Estamos de frente para ele que nem respirar parece, sua postura e forma são perfeitos, ele nem parece ser gente.
Na verdade parece ser aqueles tipos de super heróis, que ficam parados com a luz sobre si, fazendo com que todos o admirem.
EMIR- Vamos.
Ele fala e eu saio do meu devaneio, e vejo Bianca babando pelo diretor. Ela parecia que ia engolir ele. Ela também se assusta com o voz do Dr. Emir e voltamos a atenção para ele.
EMIR- Vamos começar a passar as visitas, e depois distribuído as funções. Vamos.
Ele fala e começa a andar. Sigo o médico que anda rápido e sem nem olhar para os lados, mas para quando seu Celular toca e uma voz alta soa pelo alto falante.
VOZ- Neuro na emergência.
Ele pega o Cel e atende.
EMIR- Oi? Estou indo. Vamos.
Ele fala e começa correr, no mesmo instante sou tomada por um instinto e corro atrás dele. Sei o que tenho que fazer e vou atrás, na verdade até passo ele.
Bianca corre também e quando chegamos na emergência ela fica paralisada.
BIANCA - Aí meu deus.
EMIR- EH, começou o dia. Vamos lá, atendimento primário e atenção. Qualquer coisa me chamem. E por favor não matem ninguém.
Ele fala e sai andando. Vejo que tem muita gente chegando e coloco o capote e as luvas e começo os atendimentos.
Uma enfermeira grita e vou até ela, uma menina estava com a cabeça ferida. Um ônibus cheio de crianças estava indo para uma excursão de escola e colidiu com um caminhão.
Muitas crianças machucadas e sangrando. Começo o atendimento primário, e mando um interno levar ela para a tomografia e vou para o próximo.
Olho e vejo que o Dr. Emir está fazendo uma espécie de trepanação mas com outro equipamento, e fico surpresa, porque me parecia legal.
Bianca estava com um garoto e parecia ter tudo sobre controle. Mais alguns minutos e exames primários e eu libero outro para tomografia.
EMIR- O que ,tem aqui?
Vejo ele falando com a Bianca que passa para ele o quadro clínico do paciente.
EMIR- Ok. Estabiliza e manda para a tomografia. E aqui?
Ele fala se aproximando.
ASLA - Consciente e alerta, sem déficit neurológico, TC voltou limpa.
EMIR- Ótimo. Termina e passa para uma pediatra.
Ele fala e um paramédico entra gritando e ele vai até ele. Parece que tiraram uma criança que estava presa nas ferragens. Dr. Emir passa por mim com uma criança muito machucada e grita pra mim e Bianca.
EMIR- Estarei no C.O 4, qualquer coisa me chamem. E não matem ninguém.
BIANCA - Pode deixar.
ASLA - Ok.
Ficamos ali finalizando os atendimentos primário e passando para as outras especialidades. O dia passa correndo, nem parece mas já são 15:00 e não, não paramos um minuto.
BIANCA - O que foi isso?
ASLA- Nem fala, estou morta, e ainda temos que fazer as evoluções e as visitas.
BIANCA- Eu só quero a minha cama.
ASLA- Vou comer alguma coisa e volto para fazer as evoluções.
BIANCA- Vamos então. Tô cansada.
Juntas vamos até o refeitório e pegamos alguma coisa para comer, mas o Celular de Bianca toca e ela sai correndo, alguma emergência com seu paciente, o motorista.
Enquanto vejo ela correndo, agradeço mentalmente a Deus por meus pacientes estarem bem e me permitir comer alguma coisa.
Começo a mastigar uma salada e bobo uma água. Sinto alguém passar por mim, mas estou tão cansada que nem consigo levantar a cabeça para olhar.
Mas mesmo que eu queira ignorar, ele jamais deixaria.
EMIR- Vamos passar as visitas.
Ele fala enquanto anda, comendo uma maçã e com o jaleco no braço, e eu? Eu nem tempo de engolir tenho por que ele logo grita.
EMIR- Vamos logo.
ASLA- Estou indo.
Levanto correndo e vou até ele que já estava longe de mim, bebo a água e o acompanho. De longe vejo Bianca vindo.
BIANCA- Esse homem não descansa não?
ASLA- Pelo visto não, ele acabou de sair da cirurgia.
BIANCA- Meu paciente morreu, tenho que avisar a ele?
ASLA- Acho que ele já sabe! .
BIANCA- Ele é uma máquina, disseram na emergência que ele nunca perde um paciente. Ele é o melhor, estamos feitas aprendendo com ele.
ASLA- É, pelo visto sim. Vamos logo.
Andamos atrás dele que continuava comendo a maçã. Até que chegamos até a ala do C.T.I. E ele começa a falar.
EMIR
Cheguei no hospital e Carlos logo falou que elas vão ficar comigo, o que eu não gosto, normalmente residentes são idiotas e acabam cometendo erros.
Uma coisa que eu odeio erros, eles sempre metem os pés pelas mãos e sempre fazem merda e isso eu não admito.
Mas ele diz que elas são as melhores, e que foram escolhidas para estarem aqui, e não por nada, meu hospital é o melhor. Renomado e mais procurado.
Enquanto me aproximo vejo, que uma delas chegou atrasado, o que eu não gosto, odeio atrasos, atrasos significa morte. Quando um cirurgião se atrasa alguém norre. Vejo ela reclamando de alguém, que parece ter jogado água nela.
Elas notam a minha presença e jogo se recompondo, se viram e ouvem as instruções de Carlos. Vejo que a morena não tira os olhos de Carlos e a outra, como posso dizer, ela fica parada me olhando.
O que geralmente me incomoda, mas não é um olhar pervertido ou com desejo e luxúria como costuma acontecer.
É como se ela estivesse me admirando, e novamente falo, não por eu ser bonito ou charmoso, não, não é. Da pra vê que ela estava me admirando mesmo.
Falo e percebo que ela volta do seu devaneio e começo a passar minhas instruções.
EMIR- Vamos começar a passar as visitas, e depois distribuído as funções. Vamos. Ah mas uma coisa. Eu não tolero atrasos. Se um cirurgião se atrasa, alguém morre. Então se estiver atrasado, nem venha. Entendidos?
A ruiva assente e começamos a andar. Mas meu Cel toca no mesmo instante que a voz da agente soa no alto falante.
Atendo e recebo a notícia que uma colisão de ônibus escolar e caminhão acabou de chegar com muitos feridos e precisamos estar lá.
EMIR- Vamos.
Falo e vejo que elas correm comigo, mas noto que a ruiva passa na minha frente como quem estivesse familiarizada.
A morena vem atrás de mim, e quando chegamos na emergência vejo que a ruiva já estava vestindo o capote e as luvas e a morena para e fala.
BIANCA - Aí meu deus.
EMIR- EH, começou o dia. Vamos lá, atendimento primário e atenção. Qualquer coisa me chamem. E por favor não matem ninguém.
Saio de perto delas e vou até onde a enfermeira me chama, e começo os atendimentos. Elas já passaram da fase de internato, então sabem o que fazer apenas as alerto para não matem ninguém.
Enquanto atendo uma criança olho a todo instante para elas, até porque são minhas responsabilidades, e vejo que Bianca estava um pouco enrolada, mas se saia bem, parece não gostar muito de criança.
Asla, lembrei agora, o nome dela é Asla. A ruiva, se chama Asla. ela estava muito bem, fazendo alguns exames e encaminhando pacientes para a T.C.
Penso comigo mesmo, ela é boa, na verdade muito boa, tem um ótimo trato e instinto. Tem paciência e muito jogo de cintura.
Depois de algum tempo, vou até elas, preciso saber o que estavam fazendo.
EMIR- O que ,tem aqui?
Vejo ele falando com a Bianca que passa para ele o quadro clínico do paciente.
EMIR- Ok. Estabiliza e manda para a tomografia. E aqui?
Ele fala se aproximando.
ASLA - Consciente e alerta, sem déficit neurológico, TC voltou limpa.
EMIR- Ótimo. Termina e passa para uma pediatra.
Falo e quando vou chama-las para ir fazer as vistas, ouço um paramédico me chamar e vou até eles, saio correndo porque é grave e já mando prepararem um Sala de cirugia. e aviso a elas para me chamarem caso precisem e mais uma vez não manterem ninguém.
O dia estava do jeito que eu gosto, movimentado, não gosto de dia parado, sem muito o que fazer. Gosto de sangue e o que resolver.
Depois de 2hs de cirugia, libero ele para o CTI e vou até a cantina, preciso beber alguma coisa. Sou Diabete Tipo 1. Então não posso ficar mais de 2hs sem me alimentar.
Vou até a cantina e pergunto no caminho onde elas estavam, e me falam que estavam na cantina. Quando chego vejo Bianca correndo, parece que algo aconteceu.
De longe vejo Asla comendo uma salada e bebendo uma água. Pego uma maçã e fico olhando ela comer.
Ela estava calma e parecia muito cansada.
Mas não pude deixar de notar o quão bonita ela é, além disso me parece ser muito inteligente e capaz. Saio de meus pensamentos e vou até ela, quando estava me aproximando vejo Laila uma enfermeira, se aproxima e tento sair rápido dali.
EMIR- Vamos passar as vistas.
Vejo que ela não entendeu porque foi pega de surpresa, mas eu preciso sair daqui antes que a chata da Laila venha até mim.
EMIR- Vamos logo.
Me culpa porque sei que ela só parou agora, mas eu preciso sair daqui. E sim, eu usei ela.
ASLA- Estou indo.
Ela corre e no caminho encontramos a Bianca e caminhamos até o CTI.
Ouço elas conversando e isso me alegra e me enche de orgulho de tudo o que tenho lutado para conseguir. Ouço ela falar do paciente que morreu, mas eu já sabia, na verdade assim que cheguei na emergência eu sabia que ele não resistiria.
Mordo a maçã com um sorriso no rosto, porque eu sempre estou certo. Vamos até o CTI e começamos a passar as vistas.
Elas realmente são boas, falam sobre cada paciente como se os conhecessem a tempos, e acompanhassem os quadros clínicos.
Quando terminam, vamos até o posto das enfermeiras e distribuo os pacientes.
EMIR- Vamos lá. Dra. Bianca pacientes do 5 ao 10 e Dra. Asla do 10 ao 15. Além dos meus pós e pré e da emergência. A paciente em coma é sua Asla e o da ponte é seu Bianca.
BIANCA- OK.
ASLA- OK.
EMIR- Resumo geral do dia. Dra. Bianca?
BIANCA- Hã? Ah sim. 6 pacientes. 2 crianças com traumatismo, mas estáveis, 3 com apenas leves escoriações e 1 óbito. Desculpe doutor, fiz tudo o que eu pude.
EMIR- Diga isso a família, não pra mim. Dra. Asla.
ASLA- 7 Pacientes, 2 traumatismo. 2 com escoriações. 1 com fratura da c5 e c4 com o Dr. Norton, 2 hemorragias subaracnóide, estáveis fora de risco.
EMIR- Ok. 1 óbito, sendo 13 pacientes graves e agora estáveis.
BIANCA- O senhor não vai brigar por causa do que morreu?
EMIR- Eu já sabia que ele ia morrer, quando ele chegou e você estava paralisada pensando aí meu deus, eu ouvi o paramédico passar a panorama dele. Ele ficou preso nas ferragens, perdeu 70% do sangue, fratura aberta craniana, entre outros fatores, como coagulação e pressão. Então não, eu já sabia. Quando entramos na emergência, não basta só querer fazer alguma coisa. A todo momento somos bombardeados de informações. E as vezes nem são direcionados a nós. Mas temos que ter ouvidos apurados e atenção em tudo. Ali gente morre e nasce, é a porta principal do hospital. Então dizer "Aí meu deus não ajuda". Entendido?
BIANCA- Sim.
ASLA- Ok.
EMIR- Estão liberadas, amanhã plantão de 24h. Podem ir descansar. Colocarei a escala de vcs no quadro na sala dos residentes. Não se atrasem. Boa noite.
Já eram mais de 18:00 e eu estava morto, mas satisfeito, porque de 13 pacientes críticos, apenas 1 óbito, mas que na verdade já estava morto.
Vejo elas saindo e vou para minha sala, e pra minha infelicidade.....
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Oiê pessoal, voltamos kkkkk
Espero que gostem, estamos apenas no começo. Curtam, cometem e quero muitos votos heim.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Pati 🎀
começando hj, estou gostando 😍
2024-05-19
3
Celia Chagas
Começo muito interessante 🙂
2023-12-16
2
ivone lima juliace
Apaixonada aliás essa é a terceira estória sua que leia e não é diferente das outras Amandoooooo parabéns
2023-10-28
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