amargamente. Ela era o mesmo lugar de que ele estava falando.
Ele não vai mais confiar nela, e não vai… mais amá-la.
Ela lambeu os lábios e perguntou:
— Sebastian, que tipo de mulher a Sylvia é?
A expressão dele mostrou um pouco de suavidade:
— Ela… é muito inteligente, muito amável, muito gentil e me entende muito bem.
— Ela também te ama muito, não é?
— Claro.
Shirley acenou:
— Isso é bom.
Se ela te amar, então eu vou ficar aliviada.
Depois que eu for embora, tendo uma mulher que te ama e te acompanha lado a lado, eu não vou ficar tão preocupada.
Pelo menos sei que você vai ter uma vida boa no futuro, e vai ser capaz de viver sem arrependimentos.
Eu vou encontrar um lugar onde você não possa ver e esperar pela morte em silêncio, sem te causar problemas.
O relógio da parede tocou doze vezes, e já era meia-noite.
Ela sorriu e olhou para ele:
— Eu te garanto que vou assinar o acordo do divórcio pra você depois de hoje à noite.
Sebastian não se moveu, franziu e olhou pra ela, como se estivesse pensando na credibilidade de suas palavras.
Shirley levantou, tomou a iniciativa de se aproximar, se inclinou levemente nos braços dele e beijou seus lábios:
— Sebastian, apenas trate isso como… me dê um sonho finalmente, assim como eu te imploro…
Sebastian apertou a garganta de Shirley e disse entre dentes cerrados:
— Com esse jeito paquerador, você parece uma prostituta agora. Eu já fiz sexo com você uma vez. O que mais você quer?
Quando Shirley ouviu as palavras dele, ficou chocada de início, e então ficou brava. Ela levantou e gritou:
— É, eu sou uma puta! Uma prostituta baixa! Eu só quero estar com o meu marido!
Seu rosto estava corado de raiva.
Sebastian rosnou enquanto se virava. Sua pele clara e rosto gentil desapareceram. Em vez disso, ele cerrou os dentes e encarou Shirley, seus olhos vermelhos e seu rosto lívido de raiva. Quando Shirley viu seu rosto distorcido, ela gritou. Antes que pudesse reagir, ela foi pressionada contra o sofá.
— Você acha que é nobre, não é? Sua família é rica, então acha que pode fazer o que quiser, independente da vida dos outros, não é?
Dessa vez, Sebastian agarrou os ombros de Shirley e os sacudiu com força. A bainha da saia dela enrolou para cima por conta da ação de Sebastian. Suas coxas brancas e compridas, assim como sua calcinha de renda foram expostas. A cena sedutora excitou o desejo de Sebastian. Com olhos vermelhos, ele encarou a pele cor de neve das pernas de Shirley, e de repente, esticou sua mão direita para tocar a bunda dela.
Quando Shirley abriu os olhos fracamente, sentiu que seu corpo estava tremendo. Ela viu que sua calcinha de renda branca e meias de seda rasgadas estavam penduradas em seus tornozelos finos e balançavam com o ritmo dos movimentos de Sebastian. Sem dizer nada, ela virou a cabeça e o olhou nos olhos. Sebastian estava olhando pra ela, sem afeto nos olhos. Ela só conseguia ver ressentimento nos olhos dele.
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Atualizado até capítulo 570
Comments
Borgia Oliveira
kkkkkkk era a calcinha vermelha e agora é branca
2024-04-15
0
Vera Luci Soares
ué não era vermelha a calcinha?
2023-12-04
4
Gilda Marcia Cunha Silva
EU,NO LUGAR DELA,NÃO TERIA ESSA CORAGEM NÃO!🤔🤔🤔
2023-09-07
1