Dean
Decidi buscar a garota antes que os pais dela a levassem para algum lugar. Não sei dizer por que, mas eu quero essa garota. Ela acaba chegando enquanto falo com seu pai e pessoalmente ela é ainda mais linda.
Observo sua reação ao saber que agora me pertence e já sabia que não seria uma das melhores. Eu perco a paciência que já não tenho e levo ela para minha casa e lá as coisas começam a ficar interessantes já que ela não tem medo de mim.
Levo ela até o quarto que mandei preparar e a coloco no chão, já que ela se recusou a sair do carro e lutou bastante comigo.
— Agora você dorme aqui, por enquanto, depois do casamento irá dormir no meu quarto. – falo cruzando os braços e analisando a postura dela.
— Você realmente acha que eu vou dormir no seu quarto? Ou que vou dizer "sim" para você no altar? – ela desafia, ainda com as sobrancelhas arqueadas.
— Você prefere passar o resto da vida trabalhando naquele café, três turnos ao dia sem ter um descanso, já que na sua folga você trabalha para uma senhora idosa limpando seu jardim e casa, para pagar dívidas de um casal que te vendeu para mim na primeira oportunidade que teve? –pergunto sério, achando essa garota louca.
— Você ameaçou quebrar as pernas deles! Eles são velhos e não se recuperam com facilidade! – fala com o rosto vermelho de raiva — O que você queria?
— Nem um animal ferido se entrega na hora de proteger seu filhote. Ele luta até seu último suspiro para proteger sua cria. – falo descruzando os braços, enquanto recebo seu olhar de ódio — Mas não estou reclamando, você não tem muita alternativa já que está aqui agora. – lanço-lhe um sorriso maldoso antes de continuar falando — Se você se recusar a dizer o "sim" no altar, seus pais estarão lá e talvez percam os movimentos das pernas, para sempre.
— Eu nunca vou me deitar na sua cama! Você pode me obrigar a casar com você, mas na sua cama eu não me deito!
— Veremos, Garotinha. Veremos.
Saio do quarto e tranco a porta, ainda não passei para os seguranças as ordens que basicamente consistem em manter ela aqui dentro, tampouco conversei com Jordan.
— Fala maninho, vai querer algo especial para o natal? – por coincidência, encontro meu irmão, cheio de sacolas, no corredor.
— Tenho alguém no quarto ao lado do meu! – falo ignorando a pergunta — Mas quero deixar bem claro que ela foi o pagamento por uma dívida dos pais dela e agora me pertence. Eles não pensaram nela.
— Você sabe o que penso sobre isso! – me olha bravo.
— Mas prometi não me meter nos negócios da família! Posso fazer amizade com ela para que não fique sozinha aqui? – pergunta cheio de expectativas.
— Não só pode como deve. Ela vai se casar comigo depois do natal. Claro que vai ser aqueles casamentos que as mulheres gostam, mas para mim não vai fazer muita diferença, então se você quiser cuidar disso para mim – falo desinteressado.
— Você vai se casar? Você vai se casar? – ele grita eufórico, me fazendo colocar as mãos nos ouvidos —Você, Vai Casar! – fala pausadamente, como se fosse louco, e eu apenas reviro os olhos — Mas é claro que vou cuidar disso. Faremos um casamento duplo. Estou tão feliz por você.
— Não esqueça que ela está sendo obrigada a isso e não vai ser a mesma emoção para ela. – advirto e ele assente.
— Mas quem sabe com essa sua animação você não anime a moça.
— Posso falar com ela agora? – pede com os olhos brilhando.
— Melhor não, ela está agitada! Talvez queira te machucar e eu não vou gostar se ela o fizer.
— Tá tudo bem. – ele se dá por vencido — Amanhã quando ela estiver mais calma, eu tento me aproximar.
— Peça para o chefe da segurança vir até aqui.
Encerro o assunto, Jordan sai e pouco depois Vitorino entra.
— Senhor Evil, algo em que eu possa ajudar?
—Você deve ter notado que entrei com uma jovem mulher, ela será em breve a senhora Evil. Mas ela não tem permissão para sair dessa casa. – ele assente — Passe a informação aos demais seguranças, ela não deve sair dessa
casa.
— Perfeito, senhor Evil. Ela não sairá dessa mansão sem a sua companhia.
— Agora pode se retirar. – Vitorino limita sua resposta a um meneio de cabeça e sai, me deixando sozinho no escritório.
Acabo de assinar alguns documentos e vou para o meu quarto, quando passo pelo quarto dela escuto ela bater na porta e pedir para que a soltem. Olho para a porta uma última vez e sigo até o meu quarto, onde tomo um banho visto apenas uma calça de moletom preto e saio indo calmamente até onde ela está.
Destranco a porta e ela se afasta andando de costas até bater na cama, seu olhar agora é um misto de medo, ódio e curiosidade. Observo seu olhar para o meu corpo já que quando me viu estava de terno e ela não podia ver as minhas tatuagens, sorrio de lado quando ela desvia o olhar do meu peitoral.
— Gosta do que está vendo? — ela não me responde, e se pudesse ler seus pensamentos agora, não duvido que ela esteja falando tantos palavrões quanto consiga lembrar — Suponho que ficou sem voz, garotinha. Tome um banho e troque de roupa. – ordeno — Você vai descer para comer alguma coisa e conhecer seu cunhado e seu novo lar.
— Não quero nada disso! – fala cruzando os braços — Então pode sair e voltar a fazer o que estava fazendo antes.
Sorrio e me aproximo vagarosamente, sem tirar meus olhos dos seus.
— Quer saber o que eu estava fazendo antes? – passo a língua pelos meus lábios — Estava no banho me tocando e pensando em você deitada em minha cama gemendo meu nome e me pedindo para ir mais fundo, mais fundo... – suspiro e encaro seus olhos arregalados — Você não tem noção do que te espera.
— Se você tocar em mim eu grito... Grito com todas as minhas forças. – ela fala logo após cair sentada na cama.
— Grita, garotinha... Só vai me deixar mais excitado!
Hazel se levanta da cama e corre para o banheiro se trancando lá enquanto eu me deito preguiçosamente em sua cama, e espero ela sair. Ao sair do banheiro vejo que ela está enrolada na toalha e aquilo me acende mais uma vez.
— Você pode, por favor, sair daqui? – a irritação na sua voz me excita ainda mais — Eu pensei que já tinha ido embora.
— Você conseguiu mesmo esconder tudo isso
debaixo daquelas roupas? – falo mapeando cada centímetro do seu corpo — Acho que vou mandar um bônus a mais para os seus pais. Eles capricharam em você. – me levanto e vou até ela que não se move.
— O que você... – ela tenta falar, mas sua voz falha quando meus dedos tocam a ponta de sua toalha — Saia de perto de mim. – puxo a toalha deixando-a nua, e percebo ela apertar as próprias mãos contra o corpo.
— Linda... Você é simplesmente linda!
Hazel está totalmente corada, e mantém a cabeça baixa, puxo seu queixo para cima obrigando-a a me olhar, e quando nossos lábios iam se tocar alguém bate na porta e me chama.
— Espero que seja realmente urgente, Anthony, você interrompeu algo que eu queria muito e vou descontar todo o meu mau humor em você. – falo irritado, pensando que se não fosse esse desgraçado, ela iria deixar que eu a beijasse.
— Por que está vestido assim? Você esqueceu que temos que nos vingar daquela ganguezinha de merda que ateou fogo em um dos nossos clubes? – ele me olha confuso.
— Eu... Me espera lá embaixo! Droga! – me visto na força do ódio e pode ter certeza de que essa noite vou moer ossos.
...****************...
— Olha... Hoje você caprichou! Gostei de ver. Estava mais cruel do que de costume. – Anthony fala lembrando do infeliz que torturamos.
— Como eu disse antes, você atrapalhou algo importante! – olho de cara feia pra ele — Mas, antes que você e Mayra saibam por outras pessoas vou falar com os dois de uma vez.
– ele me olha esperando que eu continue, mas me nego — Vou falar quando chegarmos no bar em que ela está nos esperando.
Ao chegar no bar Mayra já vem ao nosso encontro com três garrafas de cerveja na mão. Pego a minha e viro enquanto Anthony diz:
— Ele tem algo para nos contar... E ele nunca tem algo para nos contar!!
— Pode tratar de abrir essa boca linda que Deus te deu! Vamos logo. – Mayra fala animada, me fazendo revirar os olhos.
— Vou me casar, depois do natal! – eles me olham e começam a rir — Podem rir, mas é verdade.
— Vai casar-se com quem? Você sequer namora! – Mayra provoca.
— Diz para mim que você não caiu no golpe da noiva árabe? – Anthony fala prendendo o riso.
– Vocês são tão irritantes. Não está mais aqui quem falou. – viro a minha cerveja de uma vez — Se quiserem ir ao casamento ou não, tanto faz. Agora vou embora, para tentar continuar de onde parei quando esse idiota me interrompeu.
Saio quase correndo do bar, enquanto minha mente fica lembrando da imagem dela nua o tempo todo, e da sensação, do calor dos lábios dela quando estavam próximos aos meus.
Meu corpo acende e aquece novamente, e subo a escada devagar, sem querer quebrar o silêncio do ambiente. Vou até o quarto dela e vejo que já está dormindo, infelizmente não será hoje que irei terminar o que comecei, mas não saio daqui sem sentir o sabor dos seus lábios outra vez.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 155
Comments
Joelma Portela
Mayra vai se dar bem com a Lind, duas doidas kkkkkk
2024-08-24
1
Joelma Portela
kkkkkkkkkkkk desse jeito fiquei molhadinha
🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥
2024-08-24
1
Joelma Portela
kkkkkkkkkkkk vai deitar cama e ainda vai rebolar no majestoso(🍆)do Dean
2024-08-24
0