Mauro fechou a porta da sala de Gabriel com cuidado, sentindo o peso da culpa pesar em seus ombros. Ele sabia que tinha cometido um erro ao tocar naquele assunto delicado, uma ferida antiga que Gabriel preferia manter enterrada. Mesmo sendo o advogado de confiança de Gabriel e um amigo de longa data, Mauro sabia que havia ultrapassado uma linha tênue.
Enquanto caminhava pelo corredor, Mauro repassava mentalmente suas palavras, lamentando profundamente a indiscrição.
Enquanto isso.
Sophia, depois de uma conversa ao telefone com sua amiga Lena, sentindo-se mais aliviada. Ela desce as escadas em direção à cozinha para preparar algo para o jantar, seus pensamentos ainda voltados para a conversa descontraída que teve. No entanto, assim que ela entra na sala, ela é tomada por um susto terrível.
Sentado no sofá, há uma figura aterrorizante que não estava lá antes.
Esse homem possui uma aparência intimidante e assustadora. Sua estatura é imponente, com uma altura acima da média e uma constituição física robusta, denotando força e poder. Seus olhos, profundos e penetrantes, parecem emanar uma aura de mistério e escuridão, capaz de deixar qualquer um desconfortável. Suas sobrancelhas são densas e franzidas, conferindo-lhe uma expressão séria e intensa.
A pele desse homem é pálida, quase cadavérica, e exibe uma cicatriz, marca que sugere um passado obscuro e violento. Seu rosto, angular é marcado por rugas profundas, transmite uma sensação de frieza e impiedade. A barba mal feita, que parece nunca ter sido cuidada, apenas reforça sua aparência descuidada e ameaçadora.
As roupas escuras e pesadas o envolvem como um manto de sombras. Seus movimentos são lentos e calculados, transmitindo uma sensação de controle absoluto e implacável.
Além de sua aparência física, a atitude desse homem também contribui para o medo que ele inspira. Seu olhar penetrante é acompanhado por uma postura rígida e uma expressão facial inexpressiva, revelando poucas emoções. Sua linguagem corporal transmite uma aura de poder e autoridade, fazendo com que as pessoas se sintam desconfortáveis e submissas na sua presença.
Sophia grita em choque e medo, suas pernas ficam fracas e ela mal consegue articular palavras. Ela pergunta, com a voz trêmula.
Sophia _ Quem é você? O que está fazendo aqui na minha casa?
O homem olhando para Sophia dos pés à cabeça, com um sorriso malicioso.
Homem _ Ah, finalmente nos conhecemos, Sophia. Meu nome não importa, mas posso te dizer que estou aqui para cobrar uma dívida de jogo do seu pai.
Sophia (com a boca aberta, mas sem conseguir falar direito) _ O... O quê?
Homem (ainda sorrindo, agora em pé e encarando Sophia) _ Sim, seu querido pai tem uma dívida de cem mil reais, e estou aqui para garantir que ela seja paga.
Sophia sente seu coração acelerar, um medo toma conta dela, ela não podia acreditar no que estava ouvindo.
Sophia _ Como assim? Meu pai nunca mencionou sobre jogo, o senhor está enganado.
Homem (dando uma olhada penetrante em Sophia) _ Não há engano nenhum. Seu pai tem uma semana para quitar essa dívida. Caso contrário, você será a responsável pelo pagamento.
Sophia sente um arrepio percorrer sua espinha ao ouvir aquelas palavras. A ideia de ser arrastada para uma situação tão perigosa e desconhecida a deixa ainda mais apavorada.
Sophia (com a voz trêmula) _Isso... Isso é um absurdo! Não tenho como pagar uma quantia tão grande!
Homem (gargalhando de forma arrepiante) _ Bem, Sophia, quem disse que eu esperava que você pudesse pagar? Na verdade, agora que conheci você, preferiria que seu pai não pagasse a conta. Seria muito mais interessante para mim.
Sophia não conseguia mais dizer nada, seus olhos estavam arregalados e suas pernas não obedeciam.
O homem vendo o estado de Sophia, resolveu encerrar sua visita, mas antes de sair deu o seu último aviso.
Homem _ Nem pensem em tentar fugir, eu tenho pessoas seguindo seus passos, eu nunca deixo de receber o que me devem, de um jeito ou de outro essa dívida será paga e espero que seja com o seu lindo corpo.
Sophia sente um frio na espinha ao ouvir aquelas palavras, percebendo que está diante de alguém implacável e perigoso. A incerteza e o medo se misturam em sua mente.
Incapaz de se mover, ela permanece ali até que seu pai apareça.
Um tempo depois ele chega em casa.
Ricardo _ Filha, o que faz parada aí?
Só aí Sophia que não conseguia mover um músculo relaxa um pouco o corpo.
Sophia _ Pai, o que o senhor fez? que dívida é essa de jogo?
Ricardo (Assustado com o comentário da filha) _ Do que você está falando ?
Sophia (Ainda tremendo) _ Um homem mal encarado veio aqui cobrar uma dívida no valor de cem mil reais
Ricardo (Correu até a filha preocupado) _ Ele machucou você?
Sophia _ Não, mas ele disse que se essa dívida não for paga em uma semana, eu pagarei com o meu corpo.
Ricardo _ Filha me perdoa, eu não queria colocar você em perigo. Você deve ir para a casa da sua tia no interior, eu vou dá um jeito aqui.
Sophia _ Que jeito papai?
Ricardo _ Eu vou vender a nossa casa e pagar o que devo a ele.
Sophia _ Você não pode vender a casa.
Ricardo _ Como assim?
Sophia _ Eu sei do empréstimo que o senhor fez, dando nossa casa como garantia e se essa dívida não for paga até o final do mês, nós seremos despejados daqui.
Ricardo _ Eu sinto muito, não se preocupe eu vou dá um jeito, mas você precisa ir imediatamente para a casa da sua tia, lá você vai está segura.
Sophia _ Não vai adiantar ir para o interior, ele deixou alguém nos vigiando, e avisou para não tentarmos fugir. Como a gente vai arrumar esse dinheiro em uma semana?
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Atualizado até capítulo 125
Comments
Fatima Vieira
coitada com esse pai
2024-11-10
0
Marisa Vasconcelos
sempre esses pais faz a merda depois vem pedir perdão afff
2024-10-30
0
Maria Do Socorro Bezerra
Coitada, ter um pai desse é conviver com o inimigo.
2024-09-15
0