Reino de Arged
Vilarejo Dingos, faltando apenas dois dias para o festival.
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Naquela noite no Reino de Arged, em um vilarejo chamado Dingos, que ficava bem ao leste, beirando o Grande Mar, dois guardas de vigia em uma torre comentavam sobre como “A Grande Ordem de Paz” tinha trazido benefícios para eles.
Um deles dizia:
- Esse ano no Natal comprarei tudo do melhor para minha família, já que estamos sendo muito bem pagos para simplesmente olhar para o escuro – disse o guarda experiente rindo.
O outro guarda, esse mais jovem, também caiu em gargalhadas e falou:
- Já eu, passarei a noite com belas mulheres ao meu redor, estarei aproveitando minha juventude – comentou se vangloriando.
Alguns segundos após cessaram as risadas escutam um barulho vindo de uma moita escura a frente.
- Você ouviu? – perguntou um dele curioso.
- Deve ser apenas algum animal – respondeu o outro se acomodando, totalmente relaxado.
O barulho ficou mais alto, e veio um grito que arrepiou os dois. Eles resolverem então averiguar oque estava acontecendo...
Já uns metros distante da torre, segurando tochas, caminharam lentamente em direção a moita da qual os gritos vieram.
O guarda mais experiente puxou sua espada e apontou em direção a moita, ele sendo precavido, dava pequenos passos.
Com um pulo alto, salta um esquilo do arbusto em seu rosto...
- Droga! Me ajuda... – falava o soldado se debatendo com o esquilo em seu rosto.
O animal parecia estar descontrolado, prevendo talvez um possível caos.
O outro soldado se acabava em risadas, faltava ar para sair suas palavras.
Quando o guarda experiente, finalmente conseguiu se livrar do esquilo... comentou:
- Rara! Rara! Muito engraçado... – disse guardando sua espada com uma expressão de raiva – Mas que estranho... – continuou a falar.
- O que é estranho? – perguntou o guarda mais jovem.
- Aquele grito de arrepiar que sentimos tempos atrás, acredito não ser desse esquilo...
O guarda experiente, conhecendo bem aquela região tinha certeza de nunca ter ouvido tal grito, muitos menos seria de um esquilo.
Os dois soldados então, começaram a sentir calafrios, vindos de ventos, fortes e frios, que faziam seus dentes tremer e pernas tremerem. Pensaram estar doentes já que ainda o começo de outono, e aqueles ventos pareciam vim do frio extremo da estação gelada.
Em suas frentes começaram a aparecer pequenas bolhas brilhantes, tomando suas totais atenções. Essas bolhas começaram a se juntarem rapidamente formando um enorme portal negro.
O portal tinha cerca de dez metros de altura, e de largura aonde poderia facilmente sair um elefante, seu formato era todo irregular e ventos fortes saíam dele.
Os guardas não conseguiam se mexer, suas pernas pareciam ter sido completamente congeladas. Seus olhos ficaram fixados naquele enorme portal.
Um grito veio de dentro do portal. Um grito tão alto que ecoou a quilômetros de distância, acordando todo o vilarejo.
Os tímpanos dos dois guardas estouraram, eles gritavam de dor, mas nada podiam fazer, pois estavam em estado de choque e não conseguiam se mexer um centímetro sequer.
Uma criatura horripilante começou a sair daquele portal. Sua aparência jamais vista, parecia ser algum tipo de animal, sua pele parecia estar podre, possuindo uma coloração amarronzada, seus olhos estavam tampados por uma pele grossa que se abriram ao vê os guardas. No lugar do seu nariz apenas existiam dois buracos profundos, assim como suas orelhas, sua calda balançava de um lado para outro fazendo barulho de lâminas afiadas, dentes grandes, pontudos e afiados. A criatura tinha o corpo extremamente magro, não possuindo pelo algum. Seu tamanho e aparência eram comparadas a de um leopardo adulto.
A criatura começou a caminhar lentamente em direção aos dois.
Com a cabeça levantada parecia estar farejando alguma coisa.
Chegou então em frente ao guarda mais novo.
Sua língua era grande, de cor escura. A criatura então começou a lamber o sangue no pescoço que escoria do seu tímpano estourado, do guarda.
O guarda fazia uma expressão de pânico total, seus olhos se arregalaram, seu corpo começou a tremer e acabou se mijando nas calças.
O outro guarda que já havia voltado a recobrar sua consciência, vendo toda aquela terrível cena... Falou sussurrando:
- Não se mexe!
O guarda apavorado pela criatura em sua frente, virou seus olhos trêmulos em direção a seu colega de turno. Viu ele pegar sua espada e quando já estava pronto para aplicar um golpe na criatura, acabou parando, e gorfando sangue pela sua boca.
O guarda com os olhos ainda trêmulos viu seu colega ser rasgado na barriga com a calda de outra criatura, suas tripas saíram e se espalharam pelo chão.
O guarda mais novo ao vê seu colega sendo morto de forma brutal, deu um grito alto ódio e tentou pegar sua espada, mas logo foi impedido pela criatura que rasgou seu pescoço com uma mordida mortal, sugando seu sangue em seguida.
A criatura novamente deu um grito, como se estivesse mostrando superioridade aos humanos naquele momento.
Aos poucos centenas, milhares de criaturas começaram a sair daquele portal negro.
Os gritos de desesperos, pedidos de socorros dos vilarejos e cidades da costa leste ecoavam por toda parte.
Mulheres, homens, crianças, bebês e animais foram todos massacradas pelas criaturas.
Apenas restaram destruição e sangue por onde passavam.
Naquele noite outros três portais também se abriram em pontos separados na costa leste de Arged, levando a praticamente a destruição total do seu Reino, sobrando apenas duas cidades, Freud e Cred. A família Real conseguiu fugir para o Reino vizinho de Caryad.
“A noite mais sangrenta e triste da história da humanidade”, assim ficou conhecida por todo o continente de Hanafel.
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Atualizado até capítulo 32
Comments
Fênix...
Tô bege
2022-10-16
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