Você é o que come!

Enquanto eu tentava convencer a Luther que me deixasse lutar sozinha contra a Carmel, o barco mágico começou a perder altitude muito rápido.

- Mas que porra é essa agora??? - Perguntou Luther tentando manter seu equilíbrio.

- Capitão, uma das runas de vento do barco foi danificada no impacto do pouso da cavaleira Seraphinx!!! - Gritou um dos tripulantes.

Luther olhou para mim e disse: - Não tem jeito, vou ter que deixar isso nas suas mãos então, Samphyr, eu preciso dar um jeito na runa do barco ou estamos ferrados!!!

Eu apenas acenei com a cabeça em concordância, e Luther se retirou.

- Eu não vou permitir que você fuja, Luther!!! - Disse Carmel.

Eu abri meus braços me colocando na frente de Carmel novamente.

- Sua oponente sou eu, Carmel! - Disse com um sorriso.

Carmel me olhou nos olhos e disse: - Pela última vez, saia do meu caminho, demônio!

- Mas nem pensar, eu vou devorar você! - Eu mostrei os dentes cheia de desejo.

- Seu demônio sujo, você não vai me tocar!!! - Carmel girou sua lança e avançou contra mim.

Por muito pouco eu consigo me esquivar de uma estocada, então passo minhas garras pela lança até chegar a Carmel, mas ela se esquiva e chuta meu abdômen me afastando dela.

- Divine spear!!! - A lança de Carmel assumiu um brilho dourado e ela avançou na minha direção novamente.

- Thunder shotgun!!!

Eu disparei a salva de raios contra Carmel, mas ela se esquivou de todas e continuou com seu ataque. Eu saltei por cima dela e usei outra magia.

- Demoniac claw!!!

Com a garra demoníaca, eu soquei Carmel de cima para baixo, isso fez com que ela parasse o seu ataque para defender-se.

- Demônio maldito, sinta a presença do deus divino da vida...Presence of the divine god!!! - Carmel criou um enorme círculo mágico debaixo de nós.

O círculo brilhou e eu pude sentir um poder devastador pesando o meu corpo... Eu caí no chão em agonia enquanto sentia todo o meu corpo queimar.

-Aaaaaaaaaahhhg... - Eu gritei em dor e agonia.

Carmel se aproximou e disse: - Proste-se perante o poder do deus da vida, demônio sujo!

Carmel ergueu sua lança e estava pronta para me perfurar com ela.

- Eu... Não... Me prosto... A ninguém!!! - Eu usei todo o poder e ódio dentro do meu coração para me pôr de pé.

Carmel arregalou os olhos surpresa e perguntou: - Como... Como um demônio poderia ficar de pé perante a presença divina do deus da vida?

Com um sorriso demoníaco eu disse: - Eu já disse... Eu não me prostarei a ninguém!

"Isso pode me trazer sérias consequências, mas eu não tenho escolha... Vou ter que usar aquilo!"

- Race transmutation... Eu sou o que eu como!!! Eu iniciei uma transmutação de raça no meu próprio corpo.

A transmutação é uma habilidade que adquiri da Quimera. É claro que apesar de saber que poderia realizar essa transmutação, eu não sabia da sua fonte.

Eu senti as mudanças no meu corpo quando transmutei minha raça demônio com a raça besta selvagem e a raça besta aquática, ambos adquiridos do Esquilo armado e da Ninfa carnívora. Para não perder as minhas habilidades, eu transmutei apenas o meu sangue e alguns órgãos internos.

Assim que a transmutação se concluiu, a dor que sentia por causa do campo sagrado criado por Carmel, foi reduzida e quase dor alguma.

- O que você fez? - Perguntou Carmel.

- Eu apenas estou fazendo jus a minha raça... Eu sou um demônio selvagem, afinal de contas! - Digo com um sorriso malicioso.

Impressionada, Carmel perguntou: - Você... Usou transmutação para se tornar uma quimera?

- É, eu acho que é isso, eu acabei me tornando uma quimera, quer queira eu ou não! - Disse dando de ombros.

De fato eu não era mais um simples demônio selvagem, após a minha transmutação, eu agora era uma quimera, e além do mais... As transmutaçõs são irreversíveis.

- Divine spear!!! - Carmel avançou contra mim pronta para me transpassar com sua lança.

Eu me posicionei em um modo defensivo e quando chegou a hora, eu parei o golpe de Carmel usando as duas mãos para prender a ponta da lança.

- Impossível!!! - Disse Carmel.

Com um sorriso psicopata, eu disse: - Eu não sou puro demônio, Carmel, você agora está lidando com uma quimera! - Eu joguei a ponta da lança de Carmel para cima e avancei dando uma ombreada nela.

Carmel acabou recuando depois de receber o golpe, mas ela conseguiu se manter de pé. Vendo que ela havia resistido, eu fui até ela mais uma vez, mas Carmel estava longe de entregar as cartas, ela girou sua lança e tentou perfurar meu peito. Vendo que não poderia desviar de um golpe tão rápido, eu estapeei a ponta da lança, cerrei meu outro punho e soquei a cara da vadia com toda a minha força. Carmel foi arremessada até a parede da cabine que eu estava presa, após atravessar a parede destruindo-a, Carmel atingiu em cheio a próxima parede destruindo-a também, mas sem atravessá-la. Carmel caiu no chão com o sangue jorrando de sua boca e nariz.

- Desgraçada... (Cospe sangue!) VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO!!! - Ela finalmente revelou um par de asas que estava escondendo debaixo da sua capa.

Carmel disparou em um vôo rápido na minha direção.

- Isso acaba agora, Carmel, eu vou te devorar!!! - Eu aprontei as minhas garras.

Assim que Carmel chegou ao meu alcance, eu desviei de sua investida rápida por muito pouco, mas abocanhei uma de suas asas e com a velocidade que ela estava, foi muito fácil arrancar fora o membro. Carmel cai rolando no convés até atingir uma pilha de barris vazios.

Sangrando bastante e com uma de suas asas arrancada, Carmel se levantou cambaleando e disse: - Como... Como um Seraphinx pode perder para um demônio imundo???

Em questão de alguns segundos, eu devorei toda a asa que havia arrancado e já no meu estômago, ela é inconscientemente transmultada ao meu corpo... Agora eu tinha uma única asa demoníaca.

- E uma asa muito bonita a que eu tenho aqui... Agora só falta eu pegar a outra! - Digo olhando para a outra asa de Carmel.

Carmel cambaleou na hora, mas conseguiu se manter de pé enquanto erguia sua lança na minha direção. Ela sabia exatamente qual seria o seu destino, mas ao olhar para ela olho no olho, eu entendi que ela tinha um plano.

Carmel joga sua lança na minha direção, mas não passava de uma distração, ela correu para pular do barco, mas eu agarrei a lança, girei e joguei a lança de volta contra a própria Carmel atingindo o seu ombro e a empalando contra a parede.

- Maldito demônio, me deixe ir!!! - Gritou Carmel.

- Não, me desculpe, eu não posso... Eu nunca desejei tanto comer uma coisa quanto estou desejando agora, eu tenho que comer você! - Eu me aproximei salivando.

- Demônio imundo, você vai se arrepender, eu juro!!! - Gritou Carmel com desespero em seus olhos.

Eu agarrei os braços de Carmel e os prendi contra a parede, em seguida eu passei a língua em seu rosto onde o suor e sangue se fundiam. Eu nunca tinha sentido algo tão saboroso, algo tão prazeroso... Não se tratava só de comer algo diferente, se tratava de matar um desejo que nem eu sabia que tinha.

- Porra Carmel, eu estou tão excitada! - Cochichei em seu ouvido com uma voz sexy e faminta.

- Desgraçada... - Lágrimas escorreram nos olhos de Carmel.

Depois das suas últimas palavras, eu abocanhei o pescoço de Carmel, para que ela morresse de forma mais rápida e então eu a devorei ali mesmo, na frente de toda a tripulação de Luther.

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Atualizado até capítulo 50

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