A Minha Dama De Vermelho
Amália estava em um restaurante e não tirava os olhos de seu celular que não parava de vibrar em cima da mesa, ela sabia quem estava lhe ligando, era sua irmã, ela deveria estar preocupada. A única pessoa a qual ela podia chamar de família, já que sua mãe está morta, seu pai a odeia e nunca sequer conheceu a parte da família de sua mãe.
Amália tinha saído de casa a 3 dias, depois que seu pai, praticamente a forçou a aceitar o casamento com Boin. Suas últimas palavras foram “Não, não vou me casar!”. Dito isso ela saiu de casa e nunca mais voltou. Ela tinha ido para casa de sua melhor amiga, Mili, que era a única pessoa que ela contava tudo.
Seu celular para de vibrar. E ela sabia que não importava a onde fosse, seu destino estava traçado. De uma forma ou de outra ela teria que se casar com Boin. Não adiantaria para onde ela fosse ou fugisse, seu pai a acharia e a forçaria a isso, ele tem poder e influência para isso, ele é chefe dos Sinclar, uma das 4 Grandes famílias do país. Ela já estava desistindo.
— Acho que eu deveria voltar para casa — disse Amália com um longo suspiro.
— Por quê? — perguntou Mili depois de engolir um gigantesca garfada de macarrão.
— Você sabe porque.
— Então aceitou finalmente a proposta de seu pai? Vai realmente se casar?
— Pelo visto sim — Amália engole em seco ao dizer isso e ao se imaginar se casando com Boin. Ele é uma pessoas horrível, de todas as pessoas ao qual seu pai pode lhe forçar a se casar, porque o Boin? Ele a detesta, mas ele poderia ter encontrado alguém melhor. Ela se perguntava — Você sabe como é meu pai.
Mili para de comer quando vê alguém bem bonito entrando. Ele usava um terno sob medida. Ele tinha o semblante sério, e emanava fúria e causava um certo tipo de medo. Ela sentiu um calafrio só de olhar para ele. Ele trazia com sigo o aviso de perigo e morte. Mili queria desviar o olhar, mas não conseguiu pois ele vinha em sua direção a passos largos e rápidos, ele passou por ela e se sentou na mesa atrás dela e Amália. E Finalmente ela voltou a si.
— Ouviu o que disse?
— O que falou?
— Nada, esquece, era bobagem. O que aconteceu? Está suando e até parou de comer. Você nunca para de comer.
— Nada. Não aconteceu nada.
— Mi-li-a-ne Tor-res, o que foi que aconteceu?
Mili ouviu sua Amália falar seu nome sílaba por sílaba, ela só fazia isso quando queria algo ou descobrir a verdade dela. Ela olhou para trás e viu que o homem estava distraído conversando com alguém.
— Por que olhou para trás?
— Por causa dele — Mili sussurrou.
Amália olhou o homem a sua frente, seus olhares se cruzaram e por um segundo, Amália sentiu um medo absurdo, e seus instintos lhe avisaram para se manter longe dele. Este homem detinha a mesma cor do olhar de Mile, um verde profundo, mas diferente do de Mile, Amália se sentiu sugada e dominada por este olhar. Ela sentiu um arrepio na nuca, a sua temperatura se elevou e uma certa quentura se perdeu em meio a suas pernas.
— Você sentiu também.
— O quê?
— Medo. Ele é bonito, mas, não quero me aproximar dele.
— Digo a mesma coisa. Uma pena que alguém tão bonito como ele possa emanar tanto perigo.
— Amiga, já imaginou O Sr. Desconhecido...
— Sr. Desconhecido? — Amália a imterrpeu.
— É. Sr. Desconhecido.
— Porque o chamar assim?
— Não sei o nome dele. E nem você... A não ser que você possa descobrir... — Mili da uma sugestão e levanta uma sombrancelha.
— Eu não vou descobrir qual é o nome dele.
— Estraga prazer. Mas o que eu ia dizendo... já imaginou o Sr. Desconhecido emanar tanto perigo assim e no fundo ser uma boa pessoa?
— Isso seria tão clichê — Ambas riem com a afirmação de Amália — Mas e se for?
— Se for eu que não quero conhecer.
— Justo você que ama se aventurar?
— É. Posso gostar de uma boa aventura, mas com ele, meus sentidos me alertam a ficar bem longe dele. E por que tem que ser eu e não você? Por que você não vai descobrir se ele é puro medo ou só uma pessoa gentil?
— Eu não. Tenho um casamento marcado esqueceu? — Ela suspira e faz uma cara de desgosto ao se lembrar disso — E é com o Boin.
— Só uma pergunta Amália Sinclar? — Mili só dizia seu nome completo quando ia falar algo sério — Quer realmente se casar com o Boin e ter sua primeira vez com ele? E ter um casamento horrível pelo resto de sua vida? E passar a vida inteira sendo controlada por Boin e seu pai?
— Não.
— Então. Por quê não faz algo diferente? Porque antes de se amarar nesse casamento sem sentido, não faz uma maluquice e não só se arrepende depois? Sabe que irá sofrer nesse casamento, porque não ser feliz por uma única noite?
— Ao que está se referindo, Mili?
— Transe com ele — Mili inclina sua cabeça para ao lado. Amália ruboriza e fica surpresa.
— Não, não, não — ela negava com a voz e com a cabeça e Mili ria do jeito de sua amiga — Eu não vou transar com um desconhecido que nem conheço.
— Mas pode conhecer.
— Não vou fazer isso, Mili.
— Sei que não vai, você é muito puritana.
— Você fala isso, como se você também não fosse virgem.
— Sou virgem porque prometi junto com o Will que dormiríamos juntos só depois do casamento. Mas você não prometeu nada para ninguém.
— Mesmo assim...
Amália olha para o homem que agora estava mais sério que antes, ele a olha e ela desvia com olhar, ela sentiu que ele a devoraria por inteiro.
— É você quem sabe — Mili voltou a comer seu macarrão — nossa já esfriou.
Nesse momento o homem atrás bateu com todas as forças na mesa a quebrando. Isso assustou todo mundo que voltaram seus olhares para ele. A pessoa que conversava com ele estava mais surpreso. Ele olha todo mundo, mas acabou mantendo seu olhar por um curto período de tempo em Amália.
Ela se sentiu desconfortável, ele realmente era lindo, seus olhos verdes a devoraram por inteiro. Seu coração disparou e seu corpo começou a ter um certo tipo de reação. Ela sentiu uma certa quentura em seu corpo. E por um momento ela quis se perder com esse homem que a devorava com o olhar. Ela não se importaria em ter sua primeira relação com ele, mas será que sua falecida mãe concordaria?
Sua mãe foi a pessoa mais maravilhosa que Amália conheceu. Todas as ações que Amália tomava, ela fazia pensando no que sua mãe pensaria ou o que ela faria. E nesse caso, sua mãe não faria e nem aceitaria que Amália fizesse isso. Só que sua mãe, não teve um ótimo casamento e nele não foi feliz. E Amália estava fadada a esse mesmo destino. Amália sabia que não seria feliz nesse casamento arranjando por seu pai.
“Será que não mereço por uma única noite ser feliz e não fazer tudo que meu pai quer?” Amália pensou, nesse momento o homem se levantou e passou por ela e seus olhares se cruzaram por pouco tempo e seu coração bateu mais rápido. E por um segundo ela se imaginou ao lado dele. Sendo ela mesma, não uma marionete sendo controlada pelo seu pai. E então ela tinha tomado sua decisão. Ela faria isso, transaria com um completo desconhecido.
— Mili...
— Oi... — Mili fala de boca cheia.
— Acho que vou conhecer melhor o Sr. Desconhecido.
Mili se engasga com o macarrão, engole de uma vez e depois diz:
— Sério?
— Sim. Cansei de ter minha vida controlada pelos outros, pelo meu pai.
— Se for, é melhor se apresar, por que ele já está indo embora.
O Sr. Desconheci já estava indo embora.
“Sinto muito, mamãe sei que não iria aprovar isso, mas é o que quero fazer”
— Tchau, Amiga.
— Tchau. E divirta-se.
Amália saiu e Miliane voltou a comer. Do lado de fora do restaurante o vento frio da noite soprou. Amália procurou por O Sr. Desconhecido e ele estava parado em frente a porta de seu carro olhando para cima. Ela corre e antes que ele pudesse entrar no carro ele segura seu braço. Ele se vira e encara com um olhar frio e furioso. Amália não sabia o que dizer, ele a encarava e seu coração batia e a única coisa que ela consegue pronunciar foi:
— Quer transar comigo?
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Neuza Silva
kkkkk morri
2024-08-28
0
lua
kkkkk morta
2024-08-07
0
Dagmar Ribeiro
eita
2023-10-09
1