_ Consegui, ele vai falar com você. Suzy vai para sua sala e mais tarde nós conversamos. Léa, vou colocar a mão na sua cintura e vamos falar com Caleb, só para passar veracidade. Ele me conhece bem e sabe que, se eu estiver interessado em você, não vou conseguir ficar com minhas mãos longe.
_ Tudo bem, vamos lá. A sala de Douglas e a de Caleb estão no mesmo andar, mas a de Caleb fica separada, tem uma sala de espera onde ficam a secretária e a assistente, com um sofá macio e uma mesinha cheia de revistas de moda. Em seguida, uma porta de madeira, com uma tesoura entalhada.
Douglas abriu a porta e entrou sem bater. Caleb nem se deu ao trabalho de levantar a cabeça.
_ Douglas pode sair, vou falar com ela sozinho.
_ Caleb, pega leve, não maltrata a minha amiga. Caleb nem se moveu, como se não tivesse ouvido o amigo falando, Douglas fez um gesto de fiz o que deu e saiu, eu fiquei ali em pé sem saber o que fazer, por um momento achei que ele tinha me esquecido em pé no meio da sala, mas de repente ele levantou a cabeça, subiu os olhos desde os meus pés até chegar nos meus olhos, piscou e falou:
_ Busque água para mim. Gelada!
Abaixou a cabeça e voltou a se concentrar nos papéis que estava examinando. Eu saí da sala e perguntei para a secretária.
_ Como você se chama?
_ Beatriz! Quer algo?
_ O rei pediu água, onde eu consigo?
_ Ele te pediu água?
_ Sim, gelada!
_ Isso é estranho, ele nunca pede água, mas se ele pediu, no corredor tem um bebedouro e copos de vidro.
Fui até o corredor, observei o bebedouro, mas se ele não costuma pedir água não deve ser desta que ele bebe, quando entramos vi uma máquina de refrigerante e água, fui até lá tirei uma garrafa passei na cozinha peguei uma bandeja, forrei com uma toalha de papel coloquei a garrafa e um copo e voltei, passei pela secretária, fui até a porta bati, ouvi ele mandando entrar. Entrei e ele não levantou a cabeça até que cheguei bem perto, ele olhou a garrafa e fez um sinal positivo com a cabeça.
_ Pelo menos é inteligente, não me trouxe água do bebedouro.
_ Obrigado, que fique bem claro que não tenho nada contra a água do bebedouro, só achei que o senhor chato como é não iria beber água dali.
_ Olha, a boneca sabe falar! Achei que era muda. E ainda é agressiva.
_ Até agora, não tive motivos para falar. Não sou agressiva sou realista.
_ Eleanor, você é tão calada assim com o Douglas, apesar de que o que ele deve pedir para você fazer não precisa falar, não é?
“Caleb”
Quando ia chegando no serviço vi uma mulher linda chegando no prédio, por um momento fiquei parado observando ela sorrindo para a amiga, tão bonita, tão pequena, o que será que ela quer aqui, não pode ser modelo, é muito baixa, em outra poderia ter ficado infantil, mas nela aquele vestido rosa deu um ar sensual, senti o meu corpo reagir sem nem conhecer, depois vou pedir para meu amigo identificar a moça, quero conhecê-la.
Parei de olhar e segui para minha sala, ainda não achei uma assistente competente, meu serviço só acumula, todas vêm querendo me fisgar, está difícil achar uma que queira realmente trabalhar. Entro no prédio e vou direto para minha sala, passei pela minha secretária sem nem olhar para ela, não acho necessário ficar de risadinha com funcionário, desde que façam o serviço deles direito, eu não me importo com mais nada.
Meu assessor e melhor amigo entra na minha sala e diz que achou uma assistente para mim, que está saindo com a moça e prometeu um serviço. Eu disse que daria uma chance. Mesmo sabendo que o tipo de mulher com quem Douglas sai não vai servir para trabalhar comigo.
A minha sala é toda de vidro, de fora não se observa na sala, mas de dentro vejo tudo o que se passa, e qual não foi minha surpresa quando observei a moça de rosa chegar com o meu amigo com a mão na cintura dela, me deu uma crise de ciúmes, abaixei a cabeça como se estivesse concentrado nos meus papéis e depois que ele entrou mandei que ele saísse, deixando ela sozinha no meio da sala, deixei ela alguns minutos ali parada e do nada pedi água, achei pensei quea se recusar a ir buscar, mas saiu e voltou com uma garrafa de água e um copo. Resolvi mexer com o controle dela e perguntei se ficava tão calada assim com o Douglas.
_ Se sou calada ou não com o Douglas, o que faço ou não com ele não lhe diz respeito.
_ Nossa, boneca, você tem a língua afiada.
_ Vai me contratar ou não? Porque, se não for, tenho mais o que fazer.
_ Tipo dar para meu assessor?
_ Pense o que quiser, não te devo satisfação.
Que bonequinha brava, levantei e cheguei bem perto dela.
_ Posso te satisfazer bem melhor que ele. Passei a mão nos cabelos loiros que há muito tempo eu não via igual, sempre loiras tingidas, mas esta aqui é natural, ela ergueu a cabeça e mergulhei em seus olhos tão azuis que parecem safiras, sei quando estou afetando uma mulher e sei que Eleanor não me é indiferente.
_ Você está contratada, pode começar a trabalhar.
_ Por onde o senhor quer que eu comece?
_ Que tal não me chamando de senhor? Me chame de Caleb.
_ É inapropriado e meu namorado não vai gostar.
_ Ele me disse que só está interessado em você, então não use meu amigo para ficar longe de mim, não vai dar certo, bonequinha.
_ Senhor, acho melhor terminarmos nosso assunto por aqui.
Virou as costas e ia saindo, mas não vai me escapar fácil assim.
_ Eleanor, você não parece que precisa do serviço, nem está tentando.
_ Não sou uma vadia, estou aqui para ser sua assistente, mas parece que o senhor só tem outras intenções, eu não sirvo para a vaga.
_ Desculpa, me excedi, volta, vou te respeitar.
Fiquei olhando para ele, precisava do serviço, voltei e comecei a trabalhar para Caleb, mesmo meu cérebro me dizendo que isso é um erro.
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Atualizado até capítulo 99
Comments
Carmen Borges de Oliveira
pronto, já deu uma enquadrada nele
2025-01-02
1
Marli Franroz Hofildmann
amo mulheres que mandam logo um papo reto nesses homens que se acham a última coca cola no deserto kkkkk
2025-01-07
3