Eu tive uma noite de sono bem proveitosa, consegui descansar bem e não tive nenhum pesadelo com as lembranças de Castro. Luther me ajudou bastante, mesmo ele... Bem... A culpa foi minha, aquele pedido que fiz a ele, aquilo foi cedo demais.
Eu olhei para o lado e vi que Luther não se encontrava na cama, então coloquei minhas mãos sobre meu rosto e comecei a rir.
- Eu não acredito que ele teve uma ereção! - Digo com uma cara boba.
Eu coloquei minha mão sobre o travesseiro dele pensativa.
"Ele não é tão ruim assim, né? Ele... Ele é bem fofo na verdade!"
Na noite anterior, Luther ficou sem graça por causa do meu pedido, mas ainda sim ele se aconchegou atrás de mim e me abraçou... Foi gostoso dormir de conchinha com ela, mas... Depois que eu senti a ereção dele... Droga, eu acabei assustando o coitado quando perguntei sobre. Ele até fingiu que estava dormindo profundamente de tanta vergonha e acabou não me respondendo.
Depois de uma outra risada, olhando para o travesseiro dele, eu digo: - Luther, seu bobo!
Eu me levantei da cama, me vesti e sai para o lado de fora da cabine. A tripulação estava trabalhando duro como sempre e o dia estava lindo.
- Eu nunca parei para admirar o céu desde... Desde o dia que despertei! - Digo admirando o lindo céu azul.
- Não se preocupe, daqui para frente você vai poder admirá-lo sempre que quiser! - Disse Luther se aproximando de mim pela lateral.
Com um sorriso maroto eu disse: - Bom dia, senhor Luther, eu esperava acordar nos seus braço hoje!
Luther ficou com suas bochechas coradas e respondeu: - Bem, eu... Sou um capitão, não posso acordar depois da minha tripulação, há muito a se fazer no início de cada manhã!
- Entendo, então você está perdoado! - Digo olhando em seus olhos.
Luther sorriu, mas logo desviou seu olhar. Quando volta a olhar para mim, Luther respirou fundo e disse: - Samphyr... Sobre a noite passada, eu... Eu queria te pedir desculpas!
Eu fiz uma carinha inocente e perguntei: - Do que você está falando, Luther?
Com as bochechas vermelhas, ele coçou a cabeça sem graça e disse: - Você sabe, eu... Droga, eu acabei ficando... O meu... Eu acabei ficando duro e isso te incomodou, mas eu fiquei com tanta vergonha de admitir que fingi que estava dormindo, é isso!
Impressionada com a atividade dele, eu sorri e disse: - Luther, nós dois somos dois adultos, mesmo que de raças diferentes, então sabíamos que poderia acontecer alguma coisa, além do mais, a culpa foi minha por querer me sentir mais a vontade na sua presença, acho que se eu não tivesse me deitado nua na sua cama, isso não teria acontecido!
- Espera... Sabíamos mesmo que poderia acontecer... Alguma coisa? - Ele ficou com uma cara de bobo.
Eu sorri, dei um empurrãozinho nele com uma de minhas asas e não respondi sua pergunta.
Luther entendeu o recado e resolveu mudar de assunto.
- Você acha que vamos conseguir... Digo, salvar a minha irmã do destino?
Eu olhei para ele e disse: - Luther, não somos escravos do destino, nós sempre podemos mudá-lo!
Luther baixou sua cabeça e perguntou: - Mas você está falando isso por falar, ou realmente é algo possível?
- Luther, o destino é como um mapa, ele te mostra por onde deve ir para chegar a um determinado lugar, mas nada te impede de mudar o local e o caminho que você quer traçar, tudo depende de cada um de nós!
Luther sorriu e disse: - Eu gosto da forma que você pensa e fala atualmente... Todo esse conhecimento está fazendo muito bem para você!
Com seu sorriso, Luther se retirou e voltou ao trabalho. Foi aí então que eu voltei a me perder em pensamentos.
"Ah, Luther... Se você soubesse que com todo esse conhecimento eu tenho sido atormenta com coisas que eu preferia não saber... Além do mais, mesmo sabendo que não fui eu, sinto que participei de cada ato de violência praticado pelo dono de todo esse conhecimento!"
Eu baixei a cabeça por um momento e então voltei para a minha cabine. Assim que fechei a porta da minha cabine, senti um cheiro estranho e putrefato.
- Impossível, a última pessoa que matei aqui dentro foi a dias atrás, além disso, já foi limpo e bem limpo! - Resmunguei.
Eu dei mais um passo dentro da minha cabine, então eu pude sentir...
- Para o seu próprio bem, acho melhor se revelar de uma vez, ou terá uma morte horrível! - Disse para a pessoa que estava se escondendo nas sombras.
- Ohol, você é mesmo boa! - Disse um homem saindo das sombras.
- Quem é você? - Perguntei olhando diretamente para o homem.
O homem estava vestido todo de preto e com um capuz que mal dava para ver seu rosto.
- Você é o demônio chamado Samphyr, posso presumir?
Com um sorriso debochado eu respondi: - Poxa, está tão na cara assim?
- Na verdade, sim, as descrições batem perfeitamente, tirando o fato de que não mencionaram um par de asas, por isso tive que confirmar! - Disse o homem com um sorriso.
- Deixa eu adivinhar, você veio atrás da minha cabeça, não é?
O homem puxou um punhal parecido com uma agulha e disse: - Resumindo, sim, mas tem muita mais coisa por trás do contrato que aceitei para te matar, é um contrato de sangue, esse tipo de contrato envolve vingança!
Eu caminhei até meu espelho e comecei a retocar a maquiagem enquanto perguntei: - Entendi, o seu contratante é da raça Seraphinx, por acaso?
- Eu não sei o que você aprontou com os Seraphinx, mas não, a pessoa que me contratou é um humano, ele disse que eu deveria fazer questão de te informar que a vingança é pela sua querida irmã, Ortencia, ela te fez uma visita na sua caverna a alguns dias atrás, e parece que você acabou dando a ela um fim não tão rápido, mas também não muito doloroso naquele lugar!
"Eu me lembro... Ele está falando daquela aventureira que invadiu a minha caverna!"
Eu suspirei e disse: - Muito bem, senhor assassino, espero que você esteja pronto para morrer porque eu já nasci pronta, mas também estou pronta para matar!
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Atualizado até capítulo 50
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