Eles correm até chegar no quarto do paciente que antes estava tendo convulsão e foi sedado. Agora ele voltou a ter mesmo sedado.
Eles tiveram que levar o paciente para a cirurgia, depois de alguns horas voltaram com ele para o quarto.
Depois das instruções da das e de encaminhar o paciente para o pós cirurgia eles enfim conseguem descansar.
Andando pelo pátio eles voltam para onde estavam sentados. Emir estava inquieto, e não iria entrar no assunto mas ela quem tomou a frente.
ASLA- É. quando eu tinha 18 anos, eu conheci um rapaz. Ele dizia que me amava, e que queria casar comigo, me cuidava e me tratava muito bem, com o tempo, fomos morar juntos, minha tia não queria, mais eu fui mais teimosa, não queria dar trabalho pra ela, ele foi se mostrando mais rude e mais impulsivo, além das agressões verbais também. Ele era maravilhoso em me fazer sentir culpa por nada. Sempre que brigávamos, ou me batia ele me pedia desculpa com flores. E uma vez ele me forçou, e tinha me dado flores, em cima da cama, onde me forçou, enquanto ele segurava meu pescoço com força e me penetrava me machucando, eu olhava para o lado, sem força para lutar e só via as flores em cima da cama.
Ela fala e ele fica parado olhando para ela! Os olhos dela estavam fitos no chão, e os dele estavam fitos nela. Ele não sabia como, mais uma raiva enorme, um ódio grande e muito forte se formava dentro dele.
Emir levanta e começa a andar de um lado para o outro como quem tentava se controlar, ou achar uma forma de aliviar a tensão.
EMIR- Esse desgraçado.
ASLA- Agora está tudo bem.
EMIR- NÃO! Não está. Por isso você ficou o dia todo estranha né? Olhando para os lados, como se estivesse procurando ele?
ASLA- Depois daquele dia, ele sempre me mandava flores, para saber que ele estava me vigiando, era como se ele quisesse que eu soubesse que eu pertencia só a ele, que era só dele. Eu vivi assim por mais, e eu nunca mais tive paz. Até que um dia, Tia Tirda me tirou daquele lugar. E me fez acordar, Bom até que nós viemos morar aqui. Do outro lado do país. E desde então, tenho vivido minha vida em paz. Mas hoje quando eu vi as flores, uma coisa estranha acendeu dentro de mim, medo dele ter me achado, medo dele ter vindo atrás de mim.
EMIR- Deve ter sido horrível. Me desculpe, se eu soubesse, me desculpe por favor. Me perdoe.
ASLA- Foi você?
EMIR - Eu queria te desejar as boas vindas de volta. E pensei que flores seria uma boa escolha. Mas agora eu sei, e eu nunca mais farei isso. Me desculpa
ASLA- Tudo bem, não tinha como saber. Só por favor não faça mais.
Emir mente, não querendo dizer que as flores era uma forma de conquistar ela. Ela sorri e eles, enfim tem uma conversa civilizada.
A noite estava bonita, eles estavam conversando e rindo de algumas coisas,
EMIR- Você fez o que?
ASLA- Acredite se quiser. Eu tive que me virar para sobreviver. Então eu roubei um carro, de um cara que roubou de outro cara.
EMIR - Não! kkkkkk eu não te vejo fazendo isso.
ASLA- Eu fugi do lar que eu morava, eles só me aceitaram para poder pegar o dinheiro que recebiam do estado. Então eu fugi, e não tinha onde morar, aí eu vi um carro que estava todo quebrado, aí eu peguei ele e levei ele pra outro bairro.
EMIR- Como você fez isso?
ASLA- Tá bom, vamos lá. Eu tinha uma colega que o pai dela tinha um caminhão de guincho. Aí combinamos com o namorado dele dele pegar o caminhão e guinchar o carro. E foi assim.
EMIR - E o homem?
ASLA- Ele já ia se livrar do carro, então só ajudei antecipando.
EMIR- Cara você é uma caixinha de surpresas.
ASLA- Nem tanto nem tanto.
EMIR- E foi ao que você conheceu ele?
ASLA- Sim, depois de alguns meses, na verdade, eu já o conhecia. Aí ficamos amigos e foi rolando, e eu ainda morava no meu carro, quando eu fui morar com a Tia Tirda, ela não queria que eu saísse de lá, mas eu como sempre muito impulsiva, fui e quebrei a cara.
EMIR- Você acha que isso te trouxe algum aprendizado?
ASLA- Ah com certeza! Nunca mais confiar em homem algum.
Ela fala e Emir sente um certo rancor em sua voz, ele entendeu o recado.
EMIR- Nem todos os homens são assim. Existem homens que valem a pena.
ASLA- E você?
EMIR - Se eu valho a pena?
ASLA- Não, kkkkkk. a sua história.
EMIR - Ah tá. Então. Eu me apaixonei na faculdade por uma mulher, e ficamos juntos por 12 anos. Ela era o meu grande amor. Mas aí um dia o meu grande amor me traiu.
ASLA - Nossa, que vaca!
EMIR - Sim, uma vaca. kkkkkkk
ASLA- E vocês se davam bem?
EMIR- Sim, ela era uma pessoa fácil de lidar. Nós não tínhamos problemas, e não brigávamos. E pasme, quando ela me traiu e eu descobri, eles já estavam juntos há 1 ano. E no dia que eu descobri e coloquei ela pra fora, ela me disse que tinham virado dois estranhos. É mole isso? A mulher que eu mais amava, foi a que mais me feriu. Ela me disse coisas horríveis, disse que eu não era homem, que me usou para chegar onde tinha chegado, que eu era fraco. Enfim.
ASLA- E você acha que isso te ensinou alguma coisa?
EMIR- Sim, claro! Nunca mais confiar em mulher alguma.
ASLA- Viu temos algo em comum.
EMIR- O que?
ASLA- Nós dois não vamos mais confiar em ninguém.
EMIR- Não, não mesmo. Eu estou disposto a achar alguém que me ame e eu possa amar e cuidar também. Não quero viver o resto dos meus dias sozinho. Me recuso a isso. Quero ter algum para dividir a vida.
ASLA- Eu tenho esse desejo, só não sei se um dia vou conseguir confiar em alguém.
EMIR- Vai, vai sim. Você só precisar sabe em que. confiar.
ASLA- Entendi. Tá ok. Vamos entrar?
EMIR- Vamos sim. Quer um café?
ASLA- Quero sim, vamos.
Eles entram e vão até a cafeteria, Emir pede dois cafés e sentam para esperar.
Enquanto esperavam, Asla amostra pra ele como os novos internos se comportavam. Eles ficam rindo porque toda vez que um médico passava pelos internos, eles mudavam a postura, e Asla e Emir riam da cara deles.
ASLA- Será que eu já fui assim?
EMIR- Eu sei que eu não.
ASLA- Ah não?
EMIR- Eu era o popular kkkkk
ASLA- Eu fugia dos populares.
EMIR- Vamos.
ASLA- Vamos sim. Tenho que vê a paciente da Fibrose.
EMIR- Sabe que ela não é paciente da neuro né?
ASLA- Sim, eu sei, mas desde que cheguei eu estou com ela.
EMIR- Entendi, eu gosto dela, todo dia eu vou lá vê ela.
ASLA- Ela não tem família?
EMIR- Desde que chegou aqui, ninguém nunca vem vê ela.
ASLA- Ela me disse uma coisa estranha. Disse que tinha uma filha linda como eu.
EMIR- Ela realmente tem filha, e marido tbm. Mas nunca os vi. Apenas sei porque tem no prontuário dela. E eu duvido
ASLA- De que?
EMIR- Que a filha dela seja mais bonita que voce.
ASLA- Ihhh começa não hein.
EMIR- Eu só quis dizer.
ASLA- Tá bom.
Eles caminham conversando e vai até os pacientes. O plantão estava só começando, eles tinham uma noite inteira pela frente.
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Me desculpem, dia corrido no trabalho e em casa. Espero que gostem e comentem bastante. Votem por favor ❤️
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Josi Gomes
ESSA FILHA QUE ELA FALA , PODE SER A ASLA, OU OUTRA, QUE NÃO DÁ A MÍNIMA PARA ELA
2024-02-15
2
Celia Chagas
Bom já conseguem conversar civilizados 😉
2023-12-17
0
ivone lima juliace
🤗🤗🤗🤗🤗🤗🤗🤗🤗🤗🤗😍
2023-10-29
1