Na Green Tech, Anthony terminava de assinar alguns documentos trazidos pela secretária, ele a devolveu os papéis e lembrou de agradecer por ter indicado a nova babá. Se não fosse Penélope ter aceitado trabalhar para seus filhos, ele até agora estaria na mão.
Anthony: Está tudo assinado, a propósito Suely eu queria agradecer por ter indicado a Penélope.
Suely sorriu.
Suely: Não tem de quer senhor, minha amiga é maravilhosa ela sabe li dar com crianças eu tenho certeza que seus filhos irão acabar amando a nova babá.
Ela falou sorridente, Anthony ia falar mais alguma coisa, porém bateram na porta ele mandou entrar e Beck surgiu com um sorriso estonteante nós lábios e foi logo dando um beijo no rosto de Anthony que se esquivou de maneira gentil.
Anthony: Era só isso Suely, obrigado!
Suely: Licença, senhor!
Saiu fechando a porta.
Beck: Eu soube pelo Taylor que ontem fecharam um projeto de milhões, então bem que a gente podia comemorar Anthony, o que você acha?
Anthony: Você sabe que quando fecho um projeto eu fico muito empenhado nele e não tenho tempo para comemorações.
Ela olhou para Anthony desanimada, não sabia o que fazer para conseguir ter aquele homem na palma das suas mãos. Ele nunca caia nas suas investidas, sempre a tratava de maneira educada, porém fria.
Beck: Aí Anthony eu estou tentando te ajudar, melhorar sua reputação aqui dentro da empresa. Você sabe que depois daquele boato que andou rolando sobre sua sexualidade, seria interessante você aparecer com uma mulher.
Anthony acabou dando uma risada, ele achava no mínimo todo esse falatório dos funcionários engraçado.
Beck: E você ainda rir da situação, olha sua reputação está em jogo.
Anthony: Só para deixar claro eu não vou me sujeitar a fazer um teatro só pra calar com a língua do povo. Eu não me importo no que os outros falam ou deixam de falar, ninguém aqui paga minhas contas muito pelo contrário eu que pago a deles.
Beck: Então pela sua reação essa fofoca deve ter um pingo de verdade mesmo. Você não gosta da fruta?
Anthony: Eu não gosto de mulheres oferecidas Beck, não gosto de interesseiras, não gosto de mulheres que ficam me bajulando o tempo todo de olho nos meus cartões bancários. Eu já aprendi a lição com a Stela e não pretendo cair no mesmo erro outra vez. Agora se não for pedir muito eu preciso terminar meu trabalho para ir almoçar, tenho um bom dia.
Ele se levantou para abrir a porta, ela ficou de pé com a cara ruim e saiu aborrecida aquela tinha sido a primeira vez que Anthony havia a tratado de maneira fria e seca. Ele fechou a porta e aliviou um pouco a gravata, Anthony foi até o bar e serviu-se de uma bebida, ele não costumava beber na hora do expediente, mas acabou ficando irritado com essa visita de Beck.
Enquanto ele fitava o líquido âmbar no copo, seus. pensamentos iam longe. Ele até tentava entender como tal boato havia surgido? Um homem solteiro não pode mais ter um minuto de paz, pensou bebendo sua bebida.
Não demorou muito seu instante de paz foi por água abaixo, quando recebeu uma ligação de Jena sua empregada aos prantos falando que os filhos havia matado Penélope envenenada. Anthony muito nervoso saiu esbarrando em tudo, esqueceu celular e seus pertences pessoais na sala ao menos nem fechou a porta tirando atenção de alguns funcionários e até mesmo de Suely que nunca havia visto seu chefe nervoso daquele jeito.
[...]
Minutos antes de tudo acontecer Penélope comia seus bolinhos numa boa, Madeline chamou Pietro para o canto e perguntou porque nada havia acontecido ainda. Eles viram Penélope bocejar, e nada de dor de barriga ela nem fazia careta.
Madeline: Ela não correu ainda para o banheiro será que colocamos pouco laxante?
Pietro mordeu o dedo um pouquinho preocupado, pois na hora que entrou no quarto da Meg para pegar o laxante ele subiu em cima da pia para alcançar uma das portas do armário que ficava suspensa na parede e acabou se desequilibrando deixando cair alguns medicamentos no chão. Com o impacto alguns remédios saíram da caixa e tinha duas caixinhas verdes com dois frascos iguais ele acabou pegando um deles, pois pensava se tratar do mesmo remédio que ele havia visto ela guardar outro dia e até perguntou curioso o que era.
Pietro: Tinha dois igual, será que peguei o remédio errado?
Assim que Pietro falou, Penélope caiu do puff desacordada. As crianças correram para perto assustadas e Pietro começou a ficar nervoso.
Madeline: Penélope, acorda!
A garotinha com as mãos trêmulas tentou abrir os olhos dela, já Callie colocou a cabeça no coração dela já chorando pensando que ela havia morrido. Quando Madeline chamou por vários vezes sem obter respostas ela se desesperou e começou a gritar, fazendo Pietro e Callie chorar mais alto. Os três pensaram que tinham matado a babá.
Com gritos despertados chamaram a atenção dos empregados, Meg saiu correndo já imaginando que eles haviam aprontado uma, quando ela abriu a porta da brinquedoteca viu as crianças chorando em volta da Penélope que permanecia deitada no chão. A velha senhora colocou a mão na boca apavorada e foi tentar acudir.
Meg: Aí meu Deus! O que foi que vocês fizeram com a babá?
As crianças saíram correndo para se esconder tropeçando na Jena que acabava de entrar no quarto e viu a situação, e o desespero das crianças falando que tinha matado a babá. Ela foi logo ligando para o patrão desesperada dizendo que a Penélope tinha morrido.
Meg ainda muito nervosa tomou o telefone da mão dela, e deu um tapa no braço a repudiando.
Meg: Desse jeito vai matar o patrão, Jena. Isso lá são modos de dá uma notícia, ela não morreu só está desacordada, me dá esse telefone vou ligar para o médico da família. Vai chamar um segurança pra levá-la para o quarto eu vou atrás de álcool pra tentar torna-la a si novamente.
Quando o segurança colocou Penélope na cama Meg tentou desperta-la com álcool setenta, mas nada dela retornar. A mulher já estava ficando preocupada de não se tratar de apenas um desmaio e já estava quase levando ela para o hospital quando finalmente o médico da família entrou no quarto com Jena.
Ele começou a fazer seus primeiros procedimentos e logo percebeu que não se tratava de apenas um desmaio. Quando o médico estava a examinado, Anthony chegou nervoso, muito ofegante veio as pressas e deixou o carro no meio do portão.
Anthony: O que aconteceu? O que os meus filhos fizeram para a babá?
Falou desesperado ao ver Penélope desacordada na cama, foi direto onde ela estava.
Médico: Ela parece ter tomado uma forte dose de medicamento, sua pulsação está lenta, vai ser preciso levá-la para o hospital para fazer uma lavagem estomacal, mas antes eu preciso saber qual foi o medicamento ingerido pra fazer o melhor atendimento possível.
Anthony: Eu já vou descobrir, Meg acompanhe a Penélope ao hospital eu já chegou lá. Onde estão meus filhos?
Jana: No quarto do Pietro, senhor!
Anthony saiu pisando duro, Jena correu ao seu alcance. Assim que as crianças o viu entrar começaram a chorar mais, ele ficou mais irritado ainda.
Anthony: O que foi que vocês fizeram com a babá que ela vai precisar ir para o hospital? Ela está desacordada por excesso de medicamentos, vocês percebem a gravidade dessa brincadeira sem graça? FALEM AGORA, NÃO ME FAÇA TIRAR O CINTO!
Falou com alteração na voz, tão bravo como nunca tinha ficado antes. Ele até pegou o cinto num do cós da calça para intimidar os filhos que logo abriram a boca em meio aos prantos.
Pietro: E-eu me confundi e troquei o remédio, era pra dar só dor de barriga. Buáááá!
Anthony trincou a mandíbula mais irritado ainda, aquele homem sereno não existia mais, essa foi a gota d'água. Seus filhos passaram totalmente dos limites.
Anthony: Cadê o frasco?
Madeline: Ele jogou na privada, a gente colocou dentro dos bolinhos. Buááááá!
Falou aos berros abraçando a irmã pequena.
Anthony: De onde vocês tiraram esses remédios?
Pietro: Do quarto da Meg, buááá!
Anthony pegou no braço do menino e levou ele até o quarto e quando chegou viu no banheiro vários remédios no chão. Pietro abaixou chorando e mostrou as duas caixinhas verdes, uma de sonífero e outra de laxante. Pelo sono profundo de Penélope ele já sacou qual dos dois eles tinham dado a ela, ele pegou a caixa e colou dentro do bolso.
Ele pegou novamente Pietro pelo pulso e levou para o quarto e esbravejou irritado as consequências da brincadeira de mal gosto.
Anthony: Nunca mais vocês vão fazer isso novamente.
Falou tirando o sapato do pé em meio a raiva e o medo deles terem colocado a vida de uma pessoa em risco. Anthony deu três sapatadas na bunda do Pietro e foi para Madeline e a Callie que choravam com a mão na bunda.
Após dar as palmadas ele fechou os olhos e respirou fundo aquela foi a primeira vez que tinha batido nos filhos, viu as crianças o olhar com medo nos olhos do próprio pai e quase pediu desculpas por ter batido, mas foi firme e sabia que elas precisavam daquilo.
Ele sabia mais que ninguém que educar não era bater, mas quando tudo já tinha falhado e nem os castigos adiantado mais, essa era a única solução, pois não queria que seus filhos aprendessem da pior forma, na rua. Virou-se para Jena e falou ríspido.
Anthony: Leve-os para o banho e estão proibidos de sair do quatro até minha ordem, só vão sair daqui para a escola.
Falou apontando para os três e saiu angustiado, no meio do caminho parou para calçar o sapato social e foi direto para o hospital. Lá Penélope já estava no quarto, ele se aproximou e acariciou suas mãos pedindo desculpas.
Anthony: Desculpa Penélope meus filhos são impossíveis eu sei, talvez depois dessa você não queira mais trabalhar para mim e eu vou entender. As vezes eu me culpo por ter tudo, e não conseguir dar a única coisa que é de graça aos filhos a educação.
Fala mais para si do que para ela, visto que ela ainda estava num sono profundo.
Médico: Anthony quando você ligou avisado que era sonífero, já estávamos fazendo a lavagem estomacal, ela está bem agora a pressão arterial está normal, quando acabar o soro ela pode ir para casa. É claro vai ficar um pouco grogue e com sono por algumas horas ainda por conta da quantidade ingerida, mas está tudo sobre controle.
Anthony: Obrigada doutor Levils por está prestando serviços a família Green, eu vou ficar com ela até o soro acabar.
Dr. Levils: Está certo Anthony, vou ver como está meus outros pacientes tenha uma boa tarde!
Já passavam das 1:30 e com toda essa confusão ele ainda não tinha comido, foi até a lanchonete do hospital comprar um lanche e aproveito e ligou para a sua secretária avisando que não ia mais trabalhar hoje e mandou desmarcar todas os compromissos.
Quando terminou de comer voltou para o quarto e percebeu que Penélope balbuciava algumas palavras e tenta abrir os olhos, mas o sono a vencia.
Quando o soro acabou Anthony a levou para casa, ao sair do carro ele mesmo se prontificou em levá-la para o quarto, ajustou sua cabeça no travesseiro e tirou seus sapatos.
Anthony: Eu vou tomar um banho já eu venho te ver, vou mandar prepararam uma sopa bem gostosa para quando você acordar.
Ele saiu e foi até a cozinha mandar preparar uma sopa reforçada para Penélope, perguntou se os filhos já tinham comido e se ainda estavam no castigo.
Meg: Estão senhor, a Jena está de olho neles. Você não vai querer almoçar senhor?
Anthony: Não Meg já comi no hospital, eu vou tomar um banho e tentar trabalhar aqui mesmo no escritório, quero está aqui quando Penélope acordar.
No quarto de Pietro as crianças estavam de nariz vermelho de tanto chorar, choravam por achar que tinham matado a babá, pelo pai ter batido nelas e por estarem de castigo. Madeline estava toda enrolada dos pés a cabeça, Pietro chorava baixinho perto da janela enquanto Jena tentava faze-lo parar. Callie aproveitou para escapar do castigo e correu na pontinha dos pés em direção ao quarto da Penélope.
A menina assim que viu ela adormecida subiu na cama e ficou abraçando a babá.
Callie: Penélope desculpa nunca mais vamos fazer isso eu prometo! Não morre por favor.
Ela deu um beijo na bochecha de Penélope e entrou dentro das cobertas a abraçando, quando Anthony entrou no quarto escutou uma voz saindo de dentro das cobertas e sacudiu avistando a filha com as duas mãos juntas rezando para Penélope acordar.
Anthony: O que você está fazendo aqui Callie eu já falei que estão de castigo.
Callie: Papai me perdoa por favor!
Foi abraçar o pai uma lágrima escorreu pela bochecha.
Anthony: Não pra me que vocês tem que pedir desculpas, é a Penélope quando ela acordar.
Callie: Ela vai acordar?
Anthony: Claro que vai, daqui a pouco!
Callie: Ela está dormindo igual a bela adormecida papai, você tem que dar um beijo nela para ela despertar igual na história.
Anthony ficou nervoso olhou para filha rapidamente, tinha que ver que livro era esse pra mandar queimar imediatamente, que história é essa que ensina beijo as crianças.
Anthony: Vá para seu quarto Callie, não me faça falar duas vezes.
A menininha saiu correndo, Anthony sentou na beira da cama e ficou admirando a beleza da babá. Ele acariciou os cabelos dourados dela, e levou os lábios a beijar sua bochecha por um ato inesperado, fazendo assim Penélope abrir os olhos.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 77
Comments
Maria Luiza Giuliani
só ele não conhece rs
2024-10-17
1
Michelly De Jesus
kkkkkk imagina o desespero dele!!!!!!!😘🥰😍🤩😘🥰😍🤩🤫🤫🤭🤭🤗❤️🩹❤️🩹❤️🩹💔💔💔💖💖
2024-09-15
3
Maria Solange
kkkk imagino o desespero
2024-09-03
2