capítulo 4

Capítulo 4: o dragão e a elfa

Com a insistência da Elfa, Ryen aceitou que ela o seguisse como uma serva, mesmo que ainda não confiasse totalmente nela. Afinal, ele não sabia nada sobre os elfos naquele mundo e precisaria que Leecya provasse sua confiabilidade.

— Então... Leecya, você poderia me contar um pouco mais sobre os elfos?— Ryen perguntou, olhando para ela em busca de informações.

Leecya fez uma pausa, claramente pensando um pouco antes de responder:

—Nós vivemos em harmonia com a natureza, somos habilidosos no uso de arcos e excelentes em encontrar frutas e sementes comestíveis.

Essa informação despertou o interesse de Ryen, já que seria de grande ajuda saber mais sobre as frutas daquele mundo. Ele sabia que existiam algumas frutas que ele já conhecia, como a maçã, mas gostaria de explorar outras possibilidades.

— Certo, e o que estava fazendo no meio da noite na floresta?

— Ouvi dizer que os heróis foram invocados, estava me perguntando se eles me aceitariam no grupo deles— ela deu um sorriso inocente.

Ao ouvir aquilo, Ryen sabia o que poderia acontecer, já que Keiko, claramente com algum treinamento, poderia se tornar tão boa no arco quanto Leecya. Ele queria contar que era um desses heróis que havia sido invocado, mas decidiu deixar isso para depois enquanto ambos caminhavam lado a lado.

Leecya correu na frente e apontou para uma vila. Ryen olhou com atenção para aquela pequena vila que continha cerca de dez casas.

Já estava amanhecendo, então não era necessário descansar na vila.

—Vamos lá, quem sabe eles tenham alguma informação útil — Leecya sorriu para Ryen, tentando convencê-lo.

Ryen suspirou antes de responder.

—Claro, vamos lá.

Leecya deu alguns pulinhos animada e os dois partiram em direção à pequena vila. Ao se aproximarem, notaram um homem de meia-idade olhando para o céu, aparentando preocupação com algo. Isso chamou a atenção da Elfa.

—Com licença, senhor, o senhor está esperando chuva? — Leecya perguntou curiosa.

—Na verdade, há um dragão por perto — respondeu o homem.

—Dragão? — perguntou Ryen surpreso.

—Sim, ele vem e devora nossas ovelhas. Estou observando para ver se ele vai aparecer hoje — explicou o homem.

A surpresa de Ryen se dissipou quando ele olhou para Leecya. Afinal, se existia magia, princesas, magos e elfos, era quase certo que também existissem dragões naquele mundo. O homem se virou para Ryen, olhando-o de cima a baixo.

—Ei, jovem, você parece ser um lutador formidável. Não quer tentar matar o dragão? Eu e os moradores estamos dispostos a pagar três moedas de ouro.

—Três moedas de ouro? — perguntou Ryen, sem muito interesse.

—Uau, três moedas de ouro é bastante! — respondeu Leecya, olhando para Ryen, animada.

Vendo Leecya animada, o interesse de Ryen subiu um pouco, mas o motivo não era o dinheiro. Ele estava curioso para ver como a elfa utilizava um arco e também queria treinar um pouco mais suas habilidades de sombras, além de sua esgrima.

—Nesse caso, eu aceito — Ryen respondeu.

O homem apontou na direção da montanha.

—O dragão está lá, naquela montanha.

—Certo, vamos lá, Leecya.

Ryen e Leecya caminharam em direção ao dragão, enquanto o homem exibia um sorriso misterioso, o que deixou Ryen desconfiado.

Enquanto Ryen e Leecya se dirigiam ao suposto dragão, outra cena se desenrolava em um local distante.

Freya havia convocado uma reunião com Kanato, Ryze, Keiko, Mari e Emi para discutir sobre a dungeon que havia sido concluída. Ela explicou a situação a todos eles.

—O quê?! Alguém matou o rei da dungeon em que Kentaro foi morto?! — exclamou Keiko, surpresa.

—Exatamente. Irei viajar para o local da dungeon e procurar pistas sobre quem matou o rei — respondeu Freya.

—Devemos ir juntos? — perguntou Kanato.

Freya suspirou antes de responder com seriedade:

—Não. Vocês ainda são fracos. Eu e minha irmã não queremos perder mais um de vocês.

Freya sabia que se levasse algum deles, suas vidas estariam em risco. Ela saiu da sala, dirigindo-se ao seu cavalo, determinada a seguir em sua jornada.

Ryze olhou para Kanato, que permanecia calmo, mesmo após ter perdido seu amigo naquela dungeon. Eles sabiam que precisavam treinar e se fortalecer para enfrentar desafios cada vez maiores.

Voltando a Ryen e a Elfa, os dois haviam chegado à toca do dragão. No entanto, Ryen percebeu que estavam sendo observados e deu alguns passos em direção à presença oculta.

—Eu sei que você está aí, saia! — gritou ele, emitindo uma ordem.

Leecya, confusa, olhou ao redor, tentando encontrar a pessoa que Ryen estava chamando. De repente, o enorme dragão negro saiu da toca em que estava escondido, surpreendendo a ambos.

—Por favor, vão embora. Eu vivo em paz aqui — falou o dragão, dando um aviso aos dois.

Ryen ficou estupefato ao ouvir o dragão falar, enquanto Leecya permanecia confusa.

—Aquele maldito caçador está tentando me matar. Peço que não o ouçam — implorou o dragão.

O rei das sombras percebeu que aquele homem não estava preocupado com as ovelhas e também notou que a vila parecia abandonada, já que ninguém além do homem estava presente.

—Mestre Ryen? — questionou Leecya.

—Certo, dragão, vamos fazer um trato — falou Ryen, se aproximando do dragão.

—Que tipo de trato? — perguntou o dragão, abaixando a cabeça em direção a Ryen.

—Eu vou matar o caçador... Mas você precisa me responder uma pergunta: sabe onde fica o Castelo Negro? — questionou Ryen.

O dragão refletiu por um momento e, finalmente, assentiu com a cabeça.

—Claro, eu aceito o seu acordo.

Ryen sorriu, afastando-se do dragão e da Elfa.

—Mestre? — Leecya aproximou-se de Ryen, com uma expressão preocupada.

—Fique aqui. Caso ele tente fugir, você pode acertá-lo com uma flecha —respondeu Ryen, indo em direção ao caçador.

 Ele verificou rapidamente se Leecya o estava seguindo, mas ao perceber que não, saltou do topo da montanha, suas asas de sombras emergiram das suas costas enquanto ele caía.

O homem estava aguardando ansiosamente quando Ryen o surpreendeu, pousando silenciosamente atrás dele com suas asas de sombras recuendo. O homem virou-se para Ryen, um sorriso ansioso no rosto.

—Então, como foi? Conseguiu matar o dragão? — perguntou o homem.

Ryen não respondeu imediatamente. Ele ergueu sua espada de sombras, enviando duas sombras para vasculhar as casas abandonadas da vila em busca de pistas sobre o seu abandono.

Enquanto as sombras exploravam, Ryen percebeu que a vila estava completamente deserta, sem sinal de vida ou qualquer indicação do motivo pelo qual havia sido abandonada.

—Dragão é? — perguntou Ryen, com um olhar penetrante.

O homem deu alguns passos para trás, percebendo que Ryen não era um humano comum. Ele tentou fugir, mas foi imobilizado pelas sombras que emanavam de Ryen.

—Tá bom... Eu admito. Eu queria o corpo do dragão porque sua carne tem um poder imenso — confessou o homem, visivelmente intimidado.

Ao ouvir as verdadeiras intenções do homem, um olhar assassino surgiu nos olhos de Ryen. Em um movimento rápido, ele avançou e cortou a cabeça do homem com sua espada, pondo um fim em sua ameaça.

As sombras retornaram ao corpo de Ryen e ele voltou rapidamente para onde o dragão e Leecya estavam. Ao avistar Ryen, o dragão expressou sua gratidão pela ajuda e cumprimento do acordo.

—Agradeço a você, Ryen. Agora, como prometido, irei levá-lo, juntamente com Leecya, ao destino que tanto almeja — pronunciou o dragão com uma voz grave e imponente.

Com uma elegante batida de suas poderosas asas, o dragão permitiu que Ryen e Leecya subissem em suas costas. Em seguida, eles partiram rumo ao destino desconhecido, voando entre as nuvens e desbravando os céus. Ryen estava esperançoso e determinado a enfrentar os desafios que esperavam por eles.

 

 

 

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Comments

Cleide Almeida

Cleide Almeida

uau tô amando

2024-01-26

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