Algumas semanas depois.
Sophia e Lena estão voltando para casa depois de mais um dia cansativo de trabalho.
Lena _ E então como que tá o namoro com o bonitão?
Sophia _ O namoro de fachada com o Gabriel está indo bem, mas confesso que sinto um pouco de remorso. A avó dele me trata muito bem, e fico mal por ter que mentir para ela. A dona Estela é tão fofa e não merece ser enganada assim.
Lena _ Entendo como se sente. Mas, me diga, o Gabriel já tentou alguma coisa com você? Te beijar, passar a mão?
Sophia _ Não, na verdade ele sempre me trata com respeito quando estamos sozinhos. Só se aproxima mais quando estamos perto da avó dele.
Lena _ Isso tudo é muito estranho. Por que o Gabriel precisa fingir ter um relacionamento se ele pode ter qualquer mulher que quiser?
Sophia _ Eu também já me questionei sobre isso várias vezes, mas não tenho uma resposta. Nós não conversamos muito sobre sua vida pessoal, mal trocamos algumas palavras.
Lena _ (olhando para Sophia com uma expressão intrigada) Sabe, Sophia, eu estive pensando... Será que o Gabriel é gay? Eu achei que com o tempo ele iria tentar algo, mas o homem parece um iceberg.
Sophia _ Confesso que essa possibilidade dele ser gay, já passou pela minha cabeça. Talvez ele não tenha coragem de se assumir por causa da avó, ele pode ter medo que ela não o aceite.
Lena _ Se for verdade, talvez ele esteja se escondendo atrás desse namoro de fachada para não ter que se explicar para ninguém.
Sophia _ É uma hipótese interessante. De qualquer forma não importa o motivo dele está fazendo isso, fizemos um acordo e vou cumprir até o final, só fico mesmo com pena da avó dele, que está criando muita expectativas nesse namoro, ela sempre dá um jeitinho da gente ficar mais tempo juntos.
Lena _ Será que um dia ele vai confiar e contar a verdade para você?
Sophia _Espero que sim. Enquanto isso, estou disposta a apoiá-lo nesse jogo de aparências, desde que ele continue me tratando bem e respeitando meus limites.
Lena _ O Gabriel não tem como ter certeza dos motivos dele, só podemos supor, mas você conta aí porque nunca namorou ninguém, não foi por falta de pretendentes, sempre tem um interessado e você sempre foge. O pai da Bia é um que vive de olho em você, às vezes até chega atrasado de propósito só para puxar conversa com você.
Sophia _ Claro que não, o coitado tem que se virar sozinho para cuidar da filha e trabalhar, por isso as vezes ele se atrasa.
Lena _ Você não respondeu minha pergunta, porque você nunca namorou? Qual é o mistério por trás disso?
Sophia _ Não tem mistério nenhum, eu só nunca me interessei por ninguém.
Lena _ Mentira, você vivia babando pelo professor de educação física e depois que ele mostrou interesse, você fez como sempre fugiu dele.
Sophia _ Chegamos, obrigada pela carona.
A Lena tentou dizer mais alguma coisa, mas a Sophia desceu rápido e se despediu logo. E de novo ela teve a mesma sensação de está sendo observada.
Ela entra em casa e encontra o pai terminando de fazer o almoço.
Sophia _ Que cheiro bom pai.
Ricardo _ Estou fazendo peixe recheado está quase no ponto.
Sophia _ Eu vou tomar um banho rapidinho e já desço. Pai.
Ricardo _ Sim, filha.
Sophia _ Você não está jogando de novo não é?
Ricardo _ Claro que não, ele me procurou mas eu disse que não quero mais jogar, aquela foi a primeira e a última vez. Porque está perguntando?
Sophia _ É que acho que eles estão rondando nossa casa. Sempre que estou saindo ou chegando eu sinto que tem alguém me observando.
Ricardo _ Quando você estiver chegando em casa me avisa, para eu esperar na porta.
No dia seguinte.
Em um cemitério, Gabriel está de pé diante de um túmulo adornado com flores frescas. Seu olhar está perdido e uma tristeza profunda é evidente em seus olhos. Ele segura o buquê firmemente em suas mãos trêmulas, enquanto começa a falar em voz baixa, dirigindo-se à pessoa que ali descansa.
Gabriel _ Hoje faz cinco anos que você e o nosso bebê partiram.
Murmura Gabriel com a voz embargada.
E ainda sinto a mesma dor intensa como se fosse ontem. Nossos sonhos e planos foram brutalmente interrompidos, e nunca pude sequer conhecer nosso anjinho que partiu antes mesmo de nascer.
Uma lágrima solitária escorre pelo rosto de Gabriel, mas ele permanece firme em sua postura. Ele continua a expressar seus sentimentos, prometendo algo com uma determinação inabalável.
Gabriel _ Eu prometi a você que jamais alguém tomaria o seu lugar em meu coração, e estou cumprindo essa promessa. Espero que você entenda, mesmo não estando mais aqui. Eu preciso ser honesto... esse namoro que estou vivendo agora, não é de verdade.
A tristeza em seus olhos se intensifica enquanto ele fala sobre sua avó e a fragilidade de sua saúde.
Gabriel _ Minha avó está com a saúde fragilizada.
Suspira Gabriel, lutando para conter as emoções.
Ela insiste para eu seguir em frente, encontrar alguém para amar. Eu não consegui negar esse pedido a ela, você sabe o quanto eu a amo e faria qualquer coisa por ela. Por isso fiz esse contrato.
Gabriel fica em silêncio por um momento, permitindo que suas palavras ecoem pelo ambiente tranquilo do cemitério. Ele se agacha lentamente, colocando o buquê de flores cuidadosamente no túmulo, como um gesto de carinho e respeito.
Gabriel _ Eu sinto sua falta todos os dias, sussurra ele com voz embargada. E, mesmo que eu tente seguir em frente, nossa história sempre estará presente em meu coração. Eu continuarei honrando nossa memória e mantendo viva a promessa que fiz a você.
Gabriel permanece em pé diante do túmulo, perdido em suas lembranças e no amor eterno que nutre por aquela pessoa especial que partiu cedo demais.
Ele ouve passos atrás dele e se vira, ele vê Rosa se aproximando lentamente com um buquê de flores em suas mãos.
Rosa _ Faz cinco anos, mas parece que foi ontem.
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Atualizado até capítulo 125
Comments
Francinete Beck
acho que ela não morreu e a rosa sabe disso
2025-02-22
0
Fatima Vieira
essa Rosa acho q vai aprontar
2024-11-13
0
Marisa Vasconcelos
ixi acho que ele está sendo enganado
2024-10-30
1