"Porque você esta nervosa? Quem não deve não teme, certo?"
"S-sim, mas você esta perto demais e isso me deixa nervosa."
"Eu te incomodo?"
"N-não!"
"Você não resiste ao meu charme?"
"T-talvez..."
Ele levantou meu queixo com sua mão e me fez olhar dentro de seus olhos.
Tae aproximou seu rosto do meu e...
Um apito tocou muito alto e os soldados estavam se recolhendo para o local aonde o som do apito estava tocando.
Tae se afastou de mim e falou.
"Vamos, parece ser algo importante."
Eu concordei e o segui, minha cabeça estava confusa, oque estava acontecendo? Por que ele estava agindo assim?
Ao chegarmos no local o capitão falou.
"Temos uma missão importante de última hora! Eles precisam da nossa ajuda urgentemente! Todos vocês têm cinco minutos para se arrumarem e se apresentarem para a missão! Eu não quero atrás estamos entendidos?!"
Todos gritaram.
"SIM, CAPITÃO!
Nós arrumamos rapidamente e fomos para a missão.
Chegando no local, nos deparamos com uma zona de guerra, havia tiros para todos os lados, o exército estava lutando contra a gangue que havia sequestrado eu e minha irmã.
Olhei para Kook e disse.
"Pensei que esses terroristas tinham morrido!"
"Recebemos a informação que o líder deles sobreviveu."
"Tae-Hyung não havia o matado?"
"Foi oque pensamos, mas esse filho da put@ ingeriu uma droga que finge morte antes de levar o tiro, e ele fugiu enquanto estava sendo transportado para a cova."
"Desde quando vocês sabem sobre isso?!"
"Faz um bom tempo já..."
"Porque eu não fiquei sabendo disso?!"
"Não queríamos assustar você e a sua irmã."
"Por isso você me perguntou sobre aquele dia?"
"Me desculpa."
"Agora não é tempo para isso, temos que ajudar as pessoas."
Fiquei irritada com a notícia que eles tinham escondido por tanto tempo.
Decidi em me focar no tratamento dos feridos, haviam muitos civis machucados, aqueles terroristas usavam pessoas inocentes para ganhar vantagem, aquilo me irritava muito.
Fiquei de cuidar de uma mulher que tinha deslocado o braço.
Olhei para ela e perguntei.
"A senhora está bem? Consegue me entender? Dói em mais algum local?"
Ela não intendia nada do que eu falava, mas a mulher apontou em direção a uma criança que estava aos cuidados de um outro médico.
Eu virei para a moça novamente e sorri, para que ela entendesse que estava tudo bem com o menino."
Recoloquei o braço dela no lugar, o grito de dor que ela tinha dado, me fez sentir pena dela.
Os dias se passavam e cada vez mais vítimas chegavam ou morriam.
Com o pouco tempo que eu tinha livre eu brincava com as crianças que tinham sido vítimas, mas de todas as crianças que estavam no pronto-socorro, o menino que aquela mulher tinha apontado era estranho.
Toda vez que eu me aproximava dele, ele ficava agitado e fazia sinal para eu ir embora.
Decidi me aproximar dele novamente, desta vez eu lhe entreguei um giz de cera e papel para que ele desenhasse.
Me sentei ao lado dele e entreguei as coisas que eu trouxe.
Ele desenhou um cara grande e irritado com uma menininha chorando, uma moça morta e um homem, e uma mulher com um menino.
Depois disso ele apontou para a mulher que eu tinha cuidado dias atrás.
Eu me dei um sorriso e peguei o desenho do menino.
Fui em direção ao J-Hope e mostrei o desenho dizendo.
"Olha isso aqui, uma criança desenhou para mim e depois apontou para uma mulher, que eu acredito ser a mãe dele, mas eu não entendi muito o desenho."
"Deixe-me ver melhor."
Ele pegou o desenho da minha mão e o examinou, dizendo.
"A moça morta parece ser você, veja que no pescoço dela está um colar de lua igual ao seu."
"Então a mulher com às duas crianças é a mãe deste garoto, está faltando uma criança aqui, significa que os terroristas estão com essa criança? E que essa família que nossa ajuda?"
"Pode ser isso, enquanto o homem..."
"Deve ser o Tae já que ele também atirou naquele terrorista."
"Você entende rápido as coisas."
"Nem sempre, mas oque devemos fazer agora?"
"Vamos contar para os outros e aguardar instruções."
"Está bem!"
J-Hope foi contar aos outros sobre o desenho e eu fui ver como aquela mulher estava.
Me aproximei dela e sorri, ela estava seria com os braços cruzados.
Lhe ofereci um copo com água, mas ela negou com a cabeça.
Ela estava muito indiferente comigo, eu não estava entendendo nada.
Fui chamada para atender uma vítima que tinha acabado de chegar, eu me despedi da pobre moça e me virei.
No momento que virei as costas para ela, fui atingida por um bisturi na barriga.
Nesse momento uma coisa fez sentido na minha cabeça, ela n~]ao queria nossa ajuda, ela queria se ajudar sozinha.
Rapidamente eu coloquei a mão em minha barriga e me afastei dela enquanto os soldados que estavam vigiando o pronto-socorro se posicionaram em volta dela.
Senti meu corpo paralisar e ficar quente, haviam algo errado com aquele corte que eu havia recebido.
Tae correu em minha direção e me pegou em seus braços.
Olhei para ele e disse.
"É V-veneno, está com veneno."
"Ela colocou veneno na lâmina do bisturi antes de te cortar??!"
"S-sim, n-não estou sentiu meu corpo m-mais."
"Ela foi envenenada! Rápido me ajudem!"
Tentei ficar com os olhos abertos o máximo que pude, mas não conseguir.
A única coisa de que me lembro era ouvir que o remédio estava com aquele terrorista escroto.
Depois disso tudo foi escuridão
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Atualizado até capítulo 83
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