Ana abraçou o travesseiro enquanto ouvia o barulho da chuva.
Ouviu a porta da sala sendo aberta e enxugou os olhos.
Ana viu a luz da sala sendo acesa e a sombra da cadeira de rodas da sua mãe aproximando-se até que viu Maria Luisa na porta do seu quarto.
— O que aconteceu Ana?
Maria Luisa se aproximou da cama de Ana Clara.
-Estava chorando?
— Não, estou com dor de cabeça! Apenas isso.
Ana limpou os olhos com as costas das mãos.
Laís apareceu no quarto preocupada.
— O que aconteceu, Ana?
-Nada demais, Laís! Um dor de cabeça.
Ana forçou um sorriso.
-Quer que eu pegue um remédio para você?
-Não precisa? Vou tomar um banho..
Ana levantou. Pegou o pijama, a toalha e as roupas íntimas e entrou no banheiro.
Abriu o chuveiro soltou os cabelos e entrou debaixo a água que caía.
Começou a ensaboar o corpo e em seguida passou shampoo nos cabelos.
Os lavou e passou o condicionador apenas no comprimento do cabelo.
A água estava bem morninha. Enquanto enxaguava os cabelos, Ana lembrou do que Vitor lhe dissera.
Não sabia o que fazer. Vitor Muniz era o ser mais repugnante que havia conhecido!
Como alguém em sã consciência fazia aquele tipo de proposta?
Vitor estava forçando-a se casar com ele e em troca sua mãe seria curada.
Tudo aquilo passava em sua cabeça e a confundia!
A forma como Vitor olhava para ela!
Examinando-a de cima a baixo. E depois a proposta.
— Casar e ter um filho com ele.
Ana repetiu pela oitava vez.
— Em um ano e meio estarei livre dele. Mas um filho?
Isso fazia com que ela tivesse de ter um filho!
Como uma obrigação e não uma decisão tomada por um casal que se ama!
Mas por que ela? Por que Vitor a tinha escolhido?
Casar-se com um estranho. Um estranho que por acaso era um dos caras mais ricos do mundo.
Dono de uma das mais importantes linhas de joias
Ana Clara não conseguia compreender o porquê de ser ela a escolhida.
Não tinha nenhum atrativo. Não era especial.
Casar-se implicava em relembrae momentos que não gostaria.
Ana terminou o seu banho e enrolou-se na toalha.
Enquanto se enxugava olhou-se no espelho.
Seus olhos ainda estavam avermelhados.
Ana vestiu-se e ao sair do banheiro deu de cara com Laís.
— Tudo bem, Laís?
Laís assustou-se e fechou a porta. Tinha o rosto lívido ao encarar Ana.
— Está sim!
Laís gaguejou.
— Então por que está assustada? Aconteceu alguma coisa?
— Escutei um barulho estranho aqui fora!
— O que era?
Ana perguntou desconfiada.
— Um gato mexendo no lixo, fui espantá-lo e você sabe.. os lixeiros não recolhem o lixo quando o saco está rasgado.
Laís disse em tom firme.
— Foi você que me assustou!
-Me desculpe! Minha mãe já foi se deitar?
— Sim, ela estava com dor de cabeça! Vou me deitar, como se sente?
— Estou bem!
- Seus olhos estão vermelhos, andou chorando?
Laís perguntou preocupada.
— Deixei cair um pouco de demaquilante no olho quando fui tirar a máscara de cílios.
Aquela havia sido a desculpamais tola que já dera em sua vida!
Quem acreditaria que havia deixado cair demaquilante nos olhos?
Se falasse isso para sua mãe talvez acreditasse.
Ana Clara olhou para Laís e viu a desconfiança nos olhos da moça.
Ana deu um sorriso forçado e dirigiu-se a cozinha afim de sair da zona de perigo em que se encontrava.
Laís certamente contaria a Maria Luisa ligaria após o pela manhã para saber se ela estava com algum problema.
Viu Laís indo para o quarto. Ana sentou-se numa cadeira da cozinha e ficou refletindo sobre todos os acontecimentos do seu dia.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Jenny Kell
se ela aceitar que ela coloque no acordo que ainda quer ver o filho
2023-01-18
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