Voltar a ser bebê não é uma das melhores experiências, a maior parte do tempo, eu fico deitada de barriga para cima, cercada pelas duas empregadas, pela Serena Baron e Elene. Aliás já faz uma semana de vida que tenho.
Empregada 1: Senhora Serena, você soube?
Serena Baron: Do que?
Empregada 1: Sobre a morte do Conde Hellis e de monte de nobres.
Serena Baron: Esse não é melhor lugar para se dizer isso, ainda mais na frente da Princesa.
Para mim, ouvir as conversas delas tem duas funções. A primeira é passar meu tempo, como eu fico apenas olhando elas conversar na maior parte do tempo, elas acham que não entendo nada ou que apenas presto atenção ao barulho delas, mas a segunda função é recolher informações.
Desde que vim a esse mundo depois que sofri uma tentativa de assassinato na terra que vim, que bem sucedida temo que concordar, pude aprender de como funciona esse novo mundo.
Pelo que eu compreendi, eu sou filha da antiga Imperatriz Elizabeth Von Drakon, com atual Imperador Castiel Von Drakon. Ambos eram guerreiros notórios, minha mãe uma maga extremamente forte, porém o corpo dela depois de lutar contra um tal Rei dos demônios, ficou fraco, por consequência dar a luz a mim, a sua filha, lhe custou muito. Ela era amada pelo povo do Império, aliás nome do Império se chama Drakon. Neste mundo existe 5 grandes continentes que ao parece ocupar tamanho da pangeia na terra, isto é, super continente que formaria os grandes continentes na terra, os Impérios tinham tamanho geográfico juntando a Europa inteira (Rússia e China juntas) e várias ilhas médias e pequenas que variam entre Japão e a do tamanho de Cuba na terra e grandes ilhas que não diria ilhas, mas continentes com tamanho da Austrália, portanto eu ali percebi que a aquele mundo era de fato outro e muito maior que costumava viver. O mundo humano ocupa 2 das 5 grandes continentes, nestes há 2 Impérios, 7 reinos e 2 repúblicas, os outros 3 grandes continentes ficam entre o país da floresta mágica que abriga os elfos e supostamente os Deuses e as terras selvagens dos homens fera, por último a terra demoníaca. Pelo que notei, o mundo todo vive no início do que seria na terra, a era medieval.
Meu pai no entretanto é visto como o herói do mal. Ele era 12° príncipe do Império Drakon, meu avô não ligava para ele, ele tinha várias concubinas, logo monte de filhos ilegítimos, mas meu pai era 12° da linha de sucessão, mas único filho da esposa real do Império Drakon, ou seja, pela Imperatriz anterior, ele seria único na linha de sucessão, isso se meu avô favorecesse, mas se ele não fosse favor, de acordo com a leis do Império os filho(s) tem mais direto das esposas oficiais do que os ilegítimos das concubinas, mas isso somente atraiu a atenção dos irmãos e irmãs invejosos, que sabiam que se meu pai ficasse forte, ele por ser único filho da Imperatriz, venceria contra todos os olhos filhos das concubinas.
......Isso por que meu pai era um dos 3 filhos do antigo Imperador que podia usar magia.........
Magia.... Um poder que na terra onde vivia, era considera lenda, ou história infantil, mas neste mundo na qual eu vim, magia é real, pelo pude notar que as pessoas que usam magia, tem que falar em uma linguagem mágica e sua finalização termina com a intenção da magia. Percebi quando tentavam salvar minha mãe da morte, os magos recitava um texto mágico e que terminava com título daquela magia, mas eles mesmos não sabiam o que ela significava, mas eu ouvi claramente nome (Cura sagrada) no final do cântico do mago.
Meu pai para fugir da perseguição dos seus irmãos e irmãs, virou mercenário, alguém que trabalha, não importando o que seja por alguns trocados ou dinheiro mesmo. Foi nessa vida que ele conheceu minha mãe e os dois juntos com outros 3 colegas, seguiram caminhos difíceis e no fim derrotaram o rei dos demônios. Meu pai fugiu de casa ao 12 anos e retornou aos 19 anos, como um guerreiro poderoso, tanto na arte da espada, como em política e negócios, matando meu Avô, meus tios e tias, apenas um dos irmãos do meu pai conseguiu fugir dele e se esconde em algum lugar no Império.
O amor do Imperador pela Imperatriz era desde dos tempos de mercenários, que se fortaleceu na coroa, embora como Imperatriz, a minha mãe fez muito pouco, pois morreu jovem, mas como heroína a maga, fora suficiente para dar alergia as pessoas depois de anos vivendo em regime de brigas pelo trono de Drakon. Pois os meus tios e tias queria a todo custo acabar com meu pai, por ser ele herdeiro legítimo da Antiga Imperatriz.
O mundo humano rivaliza com os elfos em nível de magia, com os homens feras na arquitetura e urbanismo, mas parecia que havia imensa diferença no mundo humano que vivia na terra ao que vivo atualmente, se fosse comparar as duas, seria esse mundo humano no início da idade média contra meu antigo o mundo humano no período moderno.
Elena: Lady Serena não acha a princesa muito fofa? ela nem chora e fica nos encarando tempo todo, bem amável.
Elena ela fica junto com a Serena Baron, fica mais perto de mim do que as outras empregadas, ela me parece uma jovem de 16 a 19 anos, a Serena sendo mais velha que ela, não fica atrás da juventude.
Serena Baron: Sim, mas eu sei que as crianças costumam chorar nesta idade, mas a nossa princesa Eleonora, nem mostra menor sinal de choro, será que compreende que falarmos?
Eleonora Von Drakon: Buuuuaaaa...
Eleonora Von Drakon: "Esqueci que tenho agir mais como uma criança, ou melhor, uma bebê, para não levantar suspeitas, aí.... Ou que vai ser de mim?... Posso entender tudo que as pessoas falam, mas eles falam Brasileiro? Americano? Alemão? Não sei por que entendo tudo tão bem as falas deles sendo que estou em outro mundo..."
As vezes aconteciam esses momentos, que fingia ser criança. Isso até aquele dia.
Empregada 1: Senhora Serena!!!!
Entrava a empregada nervosa no meu quarto, surpreendendo todos ali, como se alguém ruim estivesse vindo até ali.
Serena Baron: O que foi? Por que está entrando assim? Nos aposentos da Princesa?
Empregada 1: Voss... Vossa Majestade!!! O Imperador está vindo aqui!!!
Eleonora Von Drakon: "Sim... alguém ruim estava vindo até aqui.... O meu doce pai que tentou quebrar meu pescoço...."
Tempo depois as empregadas junto com a Elene e Serena, ficaram em prontidão, dois guardas abriram as duas portas, ficaram em frente delas e se virando para ficar encarando um ao outro, o Imperador, o meu pai, Castiel Von Drakon entrou no meu quarto.
Castiel Von Drakon: Serena Baron... Como vai ela?
Serena Baron: Que sol do Império ilumine a nação, sua majestade, a princesa Eleonora, passa bem.
Depois de ouvir sobre meu estado, o Imperador que estava encarando a Serena Baron e depois voltou encarar meu berço, se aproximando e me encarando logo em seguida a cara dele parecia nervosa.
Eleonora Von Drakon: " Que foi? Por que está me encarando?!"
Castiel Von Drakon: Eu soube que ela não chora....
Serena Baron: Sim, vossa majestade, a princesa é uma bebê muito tranquila e em paz.
Foi nessa vez que pude observar mais o Imperador, os olhos dele eram azuis como os meus, não vai nenhum brilho vermelho e dourado vindo dos olhos dele.
Eleonora Von Drakon: " Por que os olhos dele são iguais aos meus? Naquele momento de raiva dele, estavam diferentes, não é a atoa que quando ficarmos com raiva, perdermos nossa razão e humanidade... Espere devo chamar ele de humano?! Mesmo que na terra eu não tive nenhum pai me segurando quando eu era uma bebê, é normal neste mundo quase estrangular pescoço das pessoas e até mesmo da sua filha bebê?! Aliás ele disse que sou sua filha, mas devo realmente acreditar nas palavras dele?"
Enquanto eu tinha tais pensamentos sobre isso, as próximas palavras do Castiel, perceberam que eu estava muito exposta, em outras palavras...
Castiel Von Drakon: Chore...
Eleonora Von Drakon: " Ah?! Chorar?! Ele quer eu chore?! Nem ferrando, você não manda em mim, você não é meu pai!!! Não tem direto...."
Antes de percebesse, minhas lágrimas desciam pela minha face.
Eleonora Von Drakon: Buuuuuaaaaa..... Hic Hic.... Buuuuaáaaa
Eleonora Von Drakon: " Maldito corpo!!!!! Não quero chorar só porque ele mandou!!!? Tenho que tomar o controle do meu corpo!!!! "
Por mais que tentasse, mais eu chorava. Enquanto eu chorava percebia o sorriso leve no rosto do Castiel Von Drakon, como se ele adorasse aquela minha situação. Depois de um tempo ali, ele foi embora, mas no dia seguinte, ele veio e repetiu o processo de me fazer chorar só por que ele mandava, antes disso ele perguntava se eu estava bem ou estava faltando algo pro meu dia a dia. Isso repetiu pelas duas próximas semanas, todos os dias.
As constantes vindas do Imperador Castiel, fez eu perder minha tranquilidade, as vezes eu apenas ignorava, tentando virar meu corpo, minha cabeça para não olhar para ele, quando vinha ao meu quarto, mas não importava o que fizesse, bastava ele dizer (chore) que meu corpo reagia, isso para mim era humilhante, mesmo que neste corpo eu era apenas uma bebê, minha alma e consciência são de uma mulher na casa dos 20 anos.
Certo dia, Serena Baron e Elene, me pegaram no colo e puseram em um carrinho de bebê, que estava todo cheios de almofadas dentro, me senti dentro de uma nuvem, objetivo disso era que fosse ver o jardim do Palácio, o carrinho tinha uma parte de protetor de sol, mas as empregadas levavam guarda chuvas grandes, para me proteger do sol.
Serena Baron: Princesa, vamos dar uma volta no jardim, já que muito chato para vós ficar todo tempo no quarto, permita que a leve.
Sempre que era algo relacionado a mim, tanto as empregadas e Serena Baron e Elene, perdia permissão, embora eu não falasse ainda, tentava mexer a cabeça ou simplesmente sorrir.
Elene: Ah... A princesa Eleonora muito fofa, quando ela sorrir fica encantadora!!!
Pelo que soube, sou uma cópia feminina do Imperador, não tenho que negar isso, pois minha mãe era loira de olhos azuis, enquanto meu pai tinha cabelos prateados. Mas as pessoas que me cercavam diziam que meu sorriso era igual a da minha mãe.
Eleonora Von Drakon: " Mãe.... Pelo que ouvi das empregadas, minha nova mãe, que me deu a luz neste mundo, prestava muito atenção por mim, elas contavam que a minhas roupas, na sua maior parte, são feitas a mão pela antiga Imperatriz Elizabeth Von Drakon, usando também um pouco de sua magia, ela queria pelo menos 3 a 4 roupas de cada ano que fizesse teriam feitas por ela, ela fez roupas até os meus 10 anos, sendo a de 12 anos estava inacabada.... Fico me feliz por ter sido amada desse jeito, mas a Imperatriz Elizabeth Von Drakon, não sabia que corpo de sua filha, tinha alma de outra pessoa, o pior de outro mundo? ... Mas quando ela me segurou, embora seu corpo estivesse fraco, cheio de dor... Ela me deu um grande sorriso de felicidade. Se me lembra dos tempos que era uma bebê no meu antigo mundo, quando minha mãe me segurava no colo.... Seja a Imperatriz Elizabeth Von Drakon ou Diana... Ambas me amavam muito..."
Somente pensar isso fez que chorasse um pouco, afinal eram memórias difíceis para mim, tive que me separar da minha mãe, depois de ser morta por pessoas foram mandadas pelos assassinos de meu pai, tentei ao máximo ser forte pela minha mãe, tanto nos estudos, no trabalho e até fiz aulas de defesa pessoal e luta, tudo para nenhum perigo caísse sobre mim, para no fim não machucar minha mãe, mas no fim, nada disso adiantou muito... Eu morri...
Serena Baron: Oh minha adorável Princesa... Por que está chorando?! Não gostou do passeio?
Serena Baron era de fato uma boa mulher, soube que ela é viúva, tem um filho um ano mais velho que a mim, mas ela não está cuidando dele, mas sim a avó do finado marido. Ela é uma nobre, uma Baronesa, da casa Baron, seu marido morreu na guerra entre os Príncipes e princesas pelo trono do Império. Ela é uma mulher gentil e olhar amável, mas já aconteceu tanta coisa com ela, que as vezes eu chorava apenas de lembrar e ver ela cuidando de mim invés do próprio filho.
Empregada 1: Senhora Serena, será que a princesa está com fome? Ou sede? Ou mesmo trocar a roupinha dela?
Serena Baron: Acho que não é nenhum das opões, afinal, sairmos do quarto, com ela limpinha e dermos comida e água para ela. Deve ser novo ambiente que ela esteja estranhando, afinal ela só conhece o quarto dela.
Eleonora Von Drakon: " Eu estou chorando por lembrar coisas tristes, não de fome ou sede, ou mesmo de ir ao banheiro!!!! Aí aí .... Ser uma bebê tem mais contras que a favor, mas devo admitir que esse jardim é lindo. "
O jardim estava todo florido, cheio de exemplares de rosas e flores, pelo notei deve ser verão ou primavera no Império. Pois céu estava limpo e com poucas nuvens, o vento agradável e gentil, desde cheguei a esse mundo, não caiu nenhuma chuva.
Elene: Sua majestade, o Imperador mandou embelezar os jardins desde semana passada, embora sempre foram bonitos, nos últimos dias, há grande esforço para manter-los mais belos.
Eleonora Von Drakon: " O que?! O Imperador Castiel mandou isso? Não.... Não.... Um homem quem atormenta a própria filha renascida, apenas por diversão... Ah.... Isso não é do feito dele..."
Sim, eu entendi que Castiel Von Drakon tinha uma personalidade forte e bem distorcida, afinal para homem que fora perseguido pela própria família, tento paz ao lado do seu amor nos campos de batalha, para depois perder-la ao dar a luz a mim, não seria uma surpresa ele querer ter tentado me matar mais cedo.
Empregada 1: Lady Serena e Elene, eu e lia iremos na frente preparar o local de descanso da Princesa.
Elene: Irei ajudar-las já será mais rápido e veremos a princesa descansar na natureza.
As 3 mulheres saíram de perto de mim da Serena, que ficou andando devagar na direção as três que foram correndo com cestos de piquenique. O sol não poderia tocar em mim graças a proteção do Carrinho, que fazia sombra, assim poderia observar a beleza do jardim. Isso até aquele momento....
Voz de uma jovem desconhecida: O que é isso nos jardins de vossa majestade?!
Virei-me no carrinho para direção da frente, um grupo de jovens senhorita que vestiam como princesas e monte de empregadas acompanhando. Eu não sabia que naquele momento, o belo passeio no jardim se tornaria um passeio da volta ao mundo.
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Atualizado até capítulo 245
Comments
Ana Júlia Teles
kkkkKKK
2024-04-04
1
Ana Júlia Teles
bebê fofoqueira
2024-04-04
1
Sophya Amparo ramos
😅
2024-01-17
0