O Gael tentou se concentrar nas aulas mas estava muito difícil, ele não entendia a mudança repentina da Marina com ele e não sabia se ir até o trabalho dela pioraria tudo ou seria melhor. A Mariana estava completamente desorientada e muito distraída, errou alguns pedidos, trocou os pedidos de algumas mesas até que deixou a bandeja cair e arregalou os olhos ao ver seu pai em sua frente.
Marina: Pai! -deixando as lágrimas caírem.
Phelipe: Sabe como é doloroso ficar sem você? -sorrindo e abrindo os braços.
Marina: Pai! -gritou e pulou em seus braços sento apertada por ele que já chorava.
Phelipe: Minha princesa! Como você está linda! Deu cheirinho... -beijando o ombro dela.
Ysma: O que está acontecendo?
Marina: Ah! -se afastando um pouco do Phelipe e enxugando suas lágrimas.- Ysma, esse é meu pai! -sorrindo ainda em choque.
Ysma: Ual! -analisando-o dos pés a cabeça.- Mas isso não é um pai... é um espetáculo ambulante.
Bianca: Esse espetáculo ambulante tem dona. -entrando no estabelecimento fazendo todos observarem a cena até ela ficar entre o Phelipe e a Ysma.- Prazer, Bianca Cullen, esposa dessa obra de arte.
Ysma: Ah! Claro! E-eu só o elogiei... eu sou casada. -rindo sem graça.
Phelipe: Meu furacão! -beijando a mão da Bianca e rindo baixo.
Marina: Mãe! -abraçando-a forte.
Nikolai: Você não tem essa mesma emoção quando me ver, garota.
Ysma: Se precisar do resto do dia de folga...
Phelipe: Esse é o carinha que falou na ligação?
Marina: Não! -rindo.- Esse é o Niki que trabalha aqui.
Phelipe: E você da essa liberdade toda...
Bianca: Vamos sair daqui? É o local de trabalho da Marina e eu não quero perder a cabeça também.
Marina: Obrigada, Ysma! -beijando a bochecha dela.- Ah, antes eu vou limpar isso.
Bianca: Vamos esperar lá fora.
Phelipe: Mas...
Bianca: Agora, Phelipe Cullen.
Ele simplesmente a obedeceu sem exitar, ela sorriu e algumas pessoas seguiram para cumpirmenta-los. O Phelipe e a Bianca estamparam algumas revistas famosas ultimamente sobre empreendedorismo e tecnologia e haviam chamado bastante atenção pela beleza de ambos.
Phelipe: Eu fico louco quando você começa com esse ciúme... -agarrando a cintura dela.
Bianca: Para! -tentando resistir.- Você fica aí dando brecha pra todas as...
Phelipe: Nada disso, eu deixo a porta bem aberta só pra você, boba. O resto não me interessa. -inclianando a Bianca pro lado e a beijando intensamente.
Marina: Que saudade de assistir essa cena.
Bianca: Finalmente! -abraçando-a.
Marina: O que estão fazendo aqui? -disse animada.- Vão ficar?
Phelipe: Infelizmente não mas vamos voltar logo.
Bianca: Conseguimos um vôo com conexão aqui. Estávamos preocupados depois daquela última ligação.
Marina: Estou bem.
Phelipe: Você sabe que não consegue me esconder nada.
Bianca: Só temos uma hora aqui... Acha que consegue... conversar?
Marina: Eu precisava tanto de vocês. -abraçando-os e tentando evitar as lágrimas.- Não me odei, pai! Mas eu beijei um homem.
Phelipe: Beijou? Beijou como? Quando? Ele abusou de você?
Bianca: Abusou de você? Que pergunta é essa?
Marina: Não! Mas eu acho que preciso me afastar dele.
Bianca: Oh, meu amor! -beijando sua testa.- Não fique assim.
Phelipe: Ela beijou... minha filha beijou um homem e eu nem o conheço... -desesperado.- me leve agora para conhecê-lo.
Marina: É o que ele quer que eu faça também.
Bianca: Melhor ainda. Aproveitamos e...
Marina: Não sei se eu quero.
Phelipe: Oi?
Marina: Você ainda me ama? -disse preocupada com os olhos marejados observando atentamente o Phelipe.
Phelipe: Claro que amo você! Meu amor, isso nunca vai mudar. Nunca! -abraçando-a forte.- Seu pai está aqui com você. -beijando o topo da sua cabeça.- Não vou embora.
Bianca: Podemos ficar.
Marina: E-eu... É que... tá... Escutem. -respirando fundo e se afastando deles para olhar a reação.- O garoto que eu gosto... que estamos... nós conhecendo... Se assumirmos como ele quer... posso prejudicar a carreira dele que está melhorando, ele está sendo mais reconhecido e... -baixando a cabeça.- Não quero prejudica-lo.
Phelipe: Porque o prejudicaria? -levantando o rosto dela.
Marina: Respondam. O que vocês fariam? Arriscariam?
Phelipe: Pela sua mãe eu abririam mão do mundo inteiro, da minha carreira, da empresa, do dinheiro, status... tudo. Sem ela nada disso me vale.
Bianca: Penso exatamente assim. -abraçando o Phelipe de lado.- Mas é diferente...
Marina: Vocês não se amaram a primeira vista?
Phelipe: Só piora... meu remédio pro coração, por favor. Marina Lannister, você não tá amando ninguém? No máximo uma paixonite, por favor! -disse trêmulo e tomando o remédio que a Bianca deu a ele.
Marina: Pai! -rindo.- Eu não sei... mas é... diferente. Não sei explicar a conexão que tenho com ele. Ah! Mas é tão bom conversar assim com vocês!
Phelipe: Qualquer outra coisa fora o beijo só depois do casamento, entendeu? Só deixo você casar depois dos 30.
Marina: Eu vou pro convento então. -rindo.
Phelipe: Ótimo, eu te levo agora.
Bianca: Não seja assim. Vamos aproveitar esse pouco tempo que ainda temos.
Marina: Você tá bem, pai?
Phelipe: Preciso de um abraço forte das mulheres da minha vida!
Elas o abraçou enquanto riam e caminhava pelas ruas de Amsterdã. Eles mudaram o assunto, conversaram sobre o curso e o emprego da Marina e foram pro aeroporto. A Marina recebeu uma mensagem do Gael no caminho e avisou a ele onde estava indo e com quem e ele simplesmente sumiu. Ela suspirou no carro e foi confortada pela Bianca e enchia ela de beijos o tempo todo.
Bianca: Eu acho que a decisão de abrir mão ou não é dele. Deixa ele decidir... Agora se ele decidir por você... ah meu amor... Ele deve te amar bastante pra ser capaz de abrir mão do que ama fazer. -sorrindo.
Marina: E se ele se arrepender um dia?
Bianca: Já me arrependi muito de ter ido naquela montanha russa horrorosa que você e seu pai me enfiaram e isso não quer dizer que eu não faria novamente a mesma coisa. Toda escolha tem sua consequência e ele é mais velho que você e deve saber disso pelo que me disse.
Eles chegaram no aeroporto, o Phelipe devolveu o carro alugado, fez toda a parte burocrática enquanto elas conversavam e quando o voo deles foi chamado a voz masculina firme grossa do Gael chamando pela Marina fez ela e seus pais virarem em sua direção.
Gael: C-como assim vai embora? Você... você vai... embora? -disse desesperado sem notar os pais dela e abraçando.
Marina: E-eu não vou embora. -sorrindo.- Meus pais que vão.
Gael: Put* merd*! -colocando a mão no peito ao se afastar dela.- Não brinca assim comigo. Espera, pais? -olhando pro Phelipe e a Bianca que observavam aquela cena.
Marina: É! -disse sem graça.- Pai! Mãe! Esse é o Gael Watts.
Gael: Como vão? -engolindo em seco e ainda se recuperando.
Phelipe: Gael Watts?! -apertando forte a mão do Gael que retribuiu na mesma intensidade.
Gael: Isso...
Bianca: Matamos um pouco da saudade da nossa princesinha.
Phelipe: Então... -sendo interrompido pelo segunda chamada para o vôo.
Marina: Tchau, pai! Tchau, Mãe! -abraçando os dois.
Phelipe: Não acredito nisso! -disse encarando o Gael.
Bianca: Tchau, meu docinho. Voltamos em breve.
Phelipe: Eu estou indo mas saiba que estou de olho mesmo de longe... sou capaz de mandar matar pra defender minha filha ou com as...
Marina: Pai!
Bianca: Vamos, Phelipe. Desculpe meu marido, ele é bastante... intenso.
Gael: Eu gostaria de encontrá-los novamente... com mais tempo...
Phelipe: Atrevido!
Bianca: Decidido e corajoso. Marcaremos. Se cuida, meu amor. -beijando a testa da Marina e fazendo o sinal da cruz.
Phelipe: Eu te amo mais que tudo nesse mundo. -abraçando forte a Marina tentando não chorar.
Marina: Eu te amo muito! Muito mesmo, pai! -acariciando seu rosto em lágrimas.- Sua aprovação é sempre muito valiosa pra mim.
Phelipe: Se passar o limite do beijo eu mato você, garoto!
Bianca: O menino vai correr desse jeito. -rindo.
Gael: Eu respeito muito sua filha e todos os limites que ela impõe em nossos encontros. Eu estou apaixonado e quero muito poder ter a chance de provar isso pro senhor. Sua aprovação é a coisa mais importante pra Nina e... então é o mais importante pra mim também.
Phelipe: Essa conversa é muito bonitinha. -se aproximando bem do Gael o deixando um pouco assustado mas ele conseguiu disfarçar.- Se ousar fazer qualquer coisa com a minha filha... com essas mãos, essa boca e esse... negócio que tem aí entre as pernas... antes de casar com ela... Eu mato você.
Bianca: Chega! Chega disso. Desculpe, espero que entenda que ele é um pai desesperado por ter a filha tão longe... Foi um prazer conhece-lo.
Gael: Espero nos ver em breve, senhora Cullen. -beijando a mão da Bianca.
Phelipe: Ousado! -puxando a mão da Bianca.
Bianca: Viu né? Ele é louco. -rindo e puxando o Phelipe pra irem embora.- Você quer mesmo estragar a felicidade da Marina?
Phelipe: Estamos deixando ela na boca do jacaré.
Bianca: Esse remédio não tá te fazendo bem. Que boca de jacaré? O garoto foi educado, respeitoso e apesar das suas ameças ele manteve a postura e mostrou querer algo sério com ela.
Phelipe: Eles são sempre assim. -acenando pra Marina que estava abraçando o braço do Gael e acenando pra ele.- Minha meninnha não vai ser mais minha menina? -fungando.
Bianca: Ela sempre será... só que com a idade real, com vida seguindo, crescendo e amadurecendo. Então fiz errado de me entregar pra você aquela noite? Minha primeira vez? Porque... foi bem rápido.
Phelipe: Desculpa, amor! Não quis ofender você, vida! Eu só... -suspirando.
Bianca: Vamos seguir monitorando ela. Você fingiu que não sabia quem era ela mas você sabe bem quem é.
Phelipe: Sei! O básico.
Bianca: Ciumento. -rindo e o abraçando.- Deixa ela viver como vivemos o nosso amor.
Phelipe: Não repete isso. -colocando uma das mãos no rosto e a outra ele segurou a cintura dela.
Marina: Que... loucura! -disse em choque.
Gael: Acha que ele vai... quer dizer... você... você não queria que isso tivesse acontecido?
Marina: Gael, você deixou claro pra ele que temos algo. Você tem noção do que é isso?
Gael: E você? -abraçando sua cintura e Acariciando seu rosto.- Tem noção do que eu sinto por você? Porque mudou comigo? Porque... está assim de repente?
Marina: Não quero prejudicar você na universidade, o seu sonho, suas conquistas... a Kristen...
Gael: Kristen? -suspirando e olhando pra cima soltando a Marina.- Marina, olha só...
Marina: Shiu! -abraçando-o forte.- Eu já entendi. Ela quer tirar você de mim e eu... mas você sabe que ela tem razão nesse ponto. Não briga comigo mas... é difícil... saber que...
Gael: Olha pra mim... -segurando seu rosto e a beijando lentamente.- Entenda, eu não vou abrir mão desse turbilhão de coisas incríveis que você despeta em mim por nada. Nada mesmo.
Marina: E... se você for afastado da universidade? Se não puder mais lecionar? Eu pesquisei sobre isso...
Gael: Eu serei feliz ganhando seus beijos, seu carinho na barba... sendo qualquer outra coisa. Eu tive essa certeza quando me mandou aquela mensagem e eu entendi como se estivesse indo embora.
Marina: Claro que não iria... -passando seus rosto no dele até seus lábios alcançarem o ouvido dele.- Eu não consigo mais ficar longe de você porque eu também estou apaixonada por você. -sussurrou no ouvido dele.
Gael: Nina! -beijando seu ombro.- Se seu pai ouvisse isso... Ele estava quase tendo um treco aqui e eu também. -rindo e passando sua barba levemente no rosto dela.
Marina: Eu também. -rindo e afastando um pouco do rosto dele acariciando sua barba.-
Gael: Não se afaste de mim, por favor. -colando sua testa na dela e deixando seu nariz tocar o dela fechando os olhos ao mesmo tempo.
Marina: Não vou! -sussurrou enquanto segurava seu rosto e passava um dos dedos nos lábios dele.- Não mais. -deslizando os braços até os ombros dele, abraçando seu pescoço e o beijando.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Claudia
Phelipe quanto drama 🤭🤭🤭🤭🤭🤭♾🧿
2024-08-20
1
Clarinha Pinheiro
se eles se amam de verdade irão enfrentar TD ficarem juntos.
2023-05-28
6
A Ribeiro
esse casal é.porreta....
2023-04-13
1