capítulo 8

Capítulo 8: Declaração

 

Rosalind olhava fixamente para a imagem do Rei Vamil, enquanto seus dedos tremiam de ansiedade. Aquela figura representava um homem cruel e seus filhos não eram diferentes. Entregar sua irmã nas mãos deles significaria condená-la à tortura e sofrimento.

— Eu me recuso — declarou Rosalind, com voz trêmula.

O homem a encarou com um olhar de surpresa.

— O que? Ainda não entendeu sua situação aqui, princesa? — perguntou ele, com arrogância.

— Eu já disse... Eu me recuso! — afirmou ela novamente, com determinação.

O homem desligou a chamada abruptamente.

Abalada emocionalmente, a princesa caiu de joelhos, ofegante, sentindo o peso da decisão que acabara de tomar. Sua empregada apareceu na porta, olhando-a com preocupação.

— Alteza? — ela se aproximou, com expressão aflita.

— Chame o mago Herond aqui... urgentemente — ordenou a princesa, olhando-a firmemente.

— Sim, senhora — respondeu a empregada, saindo apressadamente da sala do trono para buscar o mago.

Enquanto isso, a princesa Rosalind se recuperava, levantando-se e caminhando até o seu trono.

No castelo de Ryen, ele estava na sala do trono junto com Fenrir quando Leecya e Freya se aproximaram, trazendo consigo algumas ideias para ajudar Ryen em seus planos.

— Precisamos contratar empregados — falou Freya.

— Formar um exército também seria de grande ajuda — sugeriu Leecya.

— Eu sei disso, mas ainda não tive a oportunidade de conhecer outros reinos, e você sabe disso, Freya — respondeu Ryen.

Freya começou a rir, quando uma voz surgiu em sua cabeça.

Princesa, está me ouvindo?

Ao ouvir a voz, Freya sentiu uma leve tontura. Ryen se levantou do trono e a segurou, sem entender o que estava acontecendo. Ela olhou para ele e se recompôs, fechando os olhos.

— Estou ouvindo, mago Herond — respondeu ela em pensamentos.

O mago explicou a situação para Freya, que abriu os olhos, revelando um olhar de desespero. Ryen, Fenrir e Leecya se preocuparam com o que ela tinha a dizer.

— O reino está em perigo! Abra um portal para o castelo, Ryen! — ela disse, olhando desesperada para Ryen.

— Espere, como assim o reino está em perigo? A rainha dos demônios despertou? — perguntou ele, preocupado.

— Não tenho muito tempo, mas um rei conhecido como Vamil Lynchfield declarou guerra contra Atalanta. Ele queria que minha irmã entregasse tanto a mim quanto o reino, mas ela recusou — respondeu Freya, revelando a gravidade da situação.

Ao ouvir isso, ele estendeu o braço e permitiu que um portal se formasse. Leecy e Fenrir se aproximaram, mostrando interesse em acompanhar Freya, já que ela era uma importante integrante do grupo.

— Eu não vou me meter nisso — Ryen olhou para Leecya e Fenrir — e vocês também não deveriam.

— Por favor, deixem que eles vão comigo. Já que você não estará lá, eles podem ajudar — respondeu Freya, suplicante.

Ryen balançou a cabeça, permitindo que o lobo e Leecya fossem com Freya.

— Obrigada, sabia que você entenderia a situação — disse Freya, colocando a mão no ombro de Ryen, enquanto caminhava em direção ao portal, seguida por Fenrir e Leecya.

Ryen suspirou, sentando-se no trono. Ele sabia que deveria acompanhar o desenrolar da guerra, então criou uma pequena esfera como uma bola de cristal para monitorar tudo.

Enquanto isso, o portal de sombras surgiu diante de Rosalind, fazendo-a pensar que era o homem mascarado novamente.

— Agora não é hora! — exclamou Rosalind, pegando sua espada e se levantando, pronta para atacar o portal.

No entanto, ao sair do portal, Freya segurou a espada de sua irmã, deixando-a confusa e, ao mesmo tempo, feliz.

— Irmã! — exclamou Rosalind, largando a espada e abraçando-a.

— Estou de volta, maninha, e trouxe ajuda para essa batalha — disse Freya, sorrindo.

— Espera, você está dizendo que fez um acordo com o Rei das Sombras? — perguntou Rosalind, surpresa.

— Bem... sim, mas ele não pode se intrometer, então enviou ajuda — respondeu Freya, olhando para o portal.

Neste momento, Leecya e Fenrir saíram do portal, deixando a princesa Rosalind surpresa ao se deparar com um enorme lobo e uma elfa ao lado de sua irmã.

Os heróis apareceram na sala após o portal se fechar. Fenrir sentiu-se ameaçado pela presença de Kanato e Keiko, rosnando em desaprovação. Freya percebeu o motivo e, com um olhar calmo, conseguiu acalmar o lobo, mas Leecya ficou confusa com a atitude dele.

— Bem-vinda de volta, alteza — disse Kanato, curvando-se diante de Freya.

— Não é hora para boas-vindas. Preparem os soldados, pois a guerra está prestes a começar — ordenou ela.

— Então ela também é a comandante do exército Real. Por que não estou surpreso? — comentou Ryen, enquanto observava atentamente.

No reino de Ymir, o rei Vamil preparava-se junto com seus soldados para marchar em direção a Atalanta. À frente do exército estava um jovem homem na casa dos vinte anos e uma garota que aparentava ter dezenove anos.

— Pai, então Freya recusou o acordo? – perguntou o jovem homem.

— Sim, meu filho. Por isso vamos conquistá-la à força – respondeu Vamil.

— Pai, também não se esqueça de que você prometeu arranjar um noivo para mim, não apenas para Datho – falou a garota.

— Ouvi dizer que no reino de Atalanta existem heróis. Quando conquistarmos o reino, farei um deles se casar contigo, Chelli – afirmou Vamil.

Ambos irmãos sorriram quando o general ergueu seu braço e deu ordens para o exército avançar em direção a Atalanta. No castelo, Ryen observava como um rei que agia nas sombras, torcendo para Atalanta não por vontade própria, mas por causa de Freya e Rosalind. Se dependesse apenas dos tais heróis, ele deixaria que Ymir pisasse no reino.

— Não – Ryen deu um sorriso. Ele tomaria os dois reinos e governaria como um rei.

Enquanto isso, Freya caminhava entre as filas de soldados ao lado de Leecya, montada em Fenrir. Rosalind se aproximou deles.

— Tenho que agradecer ao rei das sombras. Você e seu lobo parecem fortes – disse Rosalind olhando para Fenrir.

— Eu não sou o lobo dela – respondeu Fenrir, deixando Rosalind surpresa.

— O- o lobo fala?! – reagiu Rosalind.

— Se me permite, princesa, será que pode me emprestar uma espada? – pediu Fenrir.

Ao ouvir isso, Ryen abriu um portal de sombras e entregou a espada de Fenrir para ele.

— Obrigado, mestre – agradeceu o lobo, pegando a espada com a boca, e o portal se fechou.

Ao avistar o lobo com a espada na boca, uma sensação familiar invadiu Ryze. Parecia que ele reconhecia aquele lobo, mas ele decidiu ignorar essa intuição quando Freya passou por ele e se aproximou do seu cavalo.

— Perfeito! — Freya montou em seu cavalo, enquanto Leescya estava ao seu lado, montada em cima de Fenrir. — Vamos atacar!

Freya e Leescya seguiram à frente, liderando o caminho, com o exército e os heróis diligentes os seguindo. Enquanto isso, Ryen observava com ansiedade do alto de seu castelo, ansiando para testemunhar a batalha iminente, um sorriso de expectativa iluminando seu rosto.

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Cleide Almeida

Cleide Almeida

Ryen é bom em fazer estratégias

2024-01-26

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