Capítulo 13

Thomas desceu do seu cavalo e caminhou até uma pequena porta ao lado do grande portão, tinha um buraco com barras ferros enferrujadas.

Uma voz grossa e alta veio da parte de dentro do portão antes mesmo de Thomas falar qualquer coisa...

- Quem estiver aí fora pode ir embora, não estamos esperando prisioneiros hoje – disse a voz com um ar de maldade.

- Acho que está tendo um mau entendido aqui, não vim aqui trazer nenhum prisioneiro. Me chamo Thomas, sou um Soldado de Duas Estrelas, vim a pedido do Rei para falar com um prisioneiro – disse firmemente olhando para a porta.

- Você tem a carta Real? – disse a voz com dúvidas sobre as intenções de Thomas.

- Tenho! – confirmou Thomas sem ainda mostrar a tal carta.

- Chegue mais perto e mostre-me – indagou a voz.

Thomas então por um segundo relutou, mas logo caminhou em direção a porta.

Tirou de sua armadura um papel e abriu mostrando entre as barras de ferro da pequena porta.

Houve silêncio após isso.

Jonas então confirmou oque Thomas tinha feito naquela casa estranha. Ele tinha falsificado um decreto Real, assim correndo um risco do guarda suspeitar e o entregar a seu superior, Thomas então iria para a forca imediatamente.

Segundos depois começasse a escutar várias travas sendo abertas.

Thomas então ficou aliviado, pois o guarda não desconfiou da veracidade de sua carta, e em pensamentos agradeceu a genialidade do melhor falsificador de assinaturas de todo o continente, conhecido no mercado negro como “Fugi”. Ele devia um grande a favor a Thomas, por isso aceitou fazer a carta com a assinatura Real, sendo esse favor totalmente pago agora.

Thomas era um homem correto, mas naquele momento o destino já não estava o favorecendo, então teve que usar os métodos da qual um dia abominou.

A porta da prisão fez um grande barulho de rangido ao se abrir.

Um homem alto, de rosto todo cicatrizado e de aparência desumana aparece saindo dela, suas roupas estavam rasgadas, ele estava com respingos de sangue no rosto e suas mãos cheias de feridas.

- Qual o nome do prisioneiro? – perguntou o homem com a voz grossa, sem ao menos se apresentar, parecia não se importar com nada.

- Lier Groveto, ele é alto, ruivo e tem olhos azuis – Thomas descreveu a aparência de seu amigo.

O homem então ficou encarando Thomas por alguns segundos, ele não desvia o olhar e fica o encarando também.

- Você pode entrar! – falou firme o homem.

Jonas estava descendo do seu cavalo para acompanhar Thomas, quando foi surpreendido pela voz alterada com tons de braveza do homem:

- Apenas o Soldado de Duas Estrelas, entra!

Jonas abaixa sua cabeça e retorna ao seu cavalo.

Thomas olhou para ele sinalizando que estava tudo bem.

Thomas ao entrar pela porta, já se deparou uma terrível cena de um homem amarado a um poste todo cortado por chicoteadas, muito sangue havia naquele lugar, guardas com sorrisos de prazer ao vê aquele homem a beira da morte.

Todos os guardas tinham a expressão de uma pessoa extremamente maldosa, dava para sentir isso nos seus olhares sombrios.

Dentro da prisão em uma sala fria e sem ventilação, o homem mandou Thomas aguardar ali. Enquanto aguardava, ele ouvia claramente, pedidos por misericórdia, gritos de dor, sons de chicotes – aquele lugar realmente era um inferno na terra – pensou ele.

O homem então pega um montante de chaves antigas e enferrujadas, e ao sair fecha a porta da sala aonde Thomas estava.

Thomas não demonstrou preocupação, pois sabia como funcionava a prisão de Nol, apenas aguardou ansiosamente seu amigo.

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