Nas duas semanas seguintes, a mudança para Avenport se desenrolou sem grandes contratempos. Jorge cuidou de toda a parte burocrática, facilitando o processo. Alice alugou sua casa para uma pequena família, enquanto Laura decidiu vender a sua.
Alice possuía um carro popular que comprara com suas economias ao longo dos anos. Era pequeno, mas confortável para três pessoas. Assim, partiram com sua pequena comitiva de dois carros em direção a Avenport. A ponte se estendia por alguns quilômetros, e a vista do mar era especialmente bela. As crianças, sentadas em suas cadeirinhas de proteção, cantavam alegremente músicas infantis ou brincavam de adivinhação, até que o cansaço da viagem as fez adormecer.
Ao chegar a Avenport, já era noite. Alice decidiu passar em um supermercado para comprar mantimentos e preparar o jantar. Por sorte, o supermercado ficava bem perto do apartamento que ela alugou. Eles caminharam pelo supermercado escolhendo suprimentos suficientes para alguns dias, pagaram e foram para seu novo lar.
O prédio onde ficava o apartamento estava localizado nos subúrbios da cidade. Não era um prédio luxuoso, mas era seguro. Havia uma escola a três quadras dali, com mensalidades acessíveis. Laura, por sua vez, comprou uma casa em uma área residencial próxima e colocou seus filhos na mesma escola para mantê-los próximos.
Enquanto Alice apertava o botão do elevador para irem até seu apartamento, uma jovem de 14 anos se aproximou apressadamente.
— Por favor, segure o elevador! — pediu a jovem, já sem fôlego, usando um uniforme escolar do ensino médio e exibindo inocência com seus cabelos castanhos e olhos cor de mel.
Alice esperou pacientemente a jovem entrar e apertou o botão do seu andar.
— Vocês são novos por aqui? — perguntou a jovem curiosa.
— Sim, acabamos de nos mudar. — respondeu Helena.
— Que legal! Eu também moro no oitavo andar. Seremos vizinhas de porta, então. Aliás, meu nome é Gabriela, mas pode me chamar de Gabi.
— É um prazer te conhecer, Gabi. Fico feliz de ter uma vizinha tão adorável e gentil. Meu nome é Alice — respondeu Alice.
— Esses bebezinhos são seus? São gêmeos? — perguntou Gabi, admirando a beleza das crianças.
— Sim, somos filhos da mamãe e somos gêmeos. Meu nome é Jasmine. — respondeu a pequena.
— Meu nome é Joseph. Prazer em te conhecer, moça bonita. — Joseph respondeu, mostrando todo o seu carisma.
— Que filhos adoráveis você tem, parabéns! — elogiou Gabi entusiasmada.
— Obrigada. — disse Alice, se perguntando onde Joseph aprendeu a ser tão encantador. "Deve ter puxado ao pai", pensou ela, sorrindo. Vendo que o elevador tinha chegado ao seu andar, todos saíram e se dirigiram até suas casas.
Alice estava prestes a entrar em seu apartamento quando Gabi pediu para esperar um momento, pois queria apresentá-los a sua mãe. Ao abrir a porta, todos escutaram uma voz vindo de dentro.
— Onde você estava até agora, mocinha? Não falei para você vir diretamente da escola para casa? — questionou a mulher.
— Eu perdi o ônibus, mãe, desculpa. Vem aqui, quero te apresentar a nossa nova vizinha.
— Nova vizinha? Por que você não falou isso antes? — perguntou a mulher, que então tirou o avental e saiu para cumprimentar os novos residentes.
— Olá, prazer em conhecer vocês. Me chamo Fernanda. — disse cordialmente a mulher, enquanto estendia a mão para cumprimentar Alice.
— O prazer é todo meu. Meu nome é Alice, e meus filhos chamam-se Jasmine e Joseph. — respondeu Alice, soltando uma das sacolas para cumprimentar Fernanda.
— Seus filhos são muito adoráveis! — elogiou Fernanda. — O menino parece com você, mas a menina não. Creio que ela deve ser parecida com o pai, acertei? — perguntou Fernanda, admirada.
— Creio que sim. — respondeu Alice sem jeito.
— Bom, suas sacolas devem estar pesadas. Não vamos mais tomar seu tempo. Depois venha comer um bolinho ou tomar um café. — disse Fernanda, enquanto empurrava Gabi para o lado.
— Claro, será um prazer. — respondeu Alice. Logo após todos se despedirem, cada um entrou em suas casas.
Após apreciar a refeição preparada por Helena, ela e as crianças começaram a arrumar as poucas caixas que ainda estavam na sala. As crianças guardavam seus brinquedos alegremente, enquanto Alice arrumava as roupas. O apartamento era um pouco maior que sua casa na ilha e tinha um quarto a mais, além de uma despensa. Ele foi alugado já mobiliado, o que diminuiu consideravelmente as despesas da mudança.
Não havia muitas caixas, então rapidamente concluíram a missão e foram fazer suas higienes pessoais para dormir.
No outro dia, seria seu primeiro dia na filial principal de Elysiuns, e ela estava ansiosa para descobrir como era o local e começar um novo capítulo de sua vida. Após alguns minutos de pensamentos, adormeceu tranquilamente.
Era um pouco depois das seis da manhã quando Alice acordou. Ainda sonolenta, levantou-se e foi preparar tudo para depois acordar seus filhos. Na frente do espelho, ela se questionava por que suas memórias estavam demorando para voltar e as poucas que tinha eram confusas e borradas. Certamente, quando conseguisse juntar algumas economias, iria procurar um especialista para ajudá-la. Calculava mentalmente; no entanto, não tinha tempo para pensar demais nisso, pois precisava ir trabalhar.
Jasmine e Joseph dormiram tranquilamente na nova casa e logo estavam descansados. Alice levou as crianças até a escola, onde encontrou Laura, e as duas seguiram para o trabalho, cada uma em seu carro. A confecção ficava a trinta minutos de viagem, então não demorou muito para chegarem.
O prédio parecia luxuoso e refinado, com um logotipo bem característico que destacava o nome "Elysiuns" na fachada. Ao entrarem, foram até a recepcionista, que as atendeu gentilmente.
— Dona Katarina está esperando por vocês na sala de recepção. Venham por aqui, — disse ela, enquanto mostrava o caminho.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Erlete Rodrigues
tomara que quem tentou matar ela não veja ela logo né ⁉️⁉️⁉️
2025-02-15
0
Alice Santos
Qual vocês preferem:
Helena ou Alice
2025-01-05
0
elenice ferreira
Quem tentou matá-la qdo vê-la, vai surtar e tentar de novo! qual será a mal amada?
2025-02-25
8