Eu estava em um salão enorme feito de puro ouro e diversas variedades de pedras preciosas, o deus Biorth estava sentado em um enorme trono em uma forma humanoide feita de pura luz.
- Então você é o deus da vida e da luz, Biorth? - Perguntei impressionada.
- Deixe-me assumir uma forma mais confortável aos olhos mortais! - Disse Biorth.
De repente eu escutei uma voz ao meu lado dizendo: - Acho que é o bastante!
Quando eu me virei, vi literalmente um cavaleiro de armadura brilhante. Sua armadura emitia luz e seus cabelos dourados se fundiam a ela, em seus olhos havia uma chama dourada infinita e até a sua presença era intimidadora. Quando eu voltei meus olhos para o deus Biorth no trono, o gigantesco deus havia desaparecido.
- Como assim? - Eu acabei ficando confusa.
- Eu disse que assumiria uma forma mais confortável aos olhos mortais! - Disse o homem.
- Espera... Você está dizendo que é o próprio Biorth?
O homem caminha com suas mãos nas costas, para e olha para mim dos pés à cabeça.
- Samphyr... Você se tornou a própria criação da minha irmã depois da sua primeira morte, mas aqui estamos de novo, essa é a sua segunda morte e meu próprio servo está me oferecendo uma vida pela sua, isso não é um tanto peculiar?
Confusa eu perguntei: - Eu não entendo, nós já nos encontramos antes?
Biorth sorriu e disse: - Eu sou o deus da vida e da luz, não há uma alma que eu não conheça.
- Se você me conhece, então sabe das memórias que perdi! - Disse arqueando uma de minhas sobrancelhas.
Biorth olhou para uma grande porta que estava no canto do salão e disse: - Suas memórias foram retiradas pela minha própria irmã e colocadas na biblioteca... Estranhamente algumas deles sussurram como um vento cantante toda vez que você dorme!
- Mas porque tirar as minhas memórias, eu não entendo?!
Biorth suspirou e disse: - A esta pergunta, eu não posso responder, está fora da minha jurisdição!
Eu cruzei os braços e disse: - Vocês, deuses, são sempre tão enigmáticos e nunca têm resposta para as nossas perguntas!
Biorth sorriu e disse: - Você é uma criatura bem interessante, para um demônio, é claro. Eu estou dizendo isso porque não me lembro da última vez que fui afrontado dessa forma por um demônio!
- Você ainda não viu nada, deus da vida e da luz!
Biorth deu uma risada e disse: - Bom, de qualquer maneira, você está de partida, meu servo já está aos prantos enquanto clama por mim com seu corpo em seus braços!
- Seu... Servo?
Biorth estendeu a sua mão com a palma virada para baixo e em um estante o chão se tornou um espelho para o mundo mortal, então ele fechou sua mão e um zoom instantâneo se fechou em Luther que estava de joelhos com meu corpo ferido nos braços.
Enquanto chorava, Luther gritava: - Porque meu deus Biorth, senhor da luz, deus da vida? Eu te dei uma vida pela vida da Samphyr, eu fiz o sacrifício de forma correta, eu assassinei com a espada da luz em seu nome!!!
Confusa, eu perguntei: - O quê, eu... Eu não entendo, porque ele está chorando, porque ele está chorando por mim?
Biorth olhou para mim com um sorriso lateral e disse: - Vocês mortais são criaturas engraçadas, eu mesmo não os compreendo já que são criações do meu tolo irmão Fiorth, o deus das formas e do conhecimento!
- Por favor... Você... Você vai mesmo me mandar de volta?
Biorth estendeu sua mão para mim dizendo: - Eu já mandei!
De repente eu abri meus olhos e vi que estava na cabine de Luther deitada em sua cama.
- Luther... - Minha voz estava rouca e quase não saia.
Meu corpo estava fraco e sensibilizado, eu só consegui me colocar sentada na cama depois de muita dificuldade.
- Droga... Isso tudo não pode ter sido apenas um sonho... Não é?
Eu olhei de um lado para o outro e então percebi que estava nua, mas não é só isso, eu também tinha as cicatrizes do ataque do assassino espalhadas pelo meu corpo, e no meu peito a cicatriz da perfuração no meu coração.
- Droga... Meu corpo agora está... Aquele maldito assassino pode não ter conseguido tirar a minha vida, mas conseguiu marcar o meu corpo! - Naquele momento, eu soube o que era sentir vergonha de mim mesma e me cubro com o cobertor.
A porta da cabine se abre e Luther passa por ela. Quando Luther entrou, a primeira coisa que fez foi olhar para mim.
- Samphyr... Você acordou! - Disse o mesmo com um sorriso no rosto,
Chaio de vergonha, eu disse: - Luther... Me desculpe!
Com um sorriso carinhoso, Luther disse: - Samphyr, você não tem pelo que se desculpar!
- Mentira... Eu tenho sim... Luther eu perdi, eu fui derrotada! - Disse desviando, o meu olhar.
Luther sorriu sem jeito e disse: - Samphyr, você sobreviveu, é isso que importa!
- Não, Luther... Eu morri, se não fosse por você, por suas lágrimas... Eu ainda estaria morta! - Disse apertando firmemente o cobertor.
Luther desviou seu olhar sem graça e disse: - Eu... Samphyr, não há com que se preocupar, eu... - Eu interrompi a fala de Luther dizendo: - Luther, eu vi tudo... Eu estava realmente morta!
Luther ficou em silêncio, caminhou até a beira da cama e se sentou de cabeça baixa.
- A verdade é que... Eu não quero te perder! - Disse Luther.
Confusa, eu perguntei: - Me perder, Luther, como assim?
Luther estendeu sua mão e a colocou sobre a minha.
- Eu sei que você deve me odiar pelo que fiz... Também sei que você pode simplesmente me matar a qualquer momento, mas eu preciso de você, não só pela minha irmã, não só pelo nosso plano louco de dominar o mundo, mas... Sua presença tem se tornado cada vez mais essencial na minha vida!
"Ele me tocou outra vez..."
- Luther... Eu preciso descansar um pouco mais... Será que você poderia... - Luther me interrompeu dizendo: - Está tudo bem, você pode descansar o quanto quiser. Aliás, chegaremos ao nosso destino amanhã pela manhã, então não se preocupe!
- Obrigada, Luther! - Eu apenas me deitei de costas para ele e fechei meus olhos... Só os deuses sabiam o que se passava na minha cabeça naquele momento.
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Atualizado até capítulo 50
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