Bernardo: Sigo para o meu quarto, banho, me visto e pego no sono. Acabo sonhando com a Júlia. Acordo, faço a minha higiene, me visto e desço. Júlia ainda não acordou, espero o pessoal do laboratório chegar. Eles chegam, aviso a eles que e Júlia tem medo de agulhas e passa mal com sangue. Me dão algumas orientações, confirmam os dados delas e peço que esperem enquanto a chamo. Bato na porta e ela pede para entrar, aviso que o pessoal chegou e vejo a sua expressão de medo. Pego a mão dela e descemos juntos a escada, ela senta no sofá ao meu lado, o pessoal começa a preparar as coisas, avisam que a agulha é descartável e se aproximam Júlia fica muito nervosa.
Júlia: Sei que preciso fazer o exame e não sou mais nenhuma criança, mais não consigo controlar o medo que sinto. Pedem para que estique o braço e o Bernardo nota o meu nervosismo. Ele pega o meu rosto com gentileza cola as nossas testas e sussurra...
Bernardo: Está tudo bem.
Deixo a minha mão no pescoço da Júlia, as nossas respirações se misturam e ela parece estar se acalmando.
Júlia: Fico mais calma e para ser honesta pela primeira vez sinto apenas uma picadinha leve e rápida. Eles avisam que estão terminando, o meu coração está disparado e dessa vez não é pela coleta e sim pela aproximação do Bernardo, ele me olha de forma intensa, o exame termina, foi tão rápido. Bernardo se aproxima da minha boca e desvio o meu rosto.
Bernardo: Júlia continua me olhando na mesma intensidade, sinto vontade de beijar a boca dela e me aproximo. Ela afasta o rosto e se levanta rapidamente, o enfermeiro pede para ela sentar, ela parece estar passando mal e ele mal termina de avisar que ela pode passar mal e ela desmaia. A seguro antes que ela caia no chão.
Júlia: Me levanto rápido, o pessoal do laboratório fala algo e é tudo muito rápido. Em um minuto estou segurando o local onde foi a picada e no outro sinto a minha visão escurecer e desmaio.
Bernardo: Me explicam que tiraram bastante sangue e como ela está em jejum o desmaio pode acontecer, por isso iam avisá-la para não se levantar e esperar um pouco, porém não deu tempo. Levo ela para a cama dela e um enfermeiro fica para ver se ela vai acordar bem. A deito na cama e me sento ao seu lado fazendo pressão aonde foi tirado o sangue para não voltar a sangrar. Maria sobe e peço que façam um café da manhã especial para Júlia e tragam aqui no quarto.
Júlia: Começo a acordar, escuto Bernardo pedi um café da amanhã especial para mim. Abro os olhos e ele está me olhando atentamente.
Bernardo: Está melhor?
Júlia: Acho que sim.
Respondo me sentindo fraca.
Bernardo: Me deu um susto.
Júlia: O que aconteceu?
Bernardo fala bem sério que dei um susto nele.
Bernardo: Depois da coleta deveria ficar sentada, como estava em jejum e tirou sangue passou mal e desmaiou.
Júlia: Hum.. Entendo... Eu não pensei direito.
Bernardo: O importante é que está bem. Está com fome?
Julia: Muita.
Bernardo: Precisa tomar o remédio meia hora antes do café da manhã.
Entrego o remédio e a água para Júlia. Ela toma e permanece quietinha. Peço que liberem o enfermeiro e fico com a Júlia.
Júlia: Pode ir trabalhar, eu to bem.
Bernardo: Não se preocupe com o meu trabalho, eu vou só a tarde hoje quanto tiver certeza que está melhor.
Júlia fica em silêncio. Cassandra traz o café da amanhã, ela não me olha.
Cassandra: Bom dia senhora Júlia. Posso colocar o café da manhã aqui?
Júlia: Bom dia Cassandra. Pode sim, obrigada.
Casandra está colocando a bandeja e ajeitando o café da manhã, olho para o Bernardo e pergunto se ele já comeu.
Já tomou café da manhã?
Bernardo: Ainda não.
Júlia: Senta aqui comigo, tem muita coisa aqui. Podemos tomar o café da manhã juntos.
Cassandra me olha estranho e sai. Bernardo senta ao meu lado e tomamos café da manhã juntos em silêncio. Termino, tomo coragem e pergunto ao Bernardo sobre a Cassandra.
A Cassandra trabalha aqui há muito tempo?
Bernardo: Ela é a Maria estão comigo a dois anos.
Júlia: Posso te fazer uma pergunta pessoal?
Pergunto meia sem jeito.
Bernardo: Claro Júlia.
Júlia fala comigo super sem jeito.
Júlia: Vocês... Já tiveram alguma relação além do trabalho?
Pergunto séria e bem desconfortável.
Bernardo: Não! Nunca! Com nenhuma das minhas funcionárias. Porquê?
Estranho a pergunta da Júlia.
Julia: Fico desconfortável com a forma que ela me olha, pensei que poderiam ter tido algo. O olhar que me refiro parece de ciúmes.
Sou honesta com relação ao que estou sentindo.
Bernardo: Quer que demita ela?
Nem penso para perguntar.
Júlia: De forma alguma, ela não fez nada para ser demitida. Não faria isso sem um motivo válido jamais.
Bernardo: Vou observar ela de hoje em diante, não vou aceitar que ninguém falte com o respeito com você ou com o nosso casamento principalmente dentro da nossa casa Júlia. Não terei dó, nem piedade!
Júlia: Porque você se tornou tão frio Bernardo?
Bernardo: Passei por muitas coisas sozinhos Júlia, foi uma escolha sair pelo mundo e deixar todos vocês e teve as suas consequências. Essa foi a forma que achei de sobreviver nesse mundo que eu vivo, se tivermos piedade as pessoas passam por cima da gente sem dó!
Júlia: E valeu a pena?
A pergunta parece abrir velhas feridas no Bernardo.
Bernardo: Se tudo que eu passei é vivi foi para me trazer até esse momento, julgo que valeu!
Falo olhando nos olhos da Júlia.
Júlia: Não fala essas coisas Bernardo, temos um contrato.
Entendo a resposta do Bernardo e tento cortar ele.
Bernardo: Eu sei Júlia, sei que errei muito com você, então não tiro a sua razão de querer se proteger. Mas, vou te provar que não sou a pior versão que conheceu de mim.
Me levanto recolho tudo, deixo a Júlia descansando e vou levar as louças na cozinha. Cassandra está na cozinha e aproveito para falar com ela.
Cassandra não precisa ficar constrangida quando me ver, quero deixar uma coisa bem clara aqui. Você aqui nessa casa é uma funcionária e não quero que esse tipo de situação como a de ontem ou do meu escritório se repita entendeu?
Cassandra: Sim senhor Bernardo.
Bernardo: A minha esposa é a dona da casa e sugiro que comece a olhar ela com mais respeito ou não vou pensar duas vezes antes de te colocar no olho da rua. Estamos entendidos?
Cassandra: Sim senhor.
Falo e abaixo a cabeça. Bernardo sai da cozinha e fico furiosa. A forma que ele me olhou ontem, tinha certeza que tinha luxuria naquele olhar, só pode ter sido aquela sonsa. Que raiva, ela não é tão sonsa quanto eu pensei. Mas, ela que me aguarde, isso não vai ficar assim!
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Um forte abraço 😘
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Atualizado até capítulo 121
Comments
Anonymous
Autora faz a Júlia ficar forte e parar de ser uma boba e enfrentar a Cassandra e agarrar de vez ó Bernardo eles se amam e ficam nessa chatice principalmente ela
2025-02-18
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Marta Ginane
Essa Cassandra é uma cobra. Julia que se cuide, é bem capaz dela colocar morango p Julia comer sem saber.
2025-01-10
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Rosaria TagoYokota
e cassandra vc teve chanche e nao se aproveitou agora o homem e casado e a dona esta de olho
2025-01-17
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