Ana levantou a cabeça com os primeiros raios de sol batendo em seu rosto.
Olhou em volta e havia dormidona mesa da cozinha.
Tinha o rosto amassado e o coração batendo a milhares de quilômetros por hora.
Foi até seu quarto e escolheu uma roupa mais séria que o de costume.
Tinha bastante tempo até entrar no trabalho.
*
— Acordou cedo filha.
Maria Luísa viu a filha entrarna cozinha.
— Pois é mãe! Não consegui dormir essa noite direito.
Ana bocejou.
— Eu sei! Você dormiu aqui na cozinha.
Maria Luísa colocou o pão na mesa.
Ana apenas sorriu, a mãe certamente havia levantado a noite para tomar um copo de água.
E a encontrou deitada sobre a mesa.
— Você está abatida, Ana! Tem comido direito?
Maria Luísa examinou o rosto de Ana Clara.
— Sim, essa não foi uma das noites mais bem dormidas!
Ana Clara forçou um sorriso.
-Está acontecendo alguma coisa que eu não sei, filha?
Ana Clara engoliu a pergunta em seco. Viera mais cedo do que pensara e não tinha como ter o dedo de Laís, pois a mesma estava dormindo.
Coçou os olhos.
— Vou ter que caprichar na maquiagem hoje, mãe!
Ana mudou de assunto.
— Não mude de assunto, Ana Clara Garcia!
Maria Luísa respondeu em tom sério.
— O que a senhora perguntou mesmo?
— Não se faça de boba!
Maria Luísa balançou a cabeça negativamente.
-Estou atrasada!
Ana tomou colocou o café no copo térmico.
Em seguida correu ao banheiro e maquiou-se calmamente.
Meia hora depois se despediu da mãe e pegou um ônibus para o trabalho.
*
Ana chegou na empresa vinte e cinco minutos antes do horário.
Larissa estava na sala e seus olhos inchados a denunciavam.
— Acabou, Ana!
Larissa olhou para a sua mesa.
— Não, Lari!
-Dessa vez foi para sempre, ele saiu de casa ontem a noite!
Ana abraçou a amiga bem forte. E ela chorava compulsivamente.
O que diria para reconfortá-la? Não havia o que dizer.
Ana deixou que Larissa chorasse.
As vezes, o melhor a se fazer era colocar tudo para fora!
Carla entrou na sala com Rodrogo, sorrindo e conversando.
Ao verem Ana e Larissa os dois se calaram.
— O que aconteceu?
Carlinha perguntoi fazendo gestos para Ana.
Ana fez um gesto de que iria contar depous com ela.
Larissa parou de chorar, passou a mão no rosto.
— Obrigado, Ana.
Larissa suspirou.
— Lari... eu só posso te dizer uma coisa. Não deixe que ele vá embora! Se acontecer pode ser tarde demais!
Ana segurou a mão da amiga.
Larissa a encarou e pegou sua bolsa.
— Vou falar com o Vitor, preciso ir atrás do meu marido!
Ana sentiu um arrepio percorrendo o seu corpo.
Daria uma resposta a ele em breve.
— Vai lá Lari e pensa no que te falei!
— Muito obrigada amiga!
Lari saiu quase correndo da sala. Carla entrou logo após e Ana explicou toda situação à ela.
- Nossa Ana, que barra estão emfrentando!
Carla comentou.
— Nem me fale! Acompanhei a vida deles praticamente toda, doi em mim!
— Precisa de um tempo, amiga?
— Consegue dar conta?
— Claro! Está tudo bem!
Carla sorriu simpática. Ana foi até o banheiro, ajeitou as madeixas longas e castanhas que ondulavam.
Arrumou sua roupa. Retocou a maquiagem que disfarçava as suas olheiras pela noite mal dormida.
— É.. você consegue Ana!
Disse a si mesma ao olhar-se no espelho.
Ana caminhou pelo corredor e parou em frente ao elevador que levaria aos andares de cima.
Não sabia se tinha tomado a melhor decisão mas não podia vacilar em sua escolha.
Não era o momento para dúvidas! Valeria a pena sacrificar-se para ver sua mãe curada em apenas alguns meses.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Maria De Fatima Pinto
quem não salvaria uma mãe só que geito é raro
2024-12-12
2
Ana Lúcia De Oliveira
era fato que ela iria aceitar o acordo
2024-11-11
1
Sandra Pontes
oiii Autora estou amando sua história está MARAVILHOSA PARABÉNS beijos continue escrevendo mais histórias lindas beijão e não demore a escrever o final dessa linda história okk
2023-01-05
11