Capítulo 11
* Fica? *
Nina
Tom vai tomar banho e eu fico esperando. Depois que ele fecha o chuveiro ele demora muito pra sair do banheiro.
-- Tom\, tudo bem?
-- Não.
-- Por quê?
-- Eu não consigo me abaixar para me vestir.
-- Se enrola na toalha e abre a porta.
-- O que? -- ele me pergunta abrindo a porta.
-- Você ainda está molhando.
Eu pego uma toalha e seco as pernas e os pés de Tom.
-- Tom vou vestir a boxer e a calça até onde você alcançar\, aí depois você termina de vestir.
-- Você é inteligente Nina.
-- Obrigada.
Mas percebemos que com a boxer nas coxas não dá pra colocar a alça.
-- Vou sair depois eu volto.
Eu volto e ele não se enrolou na toalha está apenas com a boxer branca. Acho que fiquei vermelha. O ajudo também a secar os cabelos e costas.
-- Obrigado Nina\, você fica linda vermelha!
-- Para Tom\, você está me deixando envergonhada hoje.
-- Desculpa sou bobo\, não sei bem como me comportar perto de você.
-- Por quê?
-- Não sei também\, mas eu estava ansioso pra te ver.
-- Vem comer o seu lanche\, pede outro.
-- Obrigado por ter vindo!
-- Não tem o que agradecer\, eu também queria vir.
-- Coloca o seu número aqui. -- Tom me entrega o seu celular.
Eu coloco e ele me dá um oi e eu salvo o número dele. Tom pede o lanche.
-- Obrigado pelas bolachinhas.
-- Ah por nada eu fiz hoje os bebês adoram.
-- Vem cá. -- ele me chama para perto da cama dele e eu levo uma cadeira.
-- O que mais vocês fizeram em casa hoje?
-- Nada eu li e estudei\, passei a maior parte da tarde no quarto. De manhã fiz as bolachinhas e fiquei com os bebês.
-- E você o que fez hoje?
-- De manhã dei meu depoimento à polícia\, planejei fugir umas duas vezes\, almocei com Ben e com a minha mãe\, e dormi o restante do dia.
-- Mas você viu que precisa mesmo ficar aqui\, sua cabeça dói se você abaixar.
-- Dói.
-- Não está mais nervoso?
-- Agora que você está aqui não.
Eu sorri sem graça.
-- Você fica até eu dormir?
-- Fico. Acho que você vai dormir logo está com sono.
-- Não estou só parece.
-- Ah sim.
A mulher entra com o lanche de Tom, ele pediu para mim também.
-- Você não achou que eu iria comer sozinho achou?
-- Eu achei.
Nós lanchamos e depois Tom me fez ir à lanchonete do hospital comprar uma barra de chocolate. Ele me fez dizer várias vezes o que eu teria que falar na lanchonete.
-- Eu sei falar inglês Tom\, não entendo se falam muito rápido.
Voltei com a barra de chocolate e Tom ficou muito animado.
Ele se levantou e arrumou a cama pediu as almofadas do sofá.
-- Nina me deixa te abraçar?
-- Por quê? -- eu pergunto sem entender.
-- Porque você é muito esperta.
Ele abre os braços e eu não resisto.
-- Tudo isso por causa de um chocolate. -- eu digo.
-- Você sabe que não Nina.
Ele tem um abraço delicioso aperta sem machucar.
-- Quero fazer isso desde quando te vi chorando ontem.
-- Está tudo bem agora.
-- Vamos escolher um filme\, olha arrumei a cama pra você deitar comigo.
-- Tom.
-- A vem não tem problema Nina\, não vou fazer nenhuma gracinha.
-- Mas será que as enfermeiras não vou achar ruim.
-- Ah isso não.
Me deitei com Tom e escolhemos uma comédia romântica teve uma cena mais quente, mas Tom tampou os meus olhos dizendo que eu não podia ver isso.
Eu não questionei nem disse nada, me lembrei da conversa no carro com as meninas.
-- Tom você não dormiu.
-- É\, fica mais um pouco.
-- Escolhe um filme desinteressante aí pra eu dormir.
A enfermeira entrou e medicou o Tom.
-- Tom use o banheiro que esse medicamento vai te dar sono. -- a enfermeira disse saindo do quarto.
Ele foi ao banheiro na volta se deitou de lado me olhando.
-- O que foi?
-- Nada\, você é linda sabia.
-- Sabia a minha mãe sempre diz isso.
-- Ela está certa.
Tom passa o dedo em meu rosto e eu o olho desconfiada.
-- Você está mexendo com a minha cabeça dona Nina.
-- Eu não\, acho que é o coágulo que está.
-- Na noite que te peguei no colo já mexeu e foi antes do coágulo.
-- Tom estou ficando sem saber o que dizer.
-- Não diz nada\, só fica comigo.
-- Como assim?
-- Assim. -- Tom me virá para ele e me beija\, um beijo lento e com carinho eu respondo ao beijo. O meu coração acelera depois do beijo Tom beija a minha testa e me abraça.
-- Promete que volta amanhã?
-- Só depois do meu horário de trabalho.
-- Aceita jantar comigo quando eu me recuperar?
-- Um encontro?
-- É um encontro.
-- Aceito\, mas você vai ter que pedir para o meu pai.
-- Pra você poder sair comigo?
-- É. Não tem coragem?
-- Tenho claro que sim\, o difícil é só falar com ele né.
-- Na falta dele você pode falar com a Ana.
-- Acho que dela eu tenho medo.
Nós rimos ela é brava mesmo.
-- Me dá mais um beijo.
-- Tom você não pediu o outro beijo.
Ele ri e me puxa para ele, nos beijamos e conversamos comemos o chocolate, até Tom dormir, depois que ele dormiu eu me levantei devagar e fui embora. Ainda sem acreditar no que aconteceu.
*Em casa*
Entro pelos fundos.
-- Nina?
-- Aí que susto Ana.
-- Por que demorou tanto?
-- Esperei o Tom dormir.
-- Ah é me conta essa história.
-- Ele é dengoso como os sobrinhos Ana.
-- Sei.
-- Sabe?
Ana ri
-- Você tem que me explicar o que está acontecendo Nina. Tom é um homem experiente.
-- Eu gosto de estar com ele Ana.
-- Bom se você gosta\, mas vai devagar.
-- Ele me convidou para jantar.
-- E você?
-- Eu disse que ele precisa pedir para o meu pai e na falta do meu pai tem que pedir pra você.
-- Fez muito bem. Deixa ele comigo vou explicar o que acontece se ele te machucar.
-- Ana.
-- O que? Ai meu Deus Nina.
-- Nos beijamos.
Ana coloca as duas mãos na boca.
-- E eu mandando você ir devagar. Juízo Nina.
-- Eu tenho.
-- Boa noite\, sonhe com o Tom.
Continua
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Isa Abreu
Fofos esse casal! ❤❤❤
2024-12-11
1
Lourdes Telles
muito bom esse livro está linda a história parabéns autora
2024-11-20
0
daniely aparecida
parece que eu tô dentro do livro
parece que eu tô vendo a sena e vivendo a experiência
e muito maravilhoso kkkkkkkkk
autora vc e perfeita sabe como prender suas leitoras de uma forma surpreendente kkkkkk
2024-09-17
0