Reino de Harpus
Capital Tristw, Castelo Real.
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Naquela manhã no Castelo Real do Reino de Harpus, o conselheiro do Rei marcou uma reunião exclusiva com a sua Majestade. Era de suma importância ser totalmente privada, pois iria se tratar talvez de uma traição.
Nessa reunião estava apenas presente, o conselheiro Real, o Comandante Geral do exercito e o Rei.
- Meu Rei, esse é o momento certo para agirmos – disse o conselheiro, que se chamava Parlos.
O Rei inquieto e preocupado com a proposta de Parlos, falou:
- Não acho justo. Estamos falando aqui de traição ao tratado de paz – disse o Rei firmemente.
O plano de Parlos era convocar um grande exército e sorrateiramente atacar as criaturas da noite no Reino de Arged, segundos os relatórios avançados, depois dos sete anos da invasão essa era primeira vez que a quantidade de Grenfs estava tão baixa, o relatório também informava que as criaturas estavam sumindo cada vez mais. Um exército formado por milhares de soldados conseguiria tomar a capital de Arged. Eles marchariam durante o amanhecer e lutariam a noite com as criaturas. Caso tivesse sucesso no seu plano, o Reino de Harpus tomaria para a si todo o território de Arged.
- Mas Majestade, se não agirmos agora essa informação logo chegará até o Rei de Arged, e ele há de convencer os outros Reinos a lutarem com ele pela retomada de Unigrad.
- Isso nos tornaria traidores e todos os outros Reinos não colaborariam mais conosco, inclusive o Reino de Caryad – disse cauteloso o Rei.
O Reino de Caryad tinha se tornado um ótimo parceiro de negócios com Harpus, por causa de seu porto.
O Reino de Harpus era o mais rico entre os Cinco por causa de sua riqueza em minerais, fazendo dele o que mais produzia armamentos para o exército, desde uma espada até as belas catapultas, mas como os Reinos estavam sempre em guerras, eles apenas vendiam os equipamentos para o continente vizinho, mas a quantidade era pouca, pois o outro Reino do continente vizinho não tinha tanto dinheiro, sem falar da logística complicada.
Com a união de Hanafel, o Reino de Harpus pode fazer uma estrada ligando até o Porto de Caryad, podendo então ser vendidos facilmente equipamentos, joias, entre outras mercadorias por meio de navios que levariam até outros continentes, que antes era de extrema dificuldade pela falta de um Porto, e também agora comercializava seus produtos e equipamentos para todos os Reinos de Hanafel.
- Majestade, ouça-me, se tomarmos o Reino de Arged, teríamos o nosso próprio Porto, e não precisaríamos pagar mais nem mais nem um centavo a Caryad – disse de forma calma o conselheiro, não querendo irritar o Rei.
O Rei de Caryad não era tolo, cobrava uma bela taxa de juros a Harpus por usar seu Porto e por passar pelo seu território, mas o Rei de Harpus não se importava, pois seu faturamento era bem significativo.
- Não vejo necessidade de tal traição, estamos ganhando muita riqueza recentemente – comentou o Rei desprezando o plano de Parlos.
- Sim, é verdade Majestade, mas encontra partida estamos gastando muito também para sustentar a Muralha e com equipamentos que praticamente estão saindo quase de graça para os outros Reinos, por causa dessa união. Se fizermos oque eu digo, só temos a ganhar e não precisaríamos mais entregar nossos equipamentos de graça para os outros Reinos – essa era última investida de Parlos para com o Rei.
O Rei, James Pryton, pensou por um curto período de tempo e deu seu ultimato:
- Vejo que você Parlos, só quer o melhor para nosso Reino, mas eu não cometerei os erros de meu pai. Não vou mais entrar em guerras por riquezas que já temos demais. Falta apenas três anos para o fim de nosso tratado de paz, e planejo continuar com esse tratado por mais dez anos, e se essa informação de que os Grenfs estão sumindo de nosso continente for totalmente verdade, então deixe que o Rei de Arged saiba, ele tem o direito de recuperar seu Reino, e se for preciso eu James Pryton, o ajudarei nessa empreitada. Essas são minhas últimas palavras, se continuar a me importunar com essa bobagem novamente, não terei mais você como meu conselheiro Real, só mantive você nessa posição até hoje em respeito ao meu falecido pai, então não me provoque novamente – disse firmemente o Rei saindo da sala com seu Comandante Geral. ( Nota do autor: nessa parte e como o cara tivesse dado o maior esculacho e ainda dizer no final da frase “passar bem”).
Parlos ao vê sua majestade saindo, pensou que o Rei tinha se tornado um homem com medo da guerra, totalmente diferente de seu pai, que amava os sons dos tambores das guerras. Parlos era ganancioso e astuto, com o Rei antigo ganhou muita influência no castelo, mas agora estava totalmente isolado com seus planos de guerras.
O Rei antigo, Jonas Pryton, era extremamente ambicioso e de pouca misericórdia, fazendo dele o reinado mais sangrento de Harpus, mas encontra partida foi o reinado que mais trouxe riquezas, ele morreu de uma terrível doença. Seu filho assumiu o Reino prometendo ser totalmente diferente de seu pai, ele buscaria a paz a qualquer custo.
Parlos então pensou: se pelo menos o Comandante Geral o apoiasse na conquista de Arged, o Rei acabaria talvez aceitando tal proposta, pois confiava sua vida a Calvir, o Comandante Geral.
O Comandante Geral era um homem experiente, já havia estado em muitas guerras, sua aparência indicava tranquilidade, mas seu olhar era assombroso. Apenas obedecia aos comandos do Rei, caso ele quisesse guerrear assim faria, se ele quisesse Paz, então paz haveria. Não se importava muito com a burocracia da política, achava um saco. Ele só estava no comando geral do exército por um pedido exclusivo do Rei anterior, na época ele ainda era muito novo, mas ele e Jonas Pryton eram muitos amigos, e o Rei anterior sabia de sua inteligência e sua capacidade em liderar um exercito, pois desde novo obteve muitas conquistas gloriosas.
No comando do exército nunca havia perdido uma guerra, era um homem meticuloso e vingativo, então Parlos sabia que não adiantava o tentar convencer de seu plano, pois sabia que poderia acabar sendo morto por suas próprias mãos.
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Atualizado até capítulo 32
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