Os anos foram passando terminei o ensino fundamental e comecei o médio.
O ensino médio não foi muito diferente, porque todos os alunos foram para o médio e praticamente todos se conheciam, e eu continuava a ser a garota das pedras, ou a pobretona das pedras.
Eu sempre cuidando da minha vida e não me importando com que eles falavam ou fazia, eu já tinha dezasseis anos, e comecei a procurar um emprego para ajudar a guardar dinheiro, para o meu curso.
Procurei e logo encontrei numa mercearia, eu fazia de tudo, desde limpar a loja, até ajudar a descarregar as compras.
Eu gostava, era útil, eu estudava de manhã, e a parte da tarde eu ia trabalhar até as cinco da tarde na mercearia, não ganhava muito, mas já ia a depositar na minha conta, para na hora de pagar a matrícula e a mensalidades, e conseguir realizar o meu sonho.
As vezes chegava tarde em casa, se estivesse claro eu dava uma volta rápida, entre as pedras do lago, encontrava uma pedra e voltava para casa, não demorava muito, por que escurecia rápido, as vezes minha mãe junto com meu pai vinha me encontrar, por que estavam preocupados.
Os meses foram a passar, eu já estava a cursar o último ano do ensino médio, logo apareceu um garoto na escola, ele veio trasferido, ele era lindo.
Fiquei de boca aberta com o rapaz, e como muitas outras garotas, acabei-me apaixonando por ele, onde vi ser um riquinho mimado, e que só tinha valor para ele, se tivesse dinheiro.
Na cidade havia algumas garotas com condições financeiras boas, filhas de família rica, ou de classe média alta.
Eu como muitas da escola, fazíamos parte da classe pobre, assalariado, então, sem hipótese daquele garoto se quer olhar para nós.
Eu trabalhava, não ligava para roupas ou sapatos, queria era guardar para a faculdade, e o principal era seguir firme e ir para a faculdade, esse era o objetivo, e sabia que aquela paixão, era platónica.
Não ficava pensado no lindo garoto já sabendo que as hipóteses dele se quer olhar para mim, eram zero.
Ainda mais com a minha fama de lunática, ou a pobretona das pedras, ou garota das pedras e isso as vezes irritava-me, mas acabava a deixar de lado.
No fundamental, logo que mudei de escola, arrumei uma amiga, e sempre andamos juntas desde que nos conhecemos.
O nome dela era Shirley, eu gostava de mais dela era como se fossemos irmãs, e ela sempre dava umas palavras de consolo.
Shirley: não fique triste Day, vocês era grande e muitos vão observar o seu brilho, e todos que ficam a fazer isso com você, vão ter que olhar-te e dizer, é a garota das pedras conseguiu, além de linda ricaça, kkkk.
Dayana: nos davamos risada, e continuavamos a sonhar.
Shirley, queria fazer faculdade de medicina, e seus pais também, estavam empenhados para que ela fosse para a faculdade.
O dia que o garoto chegou, ele foi mandado para a minha classe e passou a sentar do meu lado esquerdo, ele evitava olhar para mim, na hora que ele entrou na sala, o nosso olhar cruzou-se, mas disfarcei e continuei a olhar no livro, fazendo de conta que era um rapaz normal chegando, o meu coração bateu rápido, mas procurei não dar a mínima atenção a presença dele, a professora começou a chamar a frente para apresentar um projeto, não demorou muito foi a minha vez, mesmo com as pernas tremendo falei o que precisava, e que tudo dependia aquela apresentação.
E apresentei foi ótimo, a professora elogiou, eu voltei para o meu acento, ao chegar perto escuto a conversa do garoto com um colega.
E falou: até que é bem bonita, mas é pobre, ai o outro garoto já conhecia a minha fama falou:
Garoto: ela além de ser pobre e meio doida ou lunática, vive no lago, colecionando pedras.
Garoto recém-chegado, falou:
É bom eu saber, quero distância, eu ouvi e fiz que não foi comigo, fiz o que a professora pediu, apresentei o trabalho que fiz sozinha.
Logo foi chamado outro aluno, eu fiz de conta que aquele garoto mimado, não, existia.
Me sentei e comecei a prestar atenção na apresentações seguintes.
Ele de vez enquando me olhava, mas disfarçava.
O nome do garoto mimado, era Igor Molina, no intervalo fiquei a saber dele enquanto estava a usar o casa de banho, as garotas falando, que ele veio para essa escola como castigo, que ele estava numa escola particular.
Mas não levava a sério o estudo, o seu pai fez ele voltar e terminar numa escola da prefeitura.
E que não gostava de pobre, porque todos que se aproximava dele, eram interesseiros, então eu não chegava perto.
Por que sempre ouvia comentários, que faziam os ricos, que pobreza pega, e para não pegar é melhor manter distância.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Anonymous
Eu trabalhei a minha vida toda com Educação Escolar. Desde a pré-escola, fundamental, ensino médio e cursos técnicos e faculdades. Sempre teve essas atitudes hipócritas de muitas pessoas, não somente ricos mas também de alguns menos favorecidos para medir em forças. Fpi um caminho longo, dolorido, que muitas vezes cheguei a querer desistir de trabalhar com Educação. Mas o meu propósito maior venceu. Isso aconte é muito por si erros fatores: Famílias desestruturadas sem colocarem limites desde crianças e ensinarem os reais valores da vida. Passar a mão em uma criança não quer dizer que não ama, muito pelo contrário, fazer entender que o mundo não gira em torno de si. Tem que ter muita sabedoria para lidar com esse tipo de desvio de caráter desde a fase infantil, somente assim não possamos ter criança as, jovens e adultos com esse tipo de personalidade doentia.
2025-02-24
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Maria Aparecida Nascimento
Os alunos não tem respeito com as pessoas fica humilhando as pessoas fazendo bullying com as pessoas
2025-01-21
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Ecleilda Justino
esses babacas se acham só pq tem dinheiro mais o bom e que sempre se apaixona por uma pobre kkkkkk
2025-02-13
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