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Enquanto isso Daniel parece agoniado, já está ficando tarde e nada de sua bendita carona.
—Dona Adele, sei que o seu marido está ocupado, se a senhora puder me emprestar pelo menos aquela bicicleta para eu voltar para casa eu vou ficar muito grato, prometo que amanhã eu devolvo em perfeitas condições-disse Daniel enquanto apontava para uma bicicleta que estava no canto da sala.
Adele deu um sorriso tímido e estava prestes a negar tal favor, até que ambos ouviram um barulho do lado de fora, Adele olhou pela janela e logo falou sinceramente:
—São aqueles infelizes de agora a pouco, não devo nada a eles e sendo assim, eles certamente estão atrás de você, eu só sou uma pobre camponesa e que tem dois filhos para criar, eu não quero me envolver em problemas, então por favor saia da minha casa-falou Adele já com os olhos lacrimejando, ela sentia pena de Daniel, mas precisava pensar nela em primeiro lugar.
Sem alternativas, Daniel apenas pegou suas coisas, agradeceu a hospitalidade e logo saiu da casa de Adele, ele caminhou lentamente na direção do helicóptero, até que um dos seguranças se aproximou dele e logo falou:
—Vim a mando do meu patrão, vou te levar para um bom hospital-disse o segurança já apontando para o helicóptero e acenando para que Daniel entrasse na aeronave.
—Não precisa, na verdade eu já estou bem melhor e vou ficar aqui aproveitando a paz do interior-disse Daniel já um pouco desconfiado da bondade daquele homem cruel.
—Te levar para o hospital é a minha missão de hoje, eu sempre cumpro as minhas missões, então, você vai sozinho ou precisa de uma ajudinha?-disse o segurança enquanto mostrava a sua arma. “Aff, a coitada da Helena está cercada de cobras, maldição!” Pensou Daniel enquanto entrava na aeronave.
Ele sentou-se e ao seu lado estava uma montanha de músculos, Daniel se afastou na medida do possível e corajosamente ele logo perguntou:
—Aquele senhor pertence a qual família? Ele está sendo muito gentil comigo, quero um dia poder retribuir-"todo mal que ele fez e faz a Helena, quero destruir cada integrante de sua família”, Daniel completou mentalmente enquanto esboçava um sorriso falso.
Por alguns segundos, o silêncio reinou ali, até que o piloto falou sorrindo:
—Apenas esqueça aquela feiosa filha do patrão e tudo ficará bem-disse o homem e logo sorriu descaradamente e outros também fizeram o mesmo.
Ouvindo aquilo Daniel sentiu um aperto no peito e de súbito se pegou pensando o quanto a Helena deve estar sofrendo agora.
—Ela também é a sua patroa e como tal merece respeito-disse Daniel olhando ferozmente para o piloto, que apenas deu de ombros, mas na verdade ele estava com vontade de jogar Daniel para fora do helicóptero.
A partir daquele momento nenhum dos homens disse nada, cerca de uma hora depois enfim eles chegaram a um heliporto particular nas proximidades da mansão da família Sales, já havia um carro esperando por Daniel.
—Diga ao seu patrão que o senhor Medina mandou um abraço apertado-disse Daniel e soltou um beijo no ar zombando da cara do piloto e logo entrou no carro e saiu dali.
O homem, que atende pelo nome de Tiago, ficou com o rosto pálido e estava prestes a chorar de desespero,”essa missão eu vou deixar sem cumprir”, pensou ele já imaginando o quão arriscado seria enfrentar Elias depois de zombar de Helena, ainda mais na frente de um Medina.
Já no carro, Daniel soltou um longo suspiro de alívio e logo falou:
—Moço, eu não quero ir para o hospital, eu já estou bem melhor, leve-me para casa, na rua de Ar...
—Estou apenas cumprindo ordens, vou deixar você no hospital-falou o homem com uma arrogância gratuita que Daniel não sabia de onde vinha.
Sem saber 0ppo que fazer para mudar a situação atual, Daniel apenas ficou em silêncio, mexendo no celular e nessa hora ele percebeu que não havia Internet e nem sinal telefônico.
—Moço, sabe me dizer se aconteceu algum acidente com a rede telefônica, meu celular está sem sinal-disse Daniel enquanto mexia no aparelho.
—Não que eu saiba, por aqui está normal-disse o homem com cara de poucos amigos e continuou a dirigir.
Ouvindo aquilo Daniel deu um pequeno sorriso, rindo de sipp mesmo, talvez ele tenha quebrado o celular na correria e nem percebeu, mas porque o celular de Helena não tinha sinal? Essa pergunta ecoou na mente de Daniel e saber que jamais terá uma resposta o fez ficar muito triste e de súbito o sorriso que antes iluminava o seu rosto simplesmente sumiu.
Algum tempo depois Daniel foi deixado na porta de um hospital, no primeiro momento ele pensou em simplesmente voltar para casa, mas não o fez, pois Guilherme ficaria bastante preocupado.
Então Daniel adentrou o hospital e após passar por uma triagem, a enfermeira fez um curativo e o médico passou alguns antibióticos e daí Daniel pôde voltar para casa.
Ele pegou um táxi e se dirigiu para a mansão da família Medina, no carro, Daniel vestiu uma camisa de manga longa de modo a esconder o seu ferimento.
Quando Daniel adentrou na sala, Guilherme estava sentado no sofá, de pernas cruzadas e olhando uma revista de moda, havia muitos modelos de vestidos de noiva e também alguns ternos bem elegantes.
Ao notar a presença do filho, Guilherme arqueou a sobrancelhas em confusão e logo falou:
—Por que você mudou de ideia? Aconteceu alguma coisa?-perguntou o mais velho e foi logo se levantando querendo olhar o seu filho bem de perto objetivando constatar a sua sinceridade.
—Mudei sim meu pai, decidi que quero passar mais tempo com o senhor, daqui a pouco eu estarei casado e terei que dar atenção a minha esposa, então quero te compensar agora-disse Daniel e logo abraçou fortemente o seu pai.
Nesse momento, Daniel percebeu o quanto estava sendo egoísta, deixar o seu pai sozinho e sair em busca de farra é muito cruel.
“Deus, eu sei que ando meio afastado dos seus mandamentos, mas por favor mantenha meu pai firme e forte para que eu possa realizar o seu sonho de ser avô”, pensou Daniel enquanto abraçava o seu pai.
Tentando sair daquela melancolia sufocante, Daniel deu um pequeno sorriso, se soltou do abraço e logo falou:
—O que o senhor estava aprontando agora a pouco-disse Daniel e daí pegou a revista e começou a folhear.
Guilherme sentou-se no sofá e começou a falar pelos cotovelos:
—Eu quero que o casamento de vocês seja espetacular, daqui a pouco eu vou ligar para a sua noiva e começar a discutir os detalhes, o pai dela acha que eu sou o noivo e eu estou me divertindo muito com isso kkk-disse Guilherme e logo sorriu de forma calorosa.
—Vê se não vai denegrir a minha imagem-falou Daniel fingindo estar chateado.
Guilherme soltou um longo suspiro e falou em seguida:
—Deixa de falar besteira, eu vou respeita-la, além disso eu só quero saber se ela é jovem mesmo, porque quem vai discutir isso com ela será você, agora vai tomar um banho que daqui a pouco o jantar será servido-disse Guilherme e logo saiu rindo da cara pálida de Daniel.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Elis Alves
Sofrer e ver o sofrimento alheio te fez bem, hein? Paspalhão. E de egoísmo nunca pode reclamar do seu pai, pq vc tbm o é, foi com Helena e com o pai
2024-12-11
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Doraci Bahr
vai ser bonito de ver a cara do escroto que se diz pai da Helena
2024-12-09
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Elis Alves
Não está errada, não se culpe 😞
2024-12-11
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