Capítulo 2: traição
Todos eles adentraram corajosamente o corredor escuro da dungeon, segurando tochas encontradas na entrada principal para iluminar seu caminho. Kentaro sentiu uma estranha sensação, uma expectativa misturada com a possibilidade de encontrar monstros, algo comum em jogos. Caminharam até chegarem a uma porta gigante de pedra.
— Vamos procurar por uma chave— disse Kentaro, virando-se e dando ordens.
Kanato e as meninas hesitaram inicialmente, mas decidiram obedecer enquanto ele iluminava a porta com sua tocha. Após examinar cuidadosamente, um símbolo parecido com um botão se tornou evidente.
— Encontrei! — exclamou Kentaro, chamando a atenção de todos.
Em seguida, ele pressionou o botão, fazendo a dungeon tremer e a porta se abrir.
Koong~~~
Atrás da enorme porta, encontraram uma sala com um altar no centro. Intrigados, eles se aproximaram do altar enquanto exploravam o local.
— Princesas, magos e agora uma dungeon
comentou Ryze, direcionando sua tocha em direção a uma estátua que parecia representar uma deusa.
— É curioso, uma dungeon sem monstros– observou Kentaro.
— Deve ser diferente dos jogos
respondeu Kanato, tentando se libertar da frustração de não encontrar os tradicionais inimigos que esperava enfrentar.
— Meninos, olhem aqui, chamou Mari a atenção de Kanato e Ryze, mostrando um botão que havia encontrado. Kentaro se aproximou curioso, querendo saber do que se tratava.
— E se apertarmos? —, sugeriu Kanato, com um sorriso no rosto ao observar o botão de pedra.
— Kanato, dungeons não são confiáveis— alertou Kentaro, preocupado com as possíveis consequências.
—Desde quando você está no comando?— retrucou Kanato, ignorando as palavras de Kentaro.
Sem pensar duas vezes, ele apertou o botão, fazendo o ambiente iluminar-se com tochas enquanto vários monstros surgiam repentinamente, assustando não apenas Mari, mas todos ali presentes.
Apesar do aviso de Kentaro, Kanato decidiu ignorá-lo, como de costume. Isso era algo comum, já que tanto Kanato quanto Ryze frequentemente desconsideravam os conselhos de Kentaro, o que acabava resultando em confusões desnecessárias.
Kentaro deu um passo à frente, empunhando sua espada, e correu em direção aos monstros, que pareciam ser mais fracos.
Corta, corta, corta....
Kentaro avançou, cortando os goblins à sua frente, abrindo caminho para a saída. Os outros membros do grupo seguiram o exemplo de Kentaro e o acompanharam enquanto se aproximavam da porta.
— Rápido, vão! — ordenou Kentaro, incentivando as meninas a irem primeiro, seguidos por Kanato e Ryze.
Enquanto se aproximava da saída, Kentaro foi cercado por goblins. Ele deu alguns passos para trás, buscando espaço para se defender, quando algo inesperado aconteceu.
— Foi mal, Kentaro, mas você é desnecessário aqui — disse Kanato, com uma expressão fria.
Num gesto repentino, Kanato fechou a porta da saída, deixando Kentaro preso dentro daquele espaço hostil.
*Baaam!!!*
O barulho ensurdecedor da porta fechando ecoou pelo corredor, pegando Kentaro de surpresa e baixando sua guarda por um momento. Foi nesse instante que ele foi atingido por uma facada de um dos goblins em seu ombro.
“Aaaahhh!”
ele gritou
sentindo uma dor lancinante enquanto Kanato, Ryze e as meninas deixavam seu colega para trás, fugindo da dungeon sem olhar para trás. Kentaro ficou ali, ferido e traído, lutando contra os goblins que o cercavam.
Um enorme goblin surgiu com uma espada cimitarra gigantesca. Kentaro arregalou os olhos ao perceber que não era um goblin comum, era o rei dos goblins. O rei ergueu sua espada e avançou em direção a Kentaro, pronto para atacá-lo.
*Krack!*
Kentaro conseguiu desviar do golpe da espada, mas acabou sendo perfurado pela lança de um dos goblins menores. A dor lancinante o fez soltar um grito agudo e, ao mesmo tempo, cuspir sangue, manchando o chão enquanto ele lutava para se manter de pé.
— Ah, droga! Eu realmente vou morrer assim? — murmurou Kentaro, enquanto sua esperança desaparecia lentamente. Ele tinha plena consciência de que suas chances de sobrevivência eram mínimas. Começou a se arrepender das escolhas que o trouxeram até ali. Porém, antes que pudesse perder totalmente as esperanças, um último golpe do rei goblin arremessou Kentaro contra a estátua da suposta deusa, provocando-lhe o cuspimento de mais sangue. Em meio à dor intensa, os goblins menores o cercaram, perfurando-o com suas lanças afiadas.
— Me diga, você deseja poder?
Uma voz feminina ecoou, fluindo do silêncio ao redor de Kentaro. Essas palavras pareciam tão reais, mas ao mesmo tempo, podiam ser apenas fruto de sua imaginação. Ele se sentia à beira da morte, sua agonia e dor eram insuportáveis. No entanto, uma chama de esperança se acendeu dentro dele.
— Me diga, você deseja poder?
A voz persistia, desafiando Kentaro a tomar uma decisão. Em meio à sua angústia e desespero, ele sabia que precisava escolher um caminho. Se aquilo era real ou não, era algo que ele descobriria naquele momento.
— Eu quero... Eu desejo mais poder! — Gritou Kentaro, sentindo uma fervorosa determinação se apoderar dele enquanto fechava os olhos, preparando-se para o que viria a seguir.
Kentaro abriu os olhos e encontrou-se em um lugar desconhecido, um cenário misterioso que lembrava um limbo. À sua frente, um trono negro estava posicionado, emanando uma aura sombria. Ele sentiu uma presença atrás de si e ao se virar, deparou-se com uma mulher de cabelos negros e olhos penetrantes, cujo olhar refletia a escuridão da noite.
— Bem-vindo, futuro rei das sombras — disse ela, abraçando-o de forma enigmática.
Kentaro sentiu um arrepio percorrer sua espinha, mas também uma estranha sensação de familiaridade. Ele se perguntou como tinha chegado até ali e qual era o significado de tudo aquilo. As palavras da mulher ecoaram em sua mente, despertando uma curiosidade e uma mistura de medo e excitação.
Quem era aquela mulher assombrosa e o que ela queria com ele? Em seu íntimo, Kentaro sentiu uma faísca de poder e coragem se acender. Ele estava prestes a embarcar em uma jornada desconhecida e as decisões que tomasse naquele momento moldariam seu destino. Com o coração acelerado, ele se preparou para descobrir seu verdadeiro potencial e os segredos que o esperavam nas sombras.
— Futuro rei das sombras? — questionou Kentaro, confuso com as palavras da mulher.
Ela se afastou ligeiramente, lançando um olhar enigmático.
— Você deseja poder, mas infelizmente você morreu — declarou ela com um tom sombrio.
A notícia de sua morte o atingiu momentaneamente, mas a mulher continuou, oferecendo-lhe uma oportunidade de ressurgir, bastando apenas sentar-se no trono e tornar-se o verdadeiro rei das sombras.
Kentaro sentiu-se dividido. Embora a ideia de ressurgir com poder fosse tentadora, a perspectiva de perder suas memórias o deixava incerto. Durante um momento de confusão, ele perguntou:
— Posso ressurgir com minhas memórias intactas?
A mulher assentiu, explicando que apenas seus olhos e seu nome seriam alterados.
A revelação despertou uma chama dentro de Kentaro. Ele sabia que voltar com suas lembranças poderia ser uma oportunidade de se vingar de Kanato que o havia traído e causado a sua morte. Um sorriso sombrio se formou em seu rosto determinado, e ele começou a caminhar em direção ao trono, sua decisão estava tomada.
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Cleide Almeida
vou adorar ver ele fazendo aquele grupinho sofrer
2024-01-26
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