...• Jack Palazinni •...
Observo Nicole sentada ao meu lado, vestindo uma camiseta e uma calça de moletom, com meias nos pés devido ao frio de Belo Horizonte. Felipe não escondia os olhares que dirigia a Karen, que estava absorta, mexendo no celular na poltrona.
— Que tal pedirmos uma pizza? – sugere Nicky.
— Eu adoraria, estava mesmo a fim de comer algo. – respondeu Felipe.
— Então vamos fazer o pedido. – eu digo, agradecendo mentalmente por ela ter decidido pedir uma pizza, já que sabemos como tem sido difícil para ela se alimentar ultimamente.
— E você, Karen? O que acha de pizza? – Nicky indaga à irmã.
Karen nunca se alimenta adequadamente, isso acontece desde a época da faculdade, quando se concentra mais nos outros do que em si mesma. E quando era apenas residente, a situação era ainda pior, sempre correndo contra o tempo para finalizar relatórios e atender pacientes. Um verdadeiro caos.
— Pode ser. – murmura a ruiva. – Catupiry.
Ah, e a Karen tem uma verdadeira paixão por queijo. Tudo bem que ela é mineira, mas sinceramente, acho que ninguém é tão fã de queijo quanto a ruivinha. Para ela, queijo é a oitava maravilha do mundo.
Decidi pegar meu celular e passei para a Nicole fazer o pedido. Ela pediu duas pizzas e, claro, refrigerante zero açúcar. Começamos a conversar sobre coisas totalmente aleatórias e, quando as pizzas chegaram, eu as recebi e coloquei na mesinha de centro enquanto ia à cozinha buscar as taças.
Nunca fiquei tão contente em ver a Nicole comendo, mesmo que não fosse a opção mais saudável do mundo. O importante é que ela estava se alimentando e não fez nenhuma careta de desgosto ao levar a fatia da pizza à boca.
— A propósito, já pensaram nos nomes do meu sobrinho? — Felipe comentou, quando a conversa anterior girava em torno do nome do cachorro do vizinho da Karen.
— Falar em nome de cachorro te fez lembrar do seu sobrinho? — Karen provocou.
— Que foi, linda? São nomes mesmo assim. — ele respondeu com um sorriso sarcástico. — Você que está sempre distraída.
— Por que você não vai se...?
— Karen! — Nicole a chamou à atenção e eu apenas ri.
— Que boquinha suja, linda. — Felipe zombou, sorrindo.
— Desculpe, Nicky, mas esse cara não para de me provocar.
— Se você não está brava, não tem graça, linda.
Continuo rindo, pois, honestamente, já estou exausto de tentar fazer esses dois se entenderem, e, de certa forma, a implicância entre eles me proporciona um bom entretenimento.
...[...]...
Mais tarde, encontrei-me sozinho na sala, saboreando um excelente vinho e refletindo sobre mil e uma coisas. Em apenas seis meses, as noites deixarão de ser tão tranquilas quanto nesta madrugada. Teremos um recém-nascido que vai depender muito de nós dois.
Principalmente de Nicky, mas farei o que for necessário para que ela não se sinta sobrecarregada. Estarei disposto a fazer tudo ao meu alcance para que ela tenha uma recuperação pós-parto maravilhosa.
A grande parte das mulheres enfrenta depressão pós-parto e, em muitos casos, isso se deve totalmente à culpa que sentem em relação aos seus parceiros. Elas se sentem sobrecarregadas e começam a duvidar de sua capacidade de enfrentar a situação sozinhas, o que contribui para o surgimento da depressão.
— Por que você ainda está acordado? – a voz de Nicky soou quase como um sussurro, mas o silêncio ao redor permitiu que eu a ouvisse claramente.
— Nicky... sou eu quem deve fazer essa pergunta. Por que você ainda está acordada?
— Perdi o sono.
Ela se acomodou ao meu lado e me virei para encará-la. Não era tão claro, devido ao moletom baggy que usava, mas já não havia apenas três centímetros a mais; o bebê tinha se desenvolvido completamente e estava crescendo saudável.
— Eu ouvi que os médicos conseguem sentir o bebê apenas tocando a barriga... – ela comentou em um tom suave, e eu sorri.
— Você gostaria que eu fizesse isso? Não sou obstetra, mas ainda me recordo de algumas aulas. E do internato.
— Quero que você faça...
Ela se aproximou, se deitou de costas no sofá e levantou o moletom até a altura dos seios, deixando a barriga exposta. Sua barriga estava linda. Sentei-me na beira do sofá em busca do nosso filho.
Nosso filho.
Com cuidado, passei minha mão pela sua barriga, enquanto Nicole fechava os olhos. Comecei a admirá-la enquanto acariciava sua pele. Quando ela abriu os olhos, me pegou de surpresa. Tentei disfarçar rapidamente.
— Aqui... ele está bem aqui. – segurei a mão dela e coloquei sobre a barriga. – Quando começar a se mexer, no final do quarto mês será possível sentir melhor.
Uma lágrima desceu pelo seu rosto, e eu usei o dedo para secá-la.
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Atualizado até capítulo 33
Comments
Giorgia
É, pra quem teandou loucamente, dispensando camisinha para o sentir, d ele, sentia a falta dela nos lugares, e ambos sentem atração um pelo outro, esse envolvimento, está um freezer, muito congelado, prático e sem emoção... Chapinha, chatinho... Está na hora de um casal ou outro, apertarem a ignição....
2024-12-04
1
Ingrid Natassia Nascimento de Brito
também amo queijo, pizza de 4 queijo uma delícia 🤤🤤🤤
2025-01-31
0
Juliana Vicentina da Costa Nerys
Espero que depois disso surgi uma relação de amor entre eles.
2024-11-06
0